Poemas : 

conivência

 
"Que eu seja cruel, mas nunca desnaturado. Meu único punhal será minha palavra"

Cena II, Ato III
(Hamlet)













Última e imprópria, é a tentativa em erros vis
Na insinuante lápide de dias perdidos que desci
Sem quadros avistados nas estórias indevidas
Pois eram mentiras, essas palavras, imprecisas

Agora que vagueiam pelo inferno perante
Agora que as letras sejam malditas incessantes
Um passo em falso pra cair do céu inteiro
E na quadra desses olhos, ou seta em desespero

Tudo o que planejei, em campos inventados
Por relva de livres palcos, por relés aplausos
E eu devolvi o meu intento ao que era impuro

Na morada da minha fixa ilusão do escuro
Eu caminho cego e ainda assim, eu planejo
Um instante em.que possa voltar esse desapego





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Azke
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