Poemas : 

parasita

 




A cortina tombou e ainda se faz presente
Em tempo irreais, uníssonos e descrentes
Mas a tela que contamina o nome, exercita!
Palmos do inferno a olho cego que o assista

É pétala vermelha, sem pudor, sem perdão
Não há chamas suficientes sob esse chão
Não há curvas em uma descida que aglomera
Uma regra, e só: devotar a vontade e a queda!

Quer o reino de compulsão, a sua metade
A parte de um corpo que não existe mais
Quer a fuga de suas sombras, esse alarde

Quer dizer aos ventos que ela não se desfaz
A cura é deixar sangrar esse pacto pretendido
A culpa é a estória que não passa de um grito,




E eu não quero mais ouvir.

 
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Azke
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