Poemas : 

Do Fruto Proibido (170ª Poesia de um Canalha)

 
A água turva escorria-lhe lenta
Pela pele lisa a galgar suspiros
Nesses ais rasgados dum olhar
O beijo doce de sabor a menta
Era o último dos velhos zéfiros
Que deixavam os lábios salivar

O dia deitava a noite nas mãos
Que morriam à sede no jardim
Coberto com mulheres em flor
Dos gritos sussurrados irmãos
Saíram longas sílabas sem fim
Escritas de um branco sem cor

Teus pés nus calçados de terra
Dançavam soltos tanta loucura
Sedenta dos vícios de nós dois
Tem-me no sentir qu'me aferra
Nesta fome de que te faço jura
Em eterno adeus de até depois


A Poesia é o Bálsamo Harmonioso da Alma

 
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Alemtagus
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