Poemas : 

Escreve Escravo (168ª Poesia de um Canalha)

 

Há que dizê-lo com coragem e veemência
Esses qu'aqui governam são mau exemplo
Penduram o povo por soltura das palavras
Não por medo torturante elevado a ciência
Ou liberdade d'edificar aqui o vilão templo
Ou pelas rugas que dão à terra mil lavras

Uns mudos deambulam-lh'a trémula lauda
Esguichavam algumas frases feitas roucas
Rimavam sem rima os seus escritos d'alma
A mudez doente feriu mortes que defrauda
Lá definhava ela sem poesia e vidas poucas
Loucas tais poucas que no depois s'acalma

Quero-te o reino no fio d'espada traiçoeira
O desejo e essa tanta fome de ser grande
E depois nascer nada mais que ser imortal
Despido de gente que t'seja justa e inteira
Voz capaz d'ecoar mais alto e te comande
Esse nu chão de pedras que me fora fatal

Levo agora uma maldição de trinta moedas
No teu corpo desalmado tão amargo troféu
No meu caminho olhos vazios com pobreza
Que tomam do purgatório velhas labaredas
No negro abraço da sombra qu'foi meu céu
Doeste-me por saber que me eras incerteza


A Poesia é o Bálsamo Harmonioso da Alma

 
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Alemtagus
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