Não quero ser-te saudades
Ou tampouco viver-t'assim
Sem dar música ao poema
E dessas doutas divindades
Ser só esta miragem no fim
D'um velho sol de Ipanema
Lá tão longe voo eu contigo
Nas asas de tantos mundos
Nos braços vazios de gente
Que choram de cada amigo
Alguns abraços vagabundos
A fazer um amor diferente
Não quero ser-te mais nada
Que não fosse pedaço de ti
Ou pequeno verso cantado
Na minha vida amarrotada
Sonho do último dia que vi
Brilho de teus olhos chorado