Poemas : 

Poema para Suicidas (176ª Poesia de um Canalha)

 
Não morri ainda de ti veneno
Ou d'vento que me trespasse
Assim leve como pensamento
De um tal sentimento ameno
A deslizar doce pela tua face
Qual louco um amor sedento

A corda contorcida pela dor
Acaricia ao tempo pura tez
E a ti num beijo tom de sal
A alma já nua abre em flor
A mais bela qu'amor se fez
O sonho de morrer imortal

Jurav'a lua ser fiel só a ela
Que m'cega por improviso
Quase poeta cá m'escrevo
Em silêncio junto à janela
Onde via passar o sorriso
Deste beijo que lhe devo


A Poesia é o Bálsamo Harmonioso da Alma

 
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Alemtagus
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