Poemas : 

Poema para Suicidas (176ª Poesia de um Canalha)

 
Não morri ainda de ti veneno
Ou d'vento que me trespasse
Assim leve como pensamento
De um tal sentimento ameno
A deslizar doce pela tua face
Qual louco um amor sedento

A corda contorcida pela dor
Acaricia ao tempo pura tez
E a ti num beijo tom de sal
A alma já nua abre em flor
A mais bela qu'amor se fez
O sonho de morrer imortal

Jurav'a lua ser fiel só a ela
Que m'cega por improviso
Quase poeta cá m'escrevo
Em silêncio junto à janela
Onde via passar o sorriso
Deste beijo que lhe devo


A Poesia é o Bálsamo Harmonioso da Alma

 
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Alemtagus
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Enviado por Tópico
klopes
Publicado: 24/06/2026 10:10  Atualizado: 24/06/2026 10:10
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 Re: Poema para Suicidas (176ª Poesia de um Canalha)
Caro poeta,

Há poemas que se esquecem. E depois há estes — os que ficam.

Ler este poema é como encontrar alguém a falar baixinho no escuro: não se vê tudo, mas sente-se tudo. O veneno que não mata, o beijo com sabor a sal, o "sonho de morrer imortal"... são imagens que não saem da cabeça assim facilmente…

Parabéns — por ter a coragem de abrir a alma numa janela e deixar quem lê espreitar lá para dentro. Obrigado.

Carlos


Enviado por Tópico
Semente
Publicado: 28/06/2026 18:47  Atualizado: 28/06/2026 18:47
Membro de honra
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Localidade: Ribeirão Preto SP Brasil
Mensagens: 8630
 Re: Poema para Suicidas (176ª Poesia de um Canalha)
Olá poeta Alemtagus!!

Que poema fantástico, que fui lendo num só fôlego, pela ausência de pontuação, creio proposital para mais ênfase aos versos, como uma brisa contínua entrando pela janela... Assim como, o amor feito bálsamo que há de suavizar a dor do "EU" lírico , que fala da morte e da vida, muito profundamente, do início ao fim, de tão belo poema.
Gostei muito, poeta !

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