Amor Proibido
Sofremos ambos de carência afectiva,
O cerco opressor da solidão famélica
De sentimentos de dádiva e partilha, Corroídos de paixões de contradição
Na tempestade dos ódios vivazes.
Assim, vivemos um amor proibido!
Este amor que nos exalta o espírito
No momento de serena intimidade,
A intensidade do nosso enlace cresce
Na dádiva total dos corpos e almas.
São-nos revelados paraísos secretos,
Tão em segredo como mais proibidos
Que exalamos em ondas de carinho.
Mas muitos perigos advêm ferozes, devorando-nos no turbilhão do medo.
Nosso amor consente a proibição,
Reveste-se de ternura extravasada,
licor agridoce irrompendo fecundo
no furor do eterno enamoramento,
libertando-nos do naufrágio de nós.
Poeta sem Alma
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