Poemas : 

Espessura

 
Nunca somos livres,

apenas mais
ou menos
presos.

Nunca estamos presos,

talvez mais
ou menos
livres.

Até onde será essa prisão
onde não há prisioneiro,

no fim da pena?

Onde outra cela começa?

Nas grades, que separam o dentro e fora,
à pele que me guarda do inverno, ou do verão?

Por onde eu deixar e até quando for.


Sou fiel ao ardor,
amo esta espécie de verão
que de longe me vem morrer às mãos
e juro que ao fazer da palavra
morada do silêncio
não há outra razão.

Eugénio de Andrade

Saibam que agradeço todos os comentários.
Por regra, não respondo.

 
Autor
Rogério Beça
 
Texto
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Enviado por Tópico
fracafigura007
Publicado: 08/08/2026 19:26  Atualizado: 08/08/2026 19:26
Da casa!
Usuário desde: 01/03/2026
Localidade:
Mensagens: 203
 Re: Espessura
Por falar em discussão filosófica, uma que abrange as várias vertentes necessárias
🙂
Gostei

Enviado por Tópico
Alemtagus
Publicado: 11/08/2026 09:12  Atualizado: 11/08/2026 09:12
Moderador
Usuário desde: 24/12/2006
Localidade: Montemor-o-Novo
Mensagens: 4619
 Re: Espessura p/ Rogério Beça
Uma reflexão actual e necessária a quem vive a escrita e a quem, sem a viver, escreve. E para outros contextos também se torna necessária. Deixas-me a pensar no eu prisioneiro.

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