Poemas : 

Espessura

 
Nunca somos livres,

apenas mais
ou menos
presos.

Nunca estamos presos,

talvez mais
ou menos
livres.

Até onde será essa prisão
onde não há prisioneiro,

no fim da pena?

Onde outra cela começa?

Nas grades, que separam o dentro e fora,
à pele que me guarda do inverno, ou do verão?

Por onde eu deixar e até quando for.


Sou fiel ao ardor,
amo esta espécie de verão
que de longe me vem morrer às mãos
e juro que ao fazer da palavra
morada do silêncio
não há outra razão.

Eugénio de Andrade

Saibam que agradeço todos os comentários.
Por regra, não respondo.

 
Autor
Rogério Beça
 
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Enviado por Tópico
fracafigura007
Publicado: 08/08/2026 19:26  Atualizado: 08/08/2026 19:26
Super Participativo
Usuário desde: 01/03/2026
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Mensagens: 174
 Re: Espessura
Por falar em discussão filosófica, uma que abrange as várias vertentes necessárias
🙂
Gostei

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