Já cheguei a um ponto onde nada mais é inédito, nenhum decreto, lei ou édito mudam o que há de cético em mim, não discuto, (também não mais escuto) Não choro mais o luto. Não me toca mais o bruto. Não me enfeitiça mais o culto. O canto de sereia da academia Não me faz mais de iguaria na sua fome voraz por alguma mente sagaz.
Apenas me posiciono, Se não funciono? Apenas sorrio, parto e ponto! Sem mais costura, remendo ou pesponto.
Vivo um novo renascimento é como um consolo, Um sagrado lenimento que gera arrefecimento dessa sensação de que não faz sentido tomar mais um comprimido para estar feliz sendo oprimido.
Não passo mais pano para o ser humano, A verdade é que somos Seres capazes de causar muito dano!
Aceito, mas não me deleito como este mundo em convulsão. Aprendi a dizer não e está tudo certo. (basta não olhar de muito perto).
Hoje não mais me arrebento, nem passo mais sofrimento. Reconheço a minha humanidade “Integrei a minha sombra gratiluz” já drenei todo este pus purpurina com cheiro de urina choca. Já cansei de rave em oca…
Evoluí! Me iluminei. “Só sei que nada sei”
Já é o bastante!
Já posso ser um livro em alguma estante. (restante)
Hoje?
Não mais me estilhaço. Não me perco do meu próprio passo. (minha alma é de aço!).
Se não morri de bala de ideologia facada de religião, Não vai ser tecnologia a minha perdição. Se não sucumbi à febre da corrupção, o capitalismo não me traz satisfação, não me diluí na tortura da educação, nenhum homem me governa pelo coração, nada me derruba nem mesmo a turba da humanidade em evolução.
Apenas me concentro no pulso do coração.
E assim me perco nos meus pensamentos em círculo grácil percebo que viver é fácil, embora o mundo perverso.
E reinvento o universo (no meu quarto) e isto é um grande fato “A revolução da dissolução” onde me dissocio com um sorriso pacato me parto em pedaços de arte assim tenho a ilusão de fazer a minha parte.
E “bora” fechar a cortina a vida nunca termina neste teatro. É só mais um intervalo, entre um e outro ato. Enquanto o ser humano se extermina E vejo o mundo pela janela.