A luz não era a minha salvação, mas sim um espelho de mim mesmo.
O sussurro ficou a ecoar na minha cabeça. Tentei fechar os olhos, mas a luz trespassava o meu corpo desumano, mostrando-me o que eu tanto quero esconder. Mascarar os meus pecados, ocultar os caminhos deixados para trás, tal como camuflar o que nunca me permiti viver.
Compreendi, naquele momento, que o pior da morte não é o instante em que o corpo cede, mas a lentidão com que a mente assiste ao seu próprio fim.