Poemas : 

Infernos (172ª Poesia de um Canalha)

 
Inda longe vinha famigerado princípio
Tido na voz poeta d'eloquente homem
Verbo qu'esdrúxulo se dizia e fazia ser
Tal inquieta salvação d'um povo ímpio
Por outro desigual querer que o amem
Pobre e desnudo sem a sorte de viver

Da carne já velha curava el'o sacrifício
Tatuado num esquálido pensar eunuco
E exótica devoção de alva mesquinhez
Devorando almas num dantesco ofício
Na ímproba essência do corpo caduco
Que d'longos dias e frias noites se fez

Súbita a vontade por acolá se duplicou
Num exagero próprio o maldito animal
Que galgava essas vidas outrora vivas
O gélido sentimento que já nos tomou
De chagas coberto e angélico ar trivial
Deu-te à morte duas escolhas lascivas

Um novo sedoso caminhar pelo infinito
Liberto da vil fronteira da ígnea dúvida
Desfolhada pela dor mortal de alguém
Ou espinhoso tormento d'deus erudito
Cativo em purgatória entranha lá tida
Que de tão acre não a queria ninguém


A Poesia é o Bálsamo Harmonioso da Alma

 
Autor
Alemtagus
Autor
 
Texto
Data
Leituras
16
Favoritos
0
Licença
Esta obra está protegida pela licença Creative Commons
0 pontos
0
0
0
Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.

Links patrocinados