(uma vez poeta… sempre poeta!)
Ao fundo sempre a mesma luz,
De coisa aprazível a conquistar.
São cores e canto o que me seduz,
Às novidades que tento guardar.
Mas é um caminho, só de luz,
Se houver nele quem for caminhar:
O mesmo vento com que se deduz
Quando ele é vento a se voltear.
Primário no aspecto e na acção,
Dou por mim sempre em contradição.
E severo narro ou esqueço,
Confundindo o que não mereço,
Quanto de mim é só beleza
E digo-o às gentes, com toda a franqueza.
Jorge Humberto
(21:38/Março/26/2003)