Juntos, olhos nos olhos,
mostramos nossa candura,
com capricho, frescura,
que guardamos aos molhos.
Caíram geadas e orvalho,
dos nossos avós, as histórias,
e ainda nos restam memórias,
preservadas com trabalho.
Na pintura ou no recorte,
(«o hábito que faz o monge»),
fomos ontem e somos o hoje,
e é esse o nosso porte.
Vamos de viagem, excursões,
correr Portugal, lés a lés…
podem arrefecer-nos os pés,
mas nunca nossos corações.
Ser idoso e vivermos sozinhos
não é de todo o nosso lema,
temos de entrar no esquema,
nós não somos coitadinhos.
Eis os anciães da minha Terra,
onde o céu é azul e predomina,
basta termos autoestima,
respeitarmo-nos… e encerra!
Jorge Humberto
09/08/2026