Poemas -> Introspecção : 

Farrapos do Nada

 
Farrapos do Nada

Farrapos duma vida,
O renascer da dor,
Raiada de sangue,
De mulher vivida,
Coberta de suor,
Pálida por exangue…

Farrapos duma morte
Um Grito de esposa,
Prenha de lamentos…
Viver é ter sorte,
Voo de mariposa,
Lutando com ventos.

Farrapos duma alma
Entregues a Deus,
Senhor deste mundo,
Que não se acalma,
De crentes-ateus,
Num pecar imundo!

Farrapos duma paixão
Corpos sãos, desnudos,
Doados a luxúrias,
D’ amores, penúrias,
Gemidos, que mudos,
Desdizem sim ou não…

Farrapos dum amor
Para uns fraterno,
Para outros carnal.
Num belo Carnaval,
Poemas d’ inferno,
Telas em dessvalor!

Farrapos dum nada,
Um nada em farrapos....
Mil véus em fragmentos
De virgem tomada!
Os corpos em trapos,
Fúrias e tormentos.


Farrapos, farrapos…
Os trapos… são os trapos!
Vida ou a morte, fim,
Alma, coração, enfim…
Paixão? Não? Nenhuma! Nada…
À forca... Cai a escada!!!



Poeta sem Alma


Hexassilábicos.
 
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Poeta.sem.Alma
 
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