Poemas : 

Evangelho Segundo a Vida [6] (191ª Poesia de um Canalha)

 
Sinto-me quase nulo
Só por mim a dentro
Qual um diabo santo
Ambíguo e esdrúxulo
Que insano esventro
Mundos que encanto

Perco-me no deserto
Sei-me tua miragem
Ao longe fosca figura
Um silêncio ao perto
Lhano da tua viagem
Ou passado d'agrura

Despia-te a preceito
Qual sonho qu'amou
Fui à vida sem voltar
E sem gozar proveito
Fui o vento que voou
E alá se deixou estar


A Poesia é o Bálsamo Harmonioso da Alma

 
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Alemtagus
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