para que foi
que fui
mexer no fogo
ele estava tão quieto
mas as minhas mãos de amianto
sofreram um encanto
não sei se dou
não sei se ensino,
há quem o cante
de magia
o meu amigo fogo
chama-o de poesia
[ainda assim
ainda há quem se queime]
Sou fiel ao ardor,
amo esta espécie de verão
que de longe me vem morrer às mãos
e juro que ao fazer da palavra
morada do silêncio
não há outra razão.
Eugénio de Andrade
Saibam que agradeço todos os comentários.
Por regra, não respondo.