Poemas : 

nova alegoria do pescador

 
para que foi
que fui
mexer no fogo

ele estava tão quieto

mas as minhas mãos de amianto
sofreram um encanto

não sei se dou
não sei se ensino,
há quem o cante
de magia

o meu amigo fogo
chama-o de poesia

[ainda assim
ainda há quem se queime]


Sou fiel ao ardor,
amo esta espécie de verão
que de longe me vem morrer às mãos
e juro que ao fazer da palavra
morada do silêncio
não há outra razão.

Eugénio de Andrade

Saibam que agradeço todos os comentários.
Por regra, não respondo.

 
Autor
Rogério Beça
 
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