Poemas : 

Hipopotomonstrosesquipedaliofobia (194ª Poesia de um Canalha)

 
Estranho animal o que se sente e não ressente
O homem que sem medo receia o tempo longo
E corta nas palavras para falar mais ou menos
Esse que na sua estupidez se encara de frente
Se verga à força incomensurável d'um ditongo
Como se tomasse um fatal conluio de venenos

Raro o passado que nascido do chão não morre
E esparralhado por gleba repisada de tais vícios
É epitáfio da pele gasta dessas mãos homicidas
O corpo treme e remoinha na vida que percorre
Olvida toques enferrujados de velhos sacrifícios
Que o sangram qual purga de pleitos parricidas

A mente cinzenta pinta-se negra num alvo luto
Onde os seus sentidos deixam de fazer sentido
E afaimada língua prenha de verbos se silencia
Preso ao nó górdio da corda vai um olhar bruto
Lavado p'las lágrimas do desesperado possuído
Que se escreve e descreve na sua breve poesia


A Poesia é o Bálsamo Harmonioso da Alma

 
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Alemtagus
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Enviado por Tópico
lsterreza
Publicado: 03/10/2026 18:02  Atualizado: 03/10/2026 18:02
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 Re: Hipopotomonstrosesquipedaliofobia (194ª Poesia de um ...
Li seu poema com muita atenção. Que versos profundos, carregados de sentimento. Sente-se que vem do fundo da alma, de um coração que carrega muito. Obrigada por compartilhar tanta verdade. Que a poesia continue sendo seu refúgio, seu bálsamo, como diz no final. Com carinho. 🤼

 

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