Eu queria-te,
E andava à tua volta,
Como se a poesia fosse uma fogueira de final de Verão,
Que vai morrendo enfeitiçada pela brisa de feitiços do inverno a chegar,...
E seguia te,
Como um primitivo seguia a fala,
E de uma caixa escorre o sangue de um eventual crime,
Que sabemos nunca será descoberto,....
Mas nunca te alcancei,
Passos,
Suspiros,
Verbos,
Um corpo deixado a dormir ao anoitecer do inverno que já chegou,
Por nada,
Nem sublinhando os olhos de ninguém,
Te consegui alcançar
Nothing happens,
And it keeps on not happening,
Forever