Na extensão do meu braço
Descansas o teu rosto
Por sobre a concha de minha mão,
Que te serve de encosto
À suavidade terna do teu traço.
Iminente pende o teu cabelo,
Da minha mão, até ao chão,
No desejado encontro com o mar,
Que, numa súbita atracção,
O enrola, como a um novelo.
E abrem-se os teus olhos, nos meus,
E há um prolongamento de nós,
Que vai desaguar, em exaltação,
Num mar profundo, a uma só voz,
Quando tivermos de dizer… adeus.
Jorge Humberto
13/09/2026