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Poemas, frases e mensagens de CLEIDEYAMAMOTO

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de CLEIDEYAMAMOTO

POEMA MÓRBIDO

 
POEMA MÓRBIDO

Em noite de céu negro
Eu vejo o vulto da fria morte
Por labirintos de medos
Rondando os caminhos à sorte.

A solidão vive seus limites
A alma se encontra sem norte
E o verso que nasce – morre!
Num corpo sem poema e porte.

Esse silêncio tão profundo
Desmancha-se numa luz forte.
O som da vida retoma o lúdico
E a alvorada leva a noite morte.

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POEMA MÓRBIDO

CINZAS DE MIM

 
Deixei escrito
Na cabeceira da vida
Pedaços de mim
Chamei de poesia
As linhas desalinhadas
Que me fez assim.

Quebrei do tempo
O silêncio de tempos
Felizes e inocentes
Para tão assim
Deixar meu espírito
Conhecer o não e sim.

Fugi do mundo
Viajei sem bagagem
A alma sem disfarces
O corpo sem roupagem
No coração - a imagem
Do amor e suas fases.

Peregrinei só
Mas sem nenhuma dor
Como verso sozinho
A caminho da lua e do Sol.
E no vento a favor...
Soprei as cinzas de mim.

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CINZAS DE MIM

APRENDI COM A VIDA

 
APRENDI COM A VIDA

Que preciso me dar valor
Para que outros me valorizem
Que preciso ser humilde
Mas não permitir que me humilhem.

Que posso me sentir fraca
Mas nunca me sentir derrotada
Que devo ter muita bondade
Mas não me permitir ser explorada.

Que posso ser independente
Mas também abominar o feminismo
Que devo ser uma sonhadora
Mas com os pés no chão com realismo.

Que devo a todos respeitar
Mas em primeiro lugar me dar ao respeito
Que devo sempre perdoar
Pra meu pedido de perdão por Deus ser aceito.

Que posso ser doce mulher
Mas ter grande força pra me defender
Que devo muito amar
Mas devo dar o meu amor a quem merecer.

A vida muito já me ensinou
E muito ela haverá de me ensinar.
Aprendi com ela o valor do amor
E o quanto é importante amor doar.

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APRENDI COM A VIDA

FRIA SOLIDÃO

 
FRIA SOLIDÃO

A noite é tão fria
Numa cama vazia
Um corpo gelado
Ninguém ao lado
Sombrio é seu cio
Seu gozo tão frio.

O gemido baixinho
Dum só no ninho
Sem nada a dizer
Fica só o querer
Do verso desdito
Em sonho bendito.

E o olhar perplexo
Dum só sem nexo
O escuro permeia...
A poesia como teia
Sua solidão aquece
E tão só adormece.

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FRIA SOLIDÃO

UMA LÁGRIMA

 
Se uma lágrima

Quiser rolar

Deixe que ela se vá

Da dor ela é a cura

Da saudade é o tempo

Da emoção o coração

Do amor ela é a jura.

Se uma lágrima

Insistir em voltar

Lembrando solidão

Descanse ela

Em linho branco

E a Deus entregue

Em oração.

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UMA LÁGRIMA

AMOR EM AUTO-RETRATO

 
Ah! Se tu, ao menos uma só vez
Todo silêncio destas minhas mãos
Viesses permitir que nessa tua tez
Falassem dessa paixão sem restrição.

Se tu, no contorno dos meus seios
Viesses neles descobrir suas vertentes
E desta grã chama, sem culpa e receios
Tu fosses deste meu prazer o consulente.

Ah! Se tu, te soltasses como o vento
Nas curvas deste meu querer contundente
E desta pele, fosses o gozo de um momento
Os minutos fugazes, destes gritos dementes.

Se tu negasses, todo esse tempo endurecido
E ora no meu corpo, tu fosses apenas menino
Provarias do meu vinho de êxtase adormecido
Que guardo na alma d’um breve tempo uterino.

Ah! Se tu, tão somente por uma vez...
Viajasse junto a este corpo, ao infinito
E em meus sonhos-segredos de insensatez...
Descobririas sim, o verso mais puro e bendito.

Se tu, te deixasses ser acorrentado
Pelo sentimento que no espaço abstrato
Uni nossos corações sem sombras e pecados
Verias luz neste fado e o amor em auto-retrato.

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AMOR EM AUTO-RETRATO

MULHER SÓ

 
A dor refletida no espelho
Era da face que lágrimas rolavam
D’uma alma quebrantada e silenciada
Pelo tempo, que as palavras levavam.

Era o avesso do seu próprio eu
Sem nenhuma moldura, sem roupagem
Queixumes surdos, olhar sem sentido
Refletindo a perda da outra imagem.

Um corpo em toda a sua fragilidade
Sem de o outro corpo receber o calor
Fazendo fria e tão dorida sua alma
Apagando a chama da poesia de amor.

Por trás da mulher, um vaso sem flores
Um leito arrumado, sem corpo deitado
Sem versos feitos, sem êxtase refeito
O reflexo do seu amado, em si turvado.

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MULHER SÓ

EXISTENCIAL

 
EXISTENCIAL

Essa minha vida
Sopra ventos de adornos
Contorna ondas de mares
Em poesia concebida.

Deita em prosa estendida
Impõe-se nos descaminhos
Desdém o fio da navalha
Corta os nós da desdita.

Dormita em lua vívida
Sonha invertidos versos
Crepita no fogo do amor
Desperta sempre atrevida.

Essa minha vida
Abre espaços com as mãos
Planta arco-íris nos olhos
Forjando o duro aço da vida.

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EXISTENCIAL

ESSA SAUDADE...

 
Molhou o travesseiro, uma lágrima
Nas rugas dos lençóis as vontades
Passaste por minha noite tão veloz
Que deixou de levar, essa saudade.

Mas a guardarei, quietinha no peito
Pra que, o sonho tome o seu lugar
Não há tempo - nesse nosso tempo
No sonho sei que vou te encontrar.

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ESSA SAUDADE...

RENOVANDO O PASSADO...

 
RENOVANDO O PASSADO...

E assim o tempo passado retorna
Quando menos se espera, entorna
Lágrimas que estavam estancadas
Dores amanhecidas e envelhecidas.

Como se um vento batesse de frente
Mostrando frágil o escudo aparente
Derrubando, deixando desprotegido
O que se pensava estar já esquecido.

Esse arquivo morto então é remexido
Sem que se queira, ele volta dolorido
Entristece a alma por um tempo breve
Gela o coração recoberto de sua neve.

Mas tudo passa – tudo logo se renova
Voltam todas as cenas de belas trovas
Dum tempo inocente e tão apaixonado
Em que ferviam os versos ao amado...

Junto às tristezas vêem tantas alegrias
De momentos eternizados nas poesias
De sorrisos sinceros - de alma elevada
De corpo arrepiado em paixão cravada.

Nada é por acaso - nada é sem razão
E a alma e o coração vivem a emoção
De alternando o presente e o passado
Viver cada dia, num ir e vir, renovado.

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RENOVANDO O PASSADO...

INQUIETUDE

 
A inquietude

Que esta noite me toma

Arranha o meu corpo

Recolhe da paixão sobras

Dá-se em amor não pouco.

E o desejo de alma

Inflama-se em vontades

Aspirando da noite prazeres

Retalhando os versos solitários

Que se vestem de vãs pudores...

Rendem-se a nudez que espia

Despem-se de falsos valores

Entregando o seu negado gozo

À maciez dos lençóis

De uma poesia...

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INQUIETUDE

EMBAÇADA VIDRAÇA

 
EMBAÇADA VIDRAÇA

Cansei de olhar essa vidraça
Embaçada por coisas passadas
Vendo as gotas, que escorrem
Avivar lágrimas duma saudade.

Eu cansei de vê-la tão suja
De sombras ruins impregnada
Ofuscando toda a visão bela
De sol abrindo as alvoradas.

Cansei de fechar as cortinas
Para não chorar ao ver a lua
Mas não vendo sorrisos na rua
Perco os risos da minha poesia.

Vou arquivar no porão da alma
Toda página, que me lembre dor
Sem vendas encontrarei um veio
De verdadeiras rimas para amor.

Destrancarei a vidraça esquecida
Pra que entre boas novas de vida
E refletindo luz - o meu Espírito
Abrir-se-á uma janela ao infinito.

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EMBAÇADA VIDRAÇA

MENINO POETA! POETA MENINO!

 
Menino poeta! Poeta menino!

Viajante de infinitos sonhos
Que traz da lua o que canta
Que o mar amansa e encanta
Que na terra se deita em sono.

Menino poeta! Poeta menino!

Que de suntuosos castelos
Com castiçais e velas acesas
Imagina príncipes e princesas
Em estórias de romance belo.

Menino poeta! Poeta menino!

Que de uma só flor faz jardim
Que da lágrima faz tempestade
Quando chora a sua saudade
Ou o amor lhe dá sinais de fim.

Menino poeta! Poeta menino!

Do ontem tinteiro - do hoje teclado!
Dos mil e-mails ao invés de cartas
Que com um delete tudo descarta
Refazendo o outrora inspirado.

Menino poeta! Poeta menino!

A sua paixão faísca diamante
O seu amor atravessa Universo
A sua solidão geme em reverso
E o seu prazer é êxtase à amante.

Menino poeta! Poeta menino!

Seus versos viajam a sua vontade
Sua poesia os guarda em relicário
A sua poética constrói um santuário
Em templo sem tempo na eternidade.

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MENINO POETA! POETA MENINO!

POÉTICA SEDUÇÃO

 
POÉTICA SEDUÇÃO

As mãos nos sutis toques
Sentem a seda na textura
Desenham as linhas certas
Nos corpos em curvatura.

Peles arrepiadas ao tato
Em um prelúdio de prazeres
Expelem nos mágicos odores
Poéticos gozos d`instantes.

Os lábios desejosos provam...
Da rara iguaria - o mel sabor
Vagarosos... Colhem a essência
Da poesia - em beijos de amor.

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POÉTICA SEDUÇÃO

MEMÓRIAS DE SONHOS

 
MEMÓRIAS DE SONHOS

Quando por aqui passar

Se algo bom te tocar

Podes contigo levar.

Mas ao sair

Apague a luz

E feche a porta.

Pra que no silêncio

E na penumbra

Meus sentimentos

E sentidos repousem

Até que – despertem

Num momento luz

E sigam em longa viagem

Retornando mal ou bem

Com um poema leito

Onde se deitarão

Os versos em réquiem

Memórias de sonhos meus

Aquém e além...

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MEMÓRIAS DE SONHOS

QUISERA... EM OUTRO TEMPO

 
Quisera...
Eu ter-te encontrado, em um passado distante
Quando nossas páginas, ainda eram em branco
E aguardavam palavras - serenas e sem pranto
E sonhos corriam soltos, por prados e campos.

Quisera...
Eu ter-te tido, nos verões do meu corpo em flor
Na adolescência inocente, nos meus sorrisos sóis
Nas águas quentes e nas ondas brandas do amor
No castelo de areia, feito de sonhos e não de dor.

Quisera...
Eu ter-te conhecido bem antes desses outonos
Que sopram feridas pra curar meus dissabores
E nas folhas ao vento, me fosses a suave brisa
Perfumando recantos e ares da minha poesia.

Quisera...
Eu ter-te nos invernos, agasalhando minh'alma
Ter no aconchego dos teus braços, o meu ninho
Não seriam meus arrepios, de medos e de frio...
Seria a paixão, pavio aceso na lareira de corpos.

Quisera...
Eu ter-te semente, florescendo no todo de mim
Em primaveras em um paraíso, seres meu jardim
Eu não teria presenciado o fenecer de mil flores
Eu não teria visto com tristeza, estações em fim.

Quisera...
Em outro tempo, ter tido esse teu amor...
Não teria existido um tempo de lamento e dor.

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QUISERA... EM OUTRO TEMPO

INCÓLUMES SONHOS...

 
INCÓLUMES SONHOS...

Desfiei todas as palavras

Sobre os meus versos

Banhei-as e alinhavei-as

Com um amor confesso.

Em paralelo e transverso

Tão frágeis e tão sós

Meus incólumes sonhos

Seguem pelas noites

Viajantes insones...

Invasores do teu universo

No mais profundo do teu sono.

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INCÓLUMES SONHOS...

EM LENCÓIS DE SAUDADE

 
EM LENCÓIS DE SAUDADE

Deitei o corpo em lençóis-saudade
Em fronhas riscadas pelas vontades
A face triste umedecida de lágrimas.
Esquartejei minhas noites sem rimas
Retalhei todo sentir em ambigüidade
Poética - sem uma nítida identidade.

Longínquos iam meus pensamentos
Ansiando ver meu verso em advento
Orvalhar com sorrisos o meu pranto
Dando as rugas do tempo o espanto
Dum amor em total desprendimento
Nos braços de terno contentamento.

Em noites que do amor me senti senhora
Eu deitei esse meu sonho em voz canora
Debruçando os meus silêncios na sacada
D’alma, cerzi aquelas fronhas inspiradas
Em lençóis-saudade dei-te minhas horas
Esperando nossas belas noites doutrora.

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EM LENCÓIS DE SAUDADE

SER MULHER

 
SER MULHER

É ser cor e sabor
Ser o perfume denso
Na fusão do amor.

É ser a voz da paz
Nos jogos da guerra
O coringa que apraz.

É ser o ponto de luz
No ventre gerador
Nas dores de sua cruz.

É ser livre e humana
Doando corpo e alma
Com a pureza profana.

É ser verbo sem tê-lo
Ser dele, sua semente
Em fertilidade mantê-lo.

É ser atalho à paixão
Ser a poesia que liberta
Aprisionando o coração.

É ser a dor e o prazer
Amar na incógnita nudez
De mulher - apenas o ser!

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SER MULHER

DESÍGNIOS

 
DESÍGNIOS

Foram tantos os desvios
Encontros e desencontros
Em deslizes e insensatez
O destino apontando
E me aprontando
Outra vez.

Frasco aparente diferente
Produto interno tão igual
Odorífera bem marcante
Duma fugaz duração
Ilusão demarcada
Frágil fusão.

De tudo minha essência
Desmedida e incoerente
Querer ver sem descrer
De algo ainda mudar
E abortando os dias
Sentir – viver!

Existem portas de saídas
Janelas com belas vistas
Levantar cortinas ou não
Sentir-se a cada senão
Chegar ter que partir
Haja coração!

Perpendicular ou enviesado
Destoado, junto, separado
Sinais não compreendidos
Ser ou não ser é razão?
Escolha bem definida
Malas prontas vão.

Nas mãos essa bagagem
E num alto e grande vôo
O olhar numa só direção
Retorno? Em hesitação
Como certa a certeza
De nova missão.

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DESÍGNIOS