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Prosas poéticas

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares da categoria prosas poéticas

Quem é Eureka?

 
Quem é Eureka

Tem vezes que Eureka
não tem coragem para escrever,
não tem coragem para comentar,
não tem ânimo para ler os amigos.

E, tem vezes que Eureka
envia tudo para o alto e manda brasa,
num falatório, por vezes demasiado longo,
que vos torra a paciência e a sua boa sorte.

Que fazer com Eureka?
Ser-se seu amigo? Talvez
Fingir não se ter aborrecido? Decerto
Relevar sua insistência? Muitas vezes

Mas Eureka ama intensamente
Seu eterno namorado, ai pois que sim
Fazer leituras de vossas poesias, claro.
Imaginar-vos como serão, evidentemente.

Eureka vive sempre intensamente e no limite,
Não tem meio termo, por mais que tente
Não quer ser vulgar, nem se propõe a artista
Não é poeta, não é escritora, apenas partilha

E, se vocês a pudessem ver no seu recanto
Como tão diferente seria do que a imaginam
Pois Eureka é mulher/adolescente ainda
Se nega a crescer e a se tornar adulta para a vida
Pois foi na infãncia que descobriu toda a sua alegria.

Ai, ai... tem vezes que Eureka se mostra nuínha
E vocês nem se dão conta da sua transparência
E, envergonhada, tem vezes em que Eureka
Se mostra retemperada como uma senhora deve

Mas, tem vezes que vocês nunca poderiam imaginar
Até onde vai a dualidade brava desta Eureka/pessoa
Ora sanguinária e feroz, ora doce e enamorada
Eureka pode ser uma boa amiga para qualquer um
Ou
Eureka se torna inflexível, austera e implacável
Tudo isso faz de Eureka a Maria dos Reis Rodrigues
Esta aqui, que não tem pejo em vos dizer tudo o que for preciso
A bem ou a mal da verdade, pois é essa a sua perseguição.
A verdade, a beleza de tudo o que vive nas palavras e no Mundo

Eureka/Maria
 
Quem é Eureka?

COPA DO MUNDO SHOW DE EMOÇÕES! [2]

 
COPA DO MUNDO SHOW DE EMOÇÕES! [2]
 
A Copa do Mundo
É um universo de emoções...
É a junção de um sonho,
Paixão e amor pela pátria amada;
Que é enaltecida através do futebol.
Esse conjunto que reúne nações...
Faz-se diferenciado de todas as modalidades
Esportivas dentre outros mundiais...
A nacionalidade, o amor de um povo por sua pátria é imensurável.
Aonde o sangue corre em suas veias.
Essa corrente de força unida fala alto aos corações,
Pois existe o amor de almas, mesmo que sejamos
Contra os desatinos de seus governantes...
Pausamos para então:apreciarmos um grande espetáculo
De raça, garra, luta e determinação.
Até mesmo de cenas que nos parecem
Quase impossíveis quase milagres...
Num arranque de força e limitação humana acontece o gol
Tão esperado para se fazer ecoar o grito preso na garganta.
Dessa forma a Copa torna-se o maior espetáculo do mundo;
Aonde os jogadores reinam como gladiadores diante de uma arena eufórica.
São craques numa harmonia tal qual uma orquestra cheios de maestria...
Pés dourados valsam: através de toques sutis dribles perfeitos...
Acompanhados de um coral em seu esplendor... (Sua torcida)!
Aos nossos olhos algo bonito de se ver, tão fantástico que ficamos estáticos
Boquiabertos, olhos arregalados, o coração... Tum,tum... Fascinados pelos feitos
Da bravura dos atletas que, nessa hora torna-se ilimitado em suas habilidades...
Entretanto são os mesmo pés que fazem as lágrimas rolarem sejam de alegrias e /ou
tristezas entre perdedores e vencedores!
COPA DO MUNDO SHOW DE EMOÇÕES!

Texto escrito para o concurso!
 
COPA DO MUNDO SHOW DE EMOÇÕES! [2]

O meu caderno quadrículado

 
O meu caderno quadrículado

havia um mistério na escrita feita
sobre uma folha quadriculada
as letras contorciam-se para nele
harmoniosamente se desenharem

simbolicamente ou não comecei a perceber
que bloqueava as minhas palavras nas quadrículas
numa razão agora mais fácil de compreender,
havia de aprisionar todas as emoções nessas folhas
e dessa forma eu conseguia escrever.

e nessas quadriculas eu consigo viver intensamente.

Eureka
 
O meu caderno quadrículado

O que é um estupor?

 
O que é um estupor?

Um estupor é uma coisa ...
que não chega a ser pessoa
que não sabe respeitar o outro
que nada do que faz tem valor

que xinga e ofende porque sim
é sempre infeliz e desprezível
aparece porque lhe apetece
nem sequer espera pelo convite

é completamente ignorante, e
como tal nada tem a partilhar
geralmente é mal amado(a)
o que dá um péssimo resultado

tudo o que diz é destrutivo
nada vale, nada adianta
e coitado(a) apenas inventa
junto de pessoas em um lugar

veio agora um(a) aqui ao site
com nome de coisa estranha
entropeçando no que pertende
sem que uma pessoa se aguente

que vá para o fundo do quintal
cavar sua própria funda sepultura
aqui não terá lugar nem voz alguma
neste site distinto de prosa e poesia

que o diabo o leve e guarde lá longe no inferno
que arda nas labaredas que tão fácil alimenta
e nem tente voltar, qual retalho chamuscado(a)
de um inferno fumegante a cair aos pedaços

aqui estamos num lugar de paz, onde se pretende
partilhar algo que cultive o gosto pela escrita
e pela aprendizagem dia a dia nas leituras
onde todos vivem no respeito a que se dão.

Eureka, 10 de Maio de 2017
 
O que é um estupor?

*Lembranças*

 
*Lembranças*
 
 
Da tua boca, o rompante de uma frase...
Dos teus lábios, a caricatura da minha imagem...
Refletida no espelho em que me observo,
Trajando o sonho...
Nos versos que componho.

Da minha saudade, a tua imagem desenhada...
Do meu querer, a tua presença registrada...
Arvorada em raízes aprofundadas,
Em meu peito,
Semeadas...

Trago no sorriso, doces lembranças,
Pintadas em vermelho, na fogueira santa da tua querência...
Alinhavadas pelo fio que não se parte,
De tal forma que me vicia,
E no meu poema, a alma sacia...

E fica revelado, em tamanha profusão,
A febre ardente que me consome.

Entre as tuas rimas,
A vaga e latente solidão.

Esse legado,
Que me amordaça,
Que me invade a alma.

Gravado no tempo,
Em uníssono,
Pelas nossas vozes,
Num turbilhão de sons...

...Amor concedido....

....Ansiado.....

...Encantado...

...Tão arranhado...

...E docemente, revelado...
 
*Lembranças*

Saudade do Caminho da Roça

 
Saudade do Caminho da Roça
 
Quem nunca teve a oportunidade de

morar em uma cidade pequena deveria

experimentar. Eu saí de minha cidade

(considerada a maior do meu Estado

após a capital) e fui trabalhar na "roça".

No começo me desesperei, chorei que

nem bebê estranhando um colo que

não é o da mãe. Encarei pelo salário

tentador, mas aos poucos fui me

adaptando e confesso que passei

momentos incríveis por lá.

O trabalho era bom, meus pacientes

tornavam-se meus amigos, era uma

grande satisfação. Levavam-me

presentes(galinhas, ovos, aipim,

feijão...) eu sempre aceitava porque

sabia que eram dados de coração.

Não havia festas com bandas

reconhecidas nacionalmente quanto

mais banda internacional, mas não

faltava diversão. Tinha boate domingo

a tarde no melhor bar da cidade e

vários forrós espalhados pela região,

eu dançava com todos sem distinção.

Lá não havia academia, mas havia

muitas chapadas e vales para percorrer

a cavalo ou fazer trilhas(caminhadas,

corridas), as paisagens eram lindas,

um convite ao deleite, bastava

escolher a melhor opção e seguir o

caminho da roça.

Oh saudade! Oh tempo "bão"!

Obs: Não são definições do dicionário, mas servem para facilitar o entendimento.

Roça= como nos referimos às cidades pequenas, com número pequeno de habitantes e distantes da capital ou dos grandes centros urbanos.

Bão= bom
 
Saudade do Caminho da Roça

Diz-me...

 
Diz-me. Em que rua estavas, quando passei, sem que reparasse em ti!
Diz-me. Em segredo, todas as coisas que mutilam o teu desejo e que, assim, encobrem a alegria do teu rosto. Podes contar-me tudo o que quiseres, desde que o teu olhar sorria e a tua boca se encha de palavras quentes, para que as deites cá para fora, onde estarei, pronto, para as receber e partilhar, assim, as minhas emoções para que se unam com as tuas.
Diz-me. Diz-me que deixas o teu coração falar. Diz-me que não impedes o teu sentimento de se mostrar.
Diz-me que procuras a felicidade, e que, quando a encontrares, saberás reconhece-la, agracia-la e guarda-la. Diz-me que não tens medo de ser feliz!
Diz-me que nunca esquecerás as letras que usas para construir o mundo, nem que seja, apenas, o teu mundo…
Diz-me tudo! Diz-me… que eu serei um ouvinte activo, liberto de preconceitos, para que entre as tuas palavras, possa sonhar as minhas e assim, construir o meu mundo também.
Mas, diz-me! E mesmo que queiras o silêncio, diz-me, por gestos, ou por imagens, para que encontre uma ponte neste caminho minado. Será como que um fortalecer, entre murmúrios, que outras almas porfiam em fazer acontecer.
Diz-me.
Diz-me que deixas o teu sorriso fluir.
Diz-me que te libertas de mim, de ti, e que, assim, consegues ser a essência.
Não tenhas medo de nada. Diz-me…
 
Diz-me...

Reset

 
Reset

Há algum tempo atrás
fechei as persianas da minha vida
e passei a escolher a quem as
abriria em minha nova vida

Dei-me ao direito de escolher
amigos, companheiros, parceiros
e fiz as minhas escolhas criteriosamente
deixei o azedume de uns e outros para trás

Tudo começou, no dia em que compreendi
coisas que sem saber me estavam a fazer mal
identifiquei as criaturas com tranquilidade
repensei as suas actitudes para comigo

Foi uma jornada de descobertas dolorosas
mas foi também um momento de crescimento
e, sobretudo, foi a minha real emancipação
que devia a mim própria e o respeito de todos

Deixei as mazelas para trás, recordações dúbias
e amizades que apenas tinham esse nome
porque das muitas o seu significado era vazio
e era urgente deitar fora o lixo que me atrapalhava

Virei costas, tapei os ouvidos aos guinchos ruins
primeiro, houve muitas perguntas dos demais
em seguida seguiu-se o silêncio das dúvidas
dei tempo a uns e outros, aguardei pacificamente

Na volta de todas as andorinhas voltou apenas a verdade
a coisa mais importante e que persigo em minha vida
apenas desejo verdades, sinceridades e uma vida limpa
de todos os que não voltaram eu já esqueci o nome

Cheguei perto do rio e fiquei observando a sua oscilação
algumas gaivotas passavam para trás e para a frente
guinchando aqueles sons estridentes que me arrepiam
e contemplei as nuvens que faziam o tecto do rio

Nelas encontrei muitas respostas para aquilo que pensava
engoli em seco, ergui a face e caminhei em frente
naquele meu ritmo e passada endiabrados e determinados
fiz reset e sobreviveram alguns poucos dos que existiam

Leve, avancei pela vida, imparável com a melhor sensação que há para se viver :
feliz e bem acompanhada.
Chatices?!? - Nada a declarar!

Eureka, no dia em que decidiu por ordem nas amizades
19 de Outubro de 2015
 
Reset

Pianista de mim.

 
Quando a alma povoa-se na ilusão, em vão meu coração vagueia, sonho-me sereia com o dom de enfeitiçar, sonho-me gaivota com o poder de galgar o mar. Mas sou gente, perene, carente, com todos os defeitos de uma terra poluída. Sou gente, sou vida. Sou guarda em guarita de guerra, que berra, insano berra, e ninguém escuta. E morre no pavor mesmo sem luta, apenas vislumbrando moinhos de ventos, cavaleiros que povoam os pensamentos, apenas os pensamentos... E morro tísica aos "relentos" da vida, estertorando o sangue, esquecida, em hemoptóico fim, sem um músico, um pianista para tocar um requiém de mim.
E vivo assim, tal borboleta louca, com asas carmim, voando neste pasto de gente, sem início e sem fim...
 
Pianista de mim.

Alentejo, o ninho da liberdade

 
Alentejo ao Sol é um orgasmo no ventre do meu país. Há sempre nos montes oiros de saudade. Agarram-se à terra sobreiros orgulhosos donos das sombras. Nos ombros da brisa sentem-se asas a trinar o trigo das searas. Os pássaros cavalgam aos milhares os horizontes quentes nas horas lentas. Grita nos povos um fogo alvoroçado. Em cada galho de gente ardem as línguas, corpos vergados em doces afagos a florir raízes, fundas, cada vez mais fundas num infinito ciclo de amor retorno. Escancaram-se os braços ao pó dos dias, que dão o flanco às noites mornas no silêncio dos arados. Lá cheira a amantes saciados, em poesias a germinar searas de ilusões. Come-se a esperança nas casas de Catarina, e cantam-se os filhos em Vila Morena. Nas palavras ceifam-se todas vontades num sorriso aberto a convidar à partilha numa oração feita de pão. Só lá à noite se ouvem rir alto os girassóis. E eu pergunto: onde se pousa a liberdade? No alto ninho da cegonha, pronta a voar feliz.

Alentejo ao Sol é um orgasmo no ventre do meu país. Há sempre nos montes oiros de saudade. Agarram-se à terra sobreiros orgulhosos donos das sombras. Nos ombros da brisa sentem-se asas a trinar o trigo das searas. Os pássaros cavalgam aos milhares os horizontes quentes nas horas lentas. Grita nos povos um fogo alvoroçado. Em cada galho de gente ardem as línguas, corpos vergados em doces afagos a florir raízes, fundas, cada vez mais fundas num infinito ciclo de amor retorno. Escancaram-se os braços ao pó dos dias, que dão o flanco às noites mornas no silêncio dos arados. Lá cheira a amantes saciados, em poesias a germinar searas de ilusões. Come-se a esperança nas casas de Catarina, e cantam-se os filhos em Vila Morena. Nas palavras ceifam-se todas vontades num sorriso aberto a convidar à partilha numa oração feita de pão. Só lá à noite se ouvem rir alto os girassóis. E eu pergunto: onde se pousa a liberdade? No alto ninho da cegonha, pronta a voar feliz.
 
Alentejo, o ninho da liberdade

*Momentos*

 
*Momentos*
 
 
Não são apenas momentos.

São tons púrpuros da minha pele, que em teus breves apelos,
Reluzem...
São sons perpétuos, dentro da minh’alma,
Onde todos os meus anseios,
Sobrevivem...

É a verdade que em teu solo sagrado, se desnuda.
Desta infinita sentença afetiva, que nunca muda.

Não são apenas momentos.

São clamores do teu amor bendito,
Num solo fincado em dor, (ah! tempo de outrora),
Nunca e jamais esquecido.

São palavras insanas do teu olhar profundo,
Que revestido em meu céu dourado, tudo revelam.
Entre conexões de almas, que sempre se completam.

Não são apenas momentos.

É o meu eu,
Curvado à esperança do teu.
É a tua voz, que o meu nome sempre pronuncia,
Pela manhã e arrastado até o final do dia.

Não são apenas momentos.

Somos nós,
Desatando os nós,
Proclamando a tua presença tão distante,
Onde o tudo, seja talvez o nada, sussurro borbulhante.

É o lado oculto da outra face dum poema.
Que em meu peito arde e queima.

É a tua santidade que paira no ar...

Trazendo-me a paz.

Para que em teus sonhos,
Infinitamente,
Eu possa, num dia esplendoroso,

Finalmente, descansar....

(Aos dois dias do mês de Agosto de 2017).
 
*Momentos*

CINQUENTA ANOS

 
CINQUENTA ANOS
 
Meio século de vida! Vida vivida sofrida,
corrida, querida - vencida: Vencida, num
tempo: Tempo, passado numa velocidade...
Não percebida!... Quanto tempo perdido
ao invés de ser vivido.
Horas, minutos - segundos preciosos...
Dispersos; confesso: Não vi o tempo passar por mim. Passou como relâmpago no abrir e fechar dos olhos. Hoje posso afirmar que não devemos perder tempo com coisas irrelevantes ao contrário, devemos deixar pra lá tudo que não nos faz bem! E viver cada momento como se fosse o último.
Porque esta é a porção que nos cabe - cada segundo deve ser vivido como se não restasse mais nada!
Sejamos felizes com o que temos.
Sei que no meio do tempo tive momentos bons - mas houve outros ruins enfim a vida é mesmo assim: cheia de altos e baixos. Nessa trajetória houve sim; dias primaveris - felizes momentos ímpar. Bem como a chegada dos meus filhos - posterior dos netos,
parte do meu tesouro bem - preciosíssimo! Posso dizer que sou
privilegiada alcancei a graça - o meu maior tesouro: Jesus Cristo
na minha vida... O meu coração é um baú que guarda muitos tesouros
tem uma joia de raríssima beleza - aquele que Deus separou para mim...
O meu amor. Ainda constituem-se pedras preciosas de maior quilate
minha mãe, meus irmãos. Há amigos que se comparam ao valor de rubis!
Eu só tenho a agradecer a Deus pela bênçãos alcançadas de poder chegar aos cinquenta anos cheia de fé e esperança - acompanhada de pessoas maravilhosas e pelo privilégio de estar em boa forma e aparência ... Inibindo o tempo.

Obrigada Deus!

Por Mary Jun - 23/10/2014
 
CINQUENTA ANOS

Chora pequeno coração chora

 
"Chora pequeno coração, chora"

I – chora pequeno coração chora

Deixa-te enternecer nesse gentil carinho
nessa formal aglutinação de fraternidade
nessa homenagem ao amor já emprestado
comove-te e deixa-te chorar baba e ranho

Suspira na alegria e deixa a boa surpresa fluir
respira fundo e enleva-te nessa gratidão
que nunca sentiste por esse doce carinho
é a hora de receberes do que tanto deste

Nos olhos bem abertos as lágrimas tilintam
prestes a jorrar numa cascata de gratidão
todo o carinho que sentiste e foi surpresa
o que para ti era normal dares, recebe-o agora

II – chora pequeno coração chora

Eu sentia todo esse amor em minha volta
e identificava apenas a existência do que dava
nunca sentira qualquer retorno ou gratidão
e tudo isso eu achava normal e coerente

Mas veio esse terrível dia tão assustador
que eu nem supus conseguir ultrapassar
por esses medonhos mal estares, um inferno
o coração trepando todo pela garganta
quase conseguindo sair pela boca fora

A alma já de perninha de fora da janela
a respirar tão dificilmente, e eu patinava
pensava e despensava no desespero de um
orgulho magoado e quase fui fazer asneira

III – chora pequeno coração chora

Mas o Sol brilhou e eu entreguei tudo a Deus,
sem qualquer esperança em poder sobreviver
sim, porque eu agora posso contar:
o quanto estive tão demoradamente doente

E como pensei não voltar a falar ou a escrever
sofri tanto que tive de desistir de viver e amar
e desistir é algo de muito grave para mim
e foi o que envergonhada me vi obrigada a fazer

Mas, e porque haverá sempre um mas
sobrevivi após uma, duas, três, quatro noites
sem dormir, mas em que repensei todas as ideias e
deixando o coração chorar toda a sua imensa tristeza
eu descobri o de sempre, o óbvio, o natural em mim

IV – chora pequeno coração chora

Porque eu quero viver, e até nem sei ficar quieta,
então bora lá sacudir as penas, fazer-se viver
e deixar-se nascer novamente, qual belo cisne
flutuando num lago, todo ele feito de esperança

E amar, porque é de amor que eu preciso e
há que semeá-lo por todo o lado para que nasça,
e para que exista em todos os outros corações
em toda a parte e a toda a hora em que respire,
Limpando todas essas lágrimas de emoção, pelo amor e pela fraternidade bonita que hoje eu recebi.

Lisboa, 11 de Janeiro de 2017
Maria

Para as minhas amigas: Isabel, Catarina e Maria de Fátima.
 
Chora pequeno coração chora

In Extremis

 
Há inquietantes cheiros no ar, fragrâncias intensas que nem a chuva consegue levar.
Cristalizações de plasma vivaz. Que cheiro adocicado, cadaverina negra flor de lírio.

O perfume desenha a leveza do desespero, que tem o brilho,a dor, o desejo.
Dou comigo às voltas na cama. Caio no mais profundo de mim.

Hoje é dia de exorcismo.
Confesso: “ Tenho uma amante”

Tento resistir, mas não consigo, não adianta, não quero.
Só de olhar para Ela, a sentir, uma dor trespassa alma.
É linda, poderosa, deixa-me completamente indefesa.
Seu encantamento é tão grande que me apetece ser possuída, ali mesmo, a todos os instantes.
Sentir seu frio, sua pele alba, sua língua vagarosa.
Quero-a, Quero-a.

Hoje percebi, que não consigo mais esconder este meu adultério moral,
Podes julgar-me. Estou aqui.

Entendo a natureza humana como incompleta, um puzzle no qual por cada peça colocada, revela duas em falta e quanto mais amo, mais preciso amar, ser amada, tu não?
Ela ama-me. Com toda a força que não tenho, como nunca ninguém me amou.
Está comigo desde o meu primeiro momento de existência mortal, nunca me abandonou.
Conheces alguém que esteja sempre presente onde estiveres? Eu não, mas ela está.
Quero-a só para mim. tenho ciúmes. Sei que ela é me infiel, a todos seduz, a todos quer e, no final ninguém a consegue negar.
Seu nome?
Queres saber o seu nome?
Morte, conhece-la?.
 
In Extremis

No Ponto G

 
 
Nova na cidade, foi o primeiro que avistei,

segundo que lacei.

Estilo Cowboy, chapéu, cinto country.

Alto, lindo e sorriso de chow-chow( isso existe?

Rsrs).

Em pouco tempo já estávamos grudados. Ele

me dando caldinho de mandioquinha com

bacon.

Fiquei logo amiga da sogra, não foi golpe, foi

sem saber mesmo.

Tudo perfeito, indo de vento em popa até o

primeiro bagunçar meu romance com sua

dor de cotovelo!
 
No Ponto G

Eterna chama

 
Eterna chama

O ser portador de uma sensibilidade exuberante
nasce criança pequena apaixonado pela música
dentro do seu peito a música pulsa com o coração

ela encaminha a sua vida e lhe dá o mote
num qualquer acorde que ouça
esse ser desperta e se estiver triste
vai renascer ali mesmo com essa alegria
que não o consegue deixar cabisbaixo e
que o transporta ao mundo mágico da dança

o seu corpo move-se natural e harmoniosamente
ao ritmo de sons que comandam o seu espírito
e a sua alma eternamente jovem nunca será
capaz de lhe negar os movimentos de sempre
que vivem livres dentro da sua própria vontade

e porque a dança lidera toda a sua vida
esse ser é um espírito livre num Mundo
demasiado entorpecido pela futilidade

por isso, alegra-se e vive o momento presente
dança, mesmo que sentado sente o ritmo
e deixa os seus pés dançarem sobre o chão
porque eles saberão sempre o que lhes faz falta

tateando o chão com a planta e os dedos dos pés
eles sozinhos dançarão uma valsa inteira
de febre celeste e milenar em que os astros reluzem
sob a existência dessa inesgotável energia amorosa

e não haverá outro como o primeiro amor da sua vida
– a música e a dança reunidas em movimento –
que o acompanharão até ao limiar de todas as estrelas
no infinito universo da sua e de cada existência
assim tão apaixonadas pela Vida.

Eureka, num dia em que não pode dançar.
 
Eterna chama

" SOMBRAS...SÃO AS PROMESSAS"

 
 
https://www.youtube.com/watch?v=Qx_S_hjUPTw

SOMBRAS ...SÃO AS PROMESSAS

Verde e vermelho são as cores da bandeira da TERRA DO NUNCA...
Porque nessas cores mora a VERGONHA ...E A MORTE
Alimentados com votos, que dão dinheiro aos partidos que apregoam, defender seus patriotas
Todos eles nada mais fazem que retorica
Os que conseguem o "CADEIRÃO"
"Embrulham-se" em ACORDOS/PROTOCOLARES assinados com tinta TENEBROSAMENTE CRIMINOSA
Verde e vermelho são as cores da bandeira da TERRA DO NUNCA...
Uma terra onde as trevas nascem em cada segundo e o poder do NÃO que escraviza e hipoteca VIDAS

SÃO SOMBRASSSSSSSSSSS...SÃO SÓ SOMBRASSSSSSSSS

Branco, é a cor vestida por aqueles que de forma briosa
Defendem o juramento que um dia fizeram
Branco, é a cor vestida por aqueles que lado a lado caminham na batalha desleal de um poder assassino
Mas branco, também é a cor vestida daqueles que acorrentados a ordens, MENTEM e NEGAM aos que só tem como promessa o acabar de vida.

SÃO SOMBRASSSSSSSSSS...SÃO SÓ SOMBRASSSSSSSS

VERGONHA...MUITA VERGONHA é a cor que tinge este povo que vira a cara para não saber
VERGONHA...MUITA VERGONHA é a cor que tinge este povo que grita GOLOS enquanto arrotam a cerveja que nem lambuzes e que escarram anedotas aos políticos enquanto todos eles matam os compatriotas
Covardes, canalhas é o que são... vergonhoso Zé Povinho
Segues as noticias com lamentos
Mas que fazes TU??????...povinho cego
Estás a espera que um santo milagroso saia do meio do NADA e TUDO faça acontecer???
Palermas...de que esperas para tirar os cravos das metralhadoras e construíres desta vez alguma coisa com as tuas próprias mãos????

SOMBRASSSSSSSSS...SÃO SÓ SOMBRASSSSSSSS

Arco iris será sempre a cor de quem é portador de uma doença que mata em silencio
Arco iris será sempre a cor de quem a todas as portas bate com valentia e sempre recebe NÃO
Não sou ninguém para escolher palavras licodoces e apaziguadoras
Apenas que lamento ter que assumir que nasci neste pais.
Nesta terra do nunca e que as promessas não passam de sombras escondidas por uma bandeira anedoticamente pintada a VERDE e VERMELHO

SOMBRASSSSSSSSS...SÃO SÓ SOMBRASSSSSSSS

Elisabete Luis Fialho
03-07-2014 13H30

Texto e Voz- Elisabete Luis Fialho
Imagem- Google e fotos
 
" SOMBRAS...SÃO AS PROMESSAS"

*Sensações*

 
*Sensações*
 
 
Os teus sentidos tem uma forma enigmática,
Quando da minha pele se aproximam.

É uma candura de movimentos,
Desenhados em espirais coloridas,
Que ficam sempre retidas em minha alma...

Teus sons, por vezes descompassados,
Vibram em harmonia dentro da minha mente.

As adagas, que insistem em ferir o teu peito,
Abrem chagas, doloridas.
E o tempo, que escorre teimoso,
Continua mantendo-te forte, inalterado,
Vivo e presente,
Na medida exata do amor que abrigo,

Aqui por dentro...

A doçura com que pronuncias o meu nome,
Quando os teus dedos deslizam em meus cabelos soltos,
Desprendidos,
Imprime nos meus sentidos,
Um querer distanciado,
Que se faz presente a cada palavra tua.

E a minha lágrima brilha...

Brilha,
Traduzindo esta saudade,
Derramando no dorso dos meus ombros,
Uma timidez,
Uma promessa inspiradora,
De poder voar ao teu encontro.

Mesmo que as minhas letras não consigam traduzir,
Mesmo que a tua voz não se expresse neste enorme bem querer,
A existência te faz sempre meu.

A cada lua que nasce,
Na órbita dos teus olhos...

A cada sol que brilha,
No meu alvorecer...
 
*Sensações*

“ A verdade do tempo “

 
“ A verdade do tempo “

Sede... fome, é tudo o que tenho
da fogosidade da minha juventude

Poderia seguir por uma estrada
em horas urgentes de velocidade
e de adrenalina tão saborosa e
viciante mas que faz o coração
pulsar bem em qualquer idade

Adrenalina é a palavra para mim
por vezes este meu velho coração
suplica por uma explosão de adrenalina
e o sangue forte que tenho lhe agradece

Poder voltar a dedicar várias horas a
dançar embriagada com o som
de uma das minhas músicas favoritas,

Correr toda uma pista de 400 metros
acelerando nas curvas a me sentir plena
com aquela minha força interior selvagem
que me torna genuinamente feliz e
que me faz sentir indestrutível,

Voar alto num trapézio de correntes altas
provocando a ausência de peso lá em cima

Ah pois, ninguém imagina a necessidade
que habita este pobre coração em amar
em dançar, em voar, em correr, em montar a mota
e acelerar rumo a uma autoestrada cruzando
a cidade num ritmo selvagem sem querer saber de nada
e passar cada cruzamento sem parar,
escapando a mais um possível destroço...

E tudo mais que me importa é voltar a sentir-me brava
e viver cada momento, como se a vida dependesse disso.

Peço desculpa a quem desapontei, mas não sei ser diferente.
Tentei muito ser normal, mas não consegui!

Sesimbra, 22 Julho de 2017
Maria
 
“ A verdade do tempo “

Parca razão (racionada)

 
Ando racionando tudo. Até a razão. Pois, está findando qual o arroz do mês guardado naquela lata. Vou racionando como o viço de um sorriso em seu primeiro momento, que logo em seguida vai escasseando-se para poupar as rugas. Meu tempo já está pela metade e ainda vou economizando absurdamente a razão! Sustento essa idiotia porque posso deambular dias e dias sem ingerir esse alimento; sobrevivendo da mais pura emoção, que me encorpa, que me faz golfar algo morno, amorfo! Assim me intoxico, com sintomas de uma perturbada exaltação rasa e fluida... Pegajosa!
Tenho cuidado apenas com àquela hora “dos mágicos cansaços”. Àquela hora instável, de prumos sinuosos onde escorre dos dedos o melaço dos poemas doces, seguidos de outros tantos orgulhosos e viçosos, transbordando uma "sapiência" excessiva, muito vista! Sim! Depois agradeço por terem percebido que “eu sou demais"! Ah... São nessas horas (raras vezes) que procuro a razão em generosas colheradas de Drummond, outras tantas de Cony, Veríssimo, Euclides... Cecília, Clarice e até o Rodrigues! Para matar esta fome de “falta de saber”. Desci do ponto um pouco antes e sigo com pernas débeis, apertando um pequeno punhado de razão em minha mão.
 
Parca razão (racionada)