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Poemas, frases e mensagens de Juliana Silva Valis

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Juliana Silva Valis

AMORES E INDAGAÇÕES

 
AMORES E INDAGAÇÕES
Juliana Valis

Mais um dia se põe na alma,

Além da paz e da ilusão,

Mas o coração, como se acalma

Nesses amores que vêm e vão ?

Mais um dia mergulha em sonhos,

Em pensamentos, indagações,

Ventos que vão, assim, tristonhos,

Voando em versos, nas emoções !

E dispersos ficam meus sentimentos

Nos universos de uma canção,

Fluindo em notas, em sonhos lentos,

No labirinto do coração...

Sinto, portanto, a cada dia,

Além do pranto e além da dor,

Todo o sol que nos contagia

Na dimensão insigne do amor.

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AMORES E INDAGAÇÕES

HUMANOS CORAÇÕES

 
HUMANOS CORAÇÕES
 
HUMANOS CORAÇÕES
Juliana S. Valis

Corações, humanos corações na estrada,

Suplicando amor ao tempo que declama

Sentimentos lídimos que a fé nos brada,

Como quer o êxtase de uma paz em chama...

Corações loquazes, que só cantam versos,

Nesses sós inversos da paixão sem calma,

Transbordando em nós sonhos tão dispersos

Que irradiam luz ao limiar da alma !

Eis no âmago do amor a vida,

Nas emoções que voam como sóbrios ventos,

Corações no ápice dessa nossa lida,

Numa correnteza de tantos pensamentos...

Quem sabe, o amor é a própria tempestade

De sonhos, lá no ápice dos sentimentos ?

Uma sensação humana que já nos invade,

Ao fim da tarde, nos rumores lentos.

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poema registrado por Juliana S. Valis, copyright.
 
HUMANOS CORAÇÕES

LUZ QUE DECLAMA HUMANIDADE

 
LUZ QUE DECLAMA HUMANIDADE
 
LUZ QUE DECLAMA HUMANIDADE
Juliana S. Valis

Um sonho de amor é como um verso

De luz que declama humanidade,

Além da chama de um êxtase disperso,

Em cada átimo da emoção que nos invade !

E quando os anjos, com saudade, vêm buscar

Pura imagem de um amor que nos aquece,

Todo réquiem de uma dor além do mar

Dilui-se só, como nota de uma prece...

A vontade humana, portanto, de amar

É canto de fé que a alma lhe assegura,

Além da tristeza, sem calma, neste lar

Da vida, correnteza de aventura !

Não façamos, pois, do tempo um mar sem calma,

Sonhemos, nesta vida, além da dor;

Até que a paz possa transbordar na alma,

Como um sonho sempre único de amor.

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LUZ QUE DECLAMA HUMANIDADE

FLORES INSONES

 
FLORES INSONES
 
FLORES INSONES
Juliana S. Valis

Ao menos, as flores insones da vida

Não guardam rancores nem dores de outrora,

Contemplando os sabores da alma contida,

Entre amores sinceros que o céu nos implora...

Ao menos as flores, amigos, ao menos,

Podem viver do que a paz um dia produz,

Sem contar dinheiro e problemas pequenos,

Podem crescer de verdade e alimentar-se de luz...

Mas nós, o que somos, amigos humanos ?

Somos sombras no séquito do silêncio soturno ?

Somos insones na vida e nos problemas insanos,

Na existência fugaz, no labirinto noturno ?

Mas quando sinto a verdade lá no fundo da alma,

Surge uma estranha inveja das flores insones,

Em suas cores risonhas, o equilíbrio me acalma,

Na pureza infinita sem raiva e sem nomes,

Natureza em pétalas que acariciam a palma !

Pois, ao contrário de nós, as flores insones

Não guardam rancores, nem dores de outrora,

Não procuram poder, dinheiro ou fama de nomes,

Elas apenas refletem a paz que o céu nos implora,

Sem jamais exigirem recompensas infames,

Alegrando o espírito da pessoa que chora.

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FLORES INSONES

QUANDO O SONHO VIER...

 
QUANDO O SONHO VIER...
 
QUANDO O SONHO VIER...
Juliana S. Valis

Delírios de saudade entre chamas da hora,

Compassos perdidos como réquiens de tudo,

Emoções de uma alma que somente te implora

Amor, profusões do mais lídimo escudo !

E a paz que reveste cada vértice em nós

De sentimentos loquazes, carentes de luz,

Torna-se enigma intrépido de sonhos tão sós,

Velejando nas águas que o tempo conduz...

Ah, quando o sonho vier e te olhar com esmero,

Na vertigem fugaz que transcende tua vida,

Verás que o amor resplandece, incauto e sincero,

No alto vestígio que a esperança elucida !

Portanto, em abismos de sonhos sem calma,

Transcende teu pranto, vendo além do tempo e do mundo

Todo sol que ilumina cada trecho da alma,

No ápice do amor constantemente profundo !
 
QUANDO O SONHO VIER...

ONDE ESTÁ A RAZÃO ?

 
ONDE ESTÁ A RAZÃO ?
 
ONDE ESTÁ A RAZÃO ?
Juliana S. Valis

Vivemos em um mundo cruel de injustiça constante,

Acordamos no ato em que o celular nos desperta,

Trocamos roupas, calçados, e saímos no instante

Da pergunta intrigante, que vive na alma discreta,

Sobre o "sentido" de tudo, nessa jornada estressante

De correr, de brigar por nenhuma causa concreta...

E mal temos tempo para pensar, você bem me diria,

Mal temos tempo para resolver tantos problemas, de fato;

Mas quando entramos nos metrôs rumo ao trabalho do dia,

O movimento das ruas rapidamente ofusca o asfalto,

Esmagado por passos, sem rumo, de uma rotina vazia,

Cheia de ônibus, carros, motos e poluentes do capitalismo insensato !

Por que tantas mentes se perdem no labirinto da vida ?

Por que tantas pessoas sensíveis viram robôs de consumo ?

Pessoas, antes geniais, perdem-se no shopping sem saída

De "ter" TUDO, e "ser" NADA, no contexto sem rumo

Que tem, talvez, o mesmo trajeto de uma bala perdida !

Uma vez, a televisão nos disse que podíamos rir,

Comprando objetos sem fim, de uma marca qualquer;

Mas quando provamos o sabor da dívida, aqui ou ali,

Percebemos que os "bens" não fornecem ruídos de fé,

Eles apenas querem rir da nossa cara, e nos possuir,

Invertendo a relação "sujeito - objeto" que o tempo requer !

E, assim, o coração não entende o crucial fundamento

De tantas coisas inúteis, entre as fúteis mentiras modernas;

Supervalorização do corpo, abrigando uma alma em tormento,

Desproporção entre tudo, como se o nada habitasse cavernas

De violência, egoísmo e tolice, expostos em telas de sofrimento...

Céus, os computadores, por evidência, não sentem !

Mas dependemos dessas máquinas por tantos motivos,

Nas instituições públicas e privadas, sem descargas ou risos,

Onde as emoções magnéticas se tornam prédios altivos

De ilusões coletivas, com lucros e perdas, e dilemas precisos !

E quantas polegadas terão os enigmas de plasma ?

Quanto lixo poderia ser reciclado na mídia constante ?

Quanto luxo tem o empresário, enquanto o consumidor morre de asma?

E quantos bilhões de seres humanos estão sofrendo neste instante?

Será que nós entendemos o que é toda essa delirante realidade ?

Diga o montante das dores humanas lá no ápice da tecnologia,

Na matemática vazia de somar compras de um "bem" que retarde

O efeito da uma "ilusão" anestésica, que nós mantém nesse dia,

Enquanto o caos coletivo e a depressão não nos atinjam de tarde,

Enquanto a violência urbana se olha no espelho da própria covardia!

Ah, como eu queria não ver toda essa bagunça digital

De marketing lançando falsas idéias e bens materiais,

Como se dinheiro, fama, beleza e sucesso fuzilassem o mal

Desse mundo que vende tudo, mas não compra a sublime paz,

Desse mundo em que uma minoria tem tudo (em status social),

Enquanto a maioria da humanidade sofre e não suporta mais

Trabalhar em coisas desagradáveis, até para pagar seu funeral,

Enquanto os milionários só pensam em luxo e cédulas mundiais !

E lá no pranto dos céus, que as chuvas nos lançam,

Entre raios e lágrimas, pelas nuvens da poluição,

Alguém encontrou a fórmula da felicidade exultante,

Tornando-se "celebridade", com as notícias que vão

Espalhando vírus na WEB, sem vacina no instante

Em que Algo nos disse: onde está a Razão ?

Será que a Razão viajou para algum planeta distante ?

Não, isso não; pois Algo descobriu, depois, pela televisão,

Que a Razão foi ficando seriamente doente e oscilante,

E como ela não tinha dinheiro, morreu sem remédio e supervisão.

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registrado por Juliana S. Valis

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ONDE ESTÁ A RAZÃO ?

QUEM SERÁ VOCÊ ? (by The Ghost Writer)

 
QUEM SERÁ VOCÊ ? (by The Ghost Writer)
 
QUEM SERÁ VOCÊ ? (by The Ghost Writer)
Juliana S. Valis

Um dia, alguém escreveu lá no ápice do infinito

Que você não é aquilo que você tem;

E você não precisa ser "estrela" nesse mundo aflito,

Você não precisa ter fama, pois você já é alguém,

Trilhando sua estrada, como um leve grito,

Humanamente incerto, como o tempo vem !

Sim, alguém escreveu nas telas digitais do mundo

Uma mensagem de paz, que muitos não veriam,

Uma mensagem capaz de ver o que é profundo,

Como o próprio "ser" que os sonhos descreveriam,

Além da fortuna, beleza e poder no consumismo imundo,

Além da fama e do status, que célebres cinzas não teriam !

Então quem de fato é você, amigo ?

Quem é você, que eu respeito, sem mesmo conhecer ?

Você não é apenas mais um corpo, que será antigo;

Você é uma infinidade emocional, querendo já crescer !

Você é um labirinto do sentimento, que lhe pede abrigo,

Metafisicamente, quando o Amor pergunta: quem será você?

Sim, o poema fantasma (ghost poem) pergunta: quem será você?

Quem será você, como bilhões de outros seres humanos:

Você, nem melhor nem pior, no sentido efêmero do amanhecer ?

Como vencer a dor que brada além dos seus enganos ?

O que fazer quando o coração vai nos transcender ?

Talvez seja provável lhe reconhecer, amigo, por seus simples planos,

Ou talvez você se olhe no espelho, e nem saiba quem já foi você...

Portanto, meu amigo ou amiga virtual,

Seja lá quem você for, ou quem você será,

Lembre que o corpo e a matéria apodrecem, no final;

Mas seu espírito cresce, se souber amar,

Se souber ultrapassar todo vício e todo mal

Que o mundo nos mostra, poluindo o ar !

Enfim, os anos passam como se vão as folhas

De uma belíssima árvore que o tempo leve;

E você é uma alma fazendo tantas escolhas

Durante a sua vida, tão incerta, misteriosa e breve.

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God bless your soul, friend, God bless our soul.

Poema registrado por Juliana S. Valis, copyright.

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QUEM SERÁ VOCÊ ? (by The Ghost Writer)

VÔO METAFÍSICO

 
VÔO METAFÍSICO
 
VÔO METAFÍSICO
Juliana S. Valis

Amor, asas de versos

Revestidos com laços do outrora,

Humanamente perdidos

No labirinto de tudo

E todo êxtase que se evapora

Cada dor de um dia mudo

Desenharam em minha alma

Um mapa tão complexo e confuso

Que nem mesmo a minha sombra

Foi capaz de decifrar...

Ah, se esses olhos escuros não fossem meus

Se essas palavras tão míopes

Enxergassem apenas luz no fim do túnel,

Talvez minha mente transcendesse

A insipidez do nada, agora,

E meu coração não seria mais esse

Relógio anacrônico no qual a hora

Simplesmente vaga e não passa

E não ri, nem canta, nem chora...

Ah, como eu queria, em verdade, não ser

Mas sou apenas fragmentos de quem não fui

Enquanto a existência me algema em você,

Condenando-me ao tempo que flui

Denso e tão célere, sem mais, nem porquê...

Sim, eu queria apenas e nada mais

Publicar um verso azul de paz

No âmago de um coração ardente

Saltitando feito letra, simplesmente,

De tal modo que toda matéria

E todo furacão que o amor induz

Pudessem transcender o vácuo vão

De uma existência em luz

E sem a cruz de dias tão vazios...

E talvez assim

Eu pudesse ser

Algo além de mim

Algo aquém de você

Como rimas-sublimes

Poemas-pássaros

Sem dor, sem crimes

No amor, ávidos

Por poemas cheios
De letras-aves

Sem cor, sem freios

Nas noites tão vorazes

Que alçam vôo

Sem sofrer demais

Com asas leves

Sem olhar para trás

Com sonhos breves

Irradiando a paz

Em cada canto

Em cada pranto

Do horizonte humano !

Por tudo isso,

Não procure métrica exata

Nos furacões de letras trêmulas

Não procure razão aritmética

Onde só existe verso e mais verso,

Não busque a emoção mais sintética

Em tsunamis de amor já disperso;

Não ouse aplicar a fórmula de Báskara

Para transformar o sentimento-universo

Em equações tão díspares de amor e ódio...

Não, por favor,

Não procure o nada

Na raiz quadrada

De quem nós somos !

Não eleve tudo

À quinta potência

De um grito mudo,

Que faria do mundo ausência

Ao detonar um coração-atômico

Com nêutrons de aquiescência,

E fótons de luz, de cores,

Emanados por uma vida-essência

Usina vermelha de dores

Lídimas e tão cinzentas...

Definitivamente,

Não procuro o nada

Na raiz quadrada

De quem eu sou

Eu só procuro tudo

Elevado ao cubo

De um grande amor ...

Tampouco procuro lógica

Ou sentido, ou verdade hipnótica

Onde apenas exista emoção-liminar

No âmago de cada ilusão de ótica

Que flutua na alma, a vagar

Disfarçando o nada

Entorpecendo tudo,

Com o enigma do mundo,

Em cada eco tão mudo,

Em cada sonho profundo,

Como se eu não fosse apenas

Fragmentos de quem não fui.

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Poema registrado por Juliana S. Valis, copyright.
 
VÔO METAFÍSICO

VELHO DILEMA NOVO

 
VELHO DILEMA NOVO
 
VELHO DILEMA NOVO
Juliana S. Valis

Injustamente, gira o velho mundo

Cruel, insípido, sem pensar em nós,

Enquanto a paz, no sonho tão profundo,

Pede o intrépido e mais veloz

Ato que possa ser sublime !

Injustamente, nada se redime,

E tudo assim se esvai na estrada

Breve, que esta vida imprime,

Em cada verso que na alma brada,

Sem calma, no universo insigne...

Ah, quem nos dera sempre a bela luz

Além dos túneis da insensatez mundana !

Quem nos dera o verso que o amor conduz,

Assim, disperso, no que a alma emana,

Superando a tristeza em cada chaga e cruz...

Ah, velho mundo das burocracias novas,

Tão estúpido e injusto quanto antigamente

E tão incongruente quanto tantas provas

Dos improváveis sonhos que essa nossa gente

Luta e guarda em seus soluços roucos !

Mecenas máquinas, eis aqui o mundo:

Dos pobres muitos e dos ricos poucos,

Dos descartáveis rótulos do produto imundo,

Tecnologicamente vendido aos loucos,

Tão normais e avarentos quanto o céu fecundo,

Tão mortais e iludidos, que se vão aos poucos !

Ah, pudéramos cantar no ápice das poesias,

E no mar da alma, declamar encantos,

Mas esse iníquo mundo das hipocrisias,

Em tantos dias, bebe nossos prantos

Em risos sós de máscaras vazias...

Mas o que será a correnteza além do mundo insano ?

Quem dissipará, no fundo, a mais incauta dor ?

Ah, quem nos dera se todo ser humano

Soubesse amar e transmitir amor.

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VELHO DILEMA NOVO

LABIRINTOS DO AMOR EM NÓS

 
LABIRINTOS DO AMOR EM NÓS
 
LABIRINTOS DO AMOR EM NÓS
Juliana S. Valis

Pelos labirintos do amor,

Seu coração passeia,

Entre alegria e dor,

Servidas nesta ceia

Dos paradoxos humanos,

Invariavelmente lidos...

E no afã da mente, o amanhã da alma

Transparece os sonhos nossos, ternos, incontidos,

Eternos êxtases de um amor que acalma,

Irradiando luz de um sol entre os perdidos

Versos nossos, que mal cabem nessa simples palma !

Ah, infinitos labirintos do amor, sem calma,

Que percorremos, atônitos, em busca de saída,

Em busca de alimento ao que houver de alma,

Vislumbrando o mistério do que seja a vida.

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LABIRINTOS DO AMOR EM NÓS

LÁ NO CÉU INFINITO

 
LÁ NO CÉU INFINITO
 
LÁ NO CÉU INFINITO
Juliana S. Valis

Lá no céu, onde brilham alegres estrelas,

Na sutileza metafísica que ninguém explica,

O Bem confunde-se com a luz, logo ao percebê-las,

E a paz entra na alma que nos edifica !

Lá no além, existe um longo labirinto

De risos, lágrimas e letras tão humanas

Que nem mesmo sei a emoção que sinto,

Ao resgatar dúvidas nas nuvens sempre planas !

Além de nós e muito além de tudo,

Existe o nada que constrói castelos,

E tem na estrada o seu maior escudo

Nesse tempo mudo que mantém martelos !

Pudéramos, sim, analisar a face da verdade,

Até ver no mundo qualquer grande saída,

Mas na medida em que a tristeza vem e nos invade,

Onde haverá profundidade nessa breve vida ?

Talvez somente lá no céu imenso, infinito,

Veremos uma felicidade perfeita e concisa,

Que não desliza na dor de um paupérrimo grito,

Quando o coração traz vigor, do qual a vida precisa.
 
LÁ NO CÉU INFINITO

PONTE DO AMOR INDEFECTÍVEL

 
PONTE DO AMOR INDEFECTÍVEL
 
PONTE DO AMOR INDEFECTÍVEL
Juliana S. Valis

Amor: ponte entre corpo e toda alma,

No ápice do que seja tão humano;

Todo sonho é coração que só declamo,

Entre notas da canção que nos acalma !

E na palma dos mistérios do universo,

Eis, disperso, este amor que nos declama,

Como réquiem de um sol, em nós, imerso,

Neste verso de incerteza atroz, em chama !


Amor, eterna ponte de incógnitas tão humanas,

Como cachoeiras de versos em síncopes de alento,

Além dos universos, das ilusões mundanas,

E das esfinges próprias de cada sentimento !

Amor, eterna ponte de sensações sem calma,

Terna vertigem da dor, das ilusões tão sós,

Diluindo sonho no que houver de alma,

E no que houver de enigma transbordando em nós.

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PONTE DO AMOR INDEFECTÍVEL

COSMO - CONSCIÊNCIA

 
COSMO - CONSCIÊNCIA
Juliana Valis



No sonho, o silêncio mais profundo da alma

Ultrapassa a mesmice e o abismo de tudo,

Como um réquiem de luz no amor que te acalma,

Além da dor que produz o grito mais mudo...



E no infinito das artes, a finitude do dia

Esvai-se na cor do pensamento profundo,

Como um sopro de luz, um suor que anuncia

Emoções, sentimentos, muito além desse mundo !



Bem ou mal, no espelho que a alma produz,

Cada simples compasso de paz ou de fé

Transforma-se em verso, emblema de luz,

Intuição infinita que o universo nos der !



Pois agita no tempo algo sem dimensão,

Energia que flui pelos trechos da lida,

Sinfonia de sonhos que um dia se vão

Diluindo na alma a consciência da vida...



E será que a ciência comprova a verdade ?

O que será a "Verdade" em tudo o que flui ?

Enigmas quânticos no tempo que invade

A tempestade do nada que sou e que fui:

Átomo apenas de humanidade,

Pequenas viagens que a arte dilui.
 
COSMO -  CONSCIÊNCIA

REDEMOINHO DE SENTIMENTOS

 
REDEMOINHO DE SENTIMENTOS
 
REDEMOINHO DE SENTIMENTOS
Juliana S. Valis

Permita-me entrar no labirinto do céu,

No escarcéu que sinto diluído no espaço,

Percorrendo as estrelas sem suor ou sem véu,

Melhor do que vê-las é reuni-las em laço...

Permita-me entrar no labirinto da alma,

Buscando amor que seja bem além deste mundo,

No fecundo pensar que enobrece e que acalma,

Em prol da virtude em cada sonho profundo...

Ah, permita-me, sim, não apenas sonhar,

Declamando esses versos que voam aos ventos,

Melhor diluir sentimentos como ondas do mar

Do que apenas se afogar em pressentimentos !

E, sem sorrir, tua face me olha sem medo,

Perquirindo o enigma que ronda em momentos,

Ah, chama-se apenas "amor" o nosso grande segredo,

No redemoinho veloz dos teus sentimentos.

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REDEMOINHO DE SENTIMENTOS

SENSAÇÕES DE ENIGMA

 
SENSAÇÕES DE ENIGMA
 
SENSAÇÕES DE ENIGMA
Juliana S. Valis


Teus olhos captam sensações de enigma,

Enquanto a fé imprime o amor já tão disperso,

Entre as estrelas sós de uma sublime rima

Que redime a luz na intrepidez de um verso !

E cada vez que o ápice da tempestade

De dor invade teu olhar profundo,

Eis que o mar da vida, muito cedo ou tarde,

Só verá segredo muito além do mundo...

Bem ou mal, teus olhos só procuram luz

No que há de vida em verso, em vastidão,

Mas é preciso ver sempre o que o amor conduz,

Entre os labirintos do teu coração...

Olha, então, a luz que te vier na alma,

Além de toda a dor que vislumbrar no mundo,

E todo mar de enigma que já não te acalma

Desaguará no cerne de um amor profundo.

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SENSAÇÕES DE ENIGMA

POR ONDE VAGARÁ A SENSATEZ DA ALMA ?

 
POR ONDE VAGARÁ A SENSATEZ DA ALMA ?
 
POR ONDE VAGARÁ A SENSATEZ DA ALMA ?
(versos que me escrevem)
por Juliana S. Valis

Não sei mais em que mundo o verso habita...

Além das estrelas trôpegas que clamam sós,

Suspirando o resquício de alívios tênues,

Por onde vagará a sensatez da alma ?

Pouco sei sobre o verso que me escreve,

No inverso de um coração sem calma,

Suplicando luz aos sentimentos como chama

Ou chagas ou ventos tão humanos quanto sós,

No universo que a emoção declama,

Imiscuindo, céleres, tantos vulcões em nós,

Como prantos tímidos que ainda serão chorados...

Pouquíssimo sei sobre o verso que nos escreve !

Confesso o vício de amarrar dias minguados

Às frias tramas de efeitos que nos prendem ao mundo,

Como se fôssemos letras, sentidos transfigurados

Ao fato de sermos bilhões de seres no mais profundo

Labirinto de sentimentos, dores, corações entrelaçados,

Indelevelmente, entre amores e desafios como fios da alma...

E quando os frios versos nos escrevem na vida,

Nesta estrada perdida entre a paz e a guerra,

Nada faz dessa Terra uma ilusão ressentida ?

Tudo jaz como sonho no coração que nos berra ?

Céus, quantas ruas caberão entre as lágrimas sós,

Derramadas como luas esquálidas, sem perspectiva,

Nas cruas, ligeiras faces da violência atroz,

Entre impasses da fé que nós queremos “viva” ?

Respostas, respostas, respostas...

Não se vendem respostas nas feiras da vida !

E se vendessem dádivas em promoções, apostas,

Talvez comprássemos inúmeros hectares de amor na lida,

Ou litros de fé, infinitos quilos de paz, de apreço,

Parcelados em cartões de um mundo que convida

A comprar e vender o que nunca teve preço !

Talvez, assim, fosse bem melhor não perguntar:

Ao tempo, o que ele quer de nós ?

Ao mundo, o que ele fez do mar ?

Ao sonho, por que somos sós ?

À vida, o que ela quer mostrar ?

Se o sentido denso e mais veloz

Perde-se no verso a nos rimar,

Como explicar quem somos nós ?

Como viver sem perguntar ?

Por tudo isso, não se iluda,

Por nada disso, não me vejo,

Na estrada que transcende a alma,

O verso me olha lá do alto, no lampejo,

E ri da minha insignificância que acalma

O inverso na inconstância de um desejo,

Além da dúvida que vem e nos invade

Como amálgama de sonho desde cedo,

Não queria ser, mas já é tarde,

Não queria ter, mas tenho medo...

E, assim, quando a alma nos olhar já bem de frente,

E procurar, no âmago, amor sonoro e leve,

Além do mar, da sombra, da dor mais displicente,

Veremos a correnteza da vida que flui sempre tão breve,

Enfim, já nessa estrada entre sonho, céu e mente,

Eis que já não escrevo nada; o verso, sim, é que me escreve !

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poema registrado por Juliana S. Valis, copyright, todas as críticas, idéias e sugestões são bem-vindas, abraços.
 
POR ONDE VAGARÁ A SENSATEZ DA ALMA ?

VISÃO SIMÉTRICA

 
VISÃO SIMÉTRICA
 
VISÃO SIMÉTRICA
Juliana S. Valis

Simetricamente, amor, eis que agora vejo

Entre alma e mente, sentimentos sós,

Como resquício incauto de mais um desejo

De paz, de fé, já transbordando em nós !

Paralelamente ao sol, teu coração declama

Versos de uma lua que se faz de vida,

Enganando a rua numa mesma chama

De paixão, de luz, que o tempo já abriga !

Incauto amor sob a égide da tempestade,

Não vês que a dor é intrinsecamente humana ?

E, assim, a cor que a própria alma invade

É resquício célere de um coração que ama,

Além da luz insana que no mundo arde...

Profundamente, enfim, mergulho já sem calma

No maior enigma além de toda cor,

Inundando em versos nossa própria alma,

Assim, dispersos na intrepidez do amor !
 
VISÃO SIMÉTRICA

QUANDO OLHAMOS

 
QUANDO OLHAMOS
 
QUANDO OLHAMOS
Juliana S. Valis

Quando olhamos para a vida tão sem calma,

Em cada trecho desses dias que se vão,

De repente, uma emoção nos toma a alma,

Pedindo amor ao tempo, em toda a dimensão...

Quando vemos tanta dor em nossa estrada,

Em labirintos de temor ou de aventura,

Sentimos, sim, uma vertigem que nos brada,

Mas nada omite o que a fé nos assegura...

Na jornada, portanto, dessa vida,

Além do pranto, eis o sonho que requer

Tanta coragem no bem fortalecida !

É necessário, assim, aprimorar

O coração nas ondas de uma fé,

No próprio amor que flui além do mar.

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QUANDO OLHAMOS

SURPRESAS DO CINEMA MUDO

 
SURPRESAS DO CINEMA MUDO
 
SURPRESAS DO CINEMA MUDO
(para todos os amigos e amigas, inclusive virtuais)
Juliana S. Valis

Tampe seus ouvidos por alguns segundos,

Entenda a sua mente como um cinema mudo,

Onde você mesmo constrói seus belos mundos,

E como Charles Chaplin, você faz da arte o seu maior escudo,

O seu maior escudo contra os fatos sociais imundos !

Senhoras e senhores, eis o novo cinema mudo,

Sem quaisquer dores, em tantos decibéis,

Na montanha- russa, entre nada e tudo,

Como um teatro surdo, em sociais papéis !

Por favor, não percam suas melhores idéias,

Enquanto a mídia faz lavagem cerebral, a seco;

Enquanto o consumismo faz suas platéias,

Com gritos loucos, em qualquer bairro ou beco !

Pois sua mente é um espetáculo tão original,

Que não tem fim, nem começo, nem preço,

E você é o protagonista do seu roteiro ideal...

E com seu controle remoto emocional,

Você pode diminuir o volume da raiva

Até que o ódio desapareça...

Você pode diminuir o som do desespero,

No tempero dos sentimentos que se vão,

Adentrando o labirinto de você mesmo...

Você pode anular o som da tristeza,

Como se tirasse uma música do MP3,

De uma vez por todas, na alegria irreversível...

Você poderia até ultrapassar a barreira sonora

Do universo que implora a(penas) a "Verdade",

Como astronauta no verso mudo, (risível e mudo), como este...

E, tão sensível, você contemplaria até o invisível,

Você escutaria por trás da vida, no cinema mudo,

Como todo grito mudo, inefável e paradoxal, em si mesmo !

Sim, você é o diretor metafísico do seu cinema mudo,

E tudo, em seu filme, é a sua própria vida,

Entre risos e lágrimas, entre nada e tudo,

Nas cores inexatas que o sentimento abriga !

Então você dirige sua própria história,

Seu enredo único e sempre oscilante

Entre luta e paz, entre dor e glória,

Com a estranha câmera do amor gigante...

Na cor da vida, seu filme só faz sucesso

Se a sua alma tiver sabedoria,

Pois o tempo é um espetáculo que não cobra ingresso

Pelos cinemas materiais, em qualquer dia !

Mas você já está no maior cinema do mundo:

O cinema único do seu próprio ser,

Onde o silêncio se faz de enigma tão profundo

Que uma emoção cega pode voltar a ver,

No amanhecer do céu fecundo,

No escarcéu tão mudo nesse alvorecer!

Pois enquanto você vê as injustiças das cidades,

Ao vivo, pela Internet, pelo cinema ou pela TV,

Saiba que ainda nascem múltiplas desigualdades,

Mas você se pergunta, de vez em quando: o que fazer?

Não, não abra seus ouvidos ao grande engano

De pensar que tudo se resume a ter

Dinheiro e fama, neste mundo insano,

Beleza e poder que podem não trazer

A paz de espírito, real, além de todo plano;

Além de todo plano, onde estará você ?

Senhoras e senhores, eis o novíssimo cinema mudo,

Sem dores digitais, sem tecnológicos decibéis,

Na montanha- russa, entre nada e tudo;

E, se quiserem mais surpresas, peguem já os seus papéis.

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poema registrado por Juliana S.Valis,copyright.
 
SURPRESAS DO CINEMA MUDO

SER POETA

 
SER POETA
 
SER POETA
Juliana S. Valis

Para ser poeta, basta ouvir a alma,

Expressando amor que já transcende o mundo,

Como toda cor no sonho que te acalma,

Como toda flor no que há de mais profundo !

E quando tuas letras voarem, sós, aos ventos,

Pelos labirintos e ruas de todos nós, crianças,

Verás o amor no ápice dos sentimentos,

Nos devaneios líricos que tu mesmo lanças...

Pois a vida sempre nos ensina tanto

Que não podemos retribuir-lhe com ingratidão,

Em que pese a dor de cada verso e pranto,

O universo é espelho do que os atos são

E como vão fazer, assim, do vácuo um santo,

No ardor de um êxtase do coração...

Por tudo isso, a alma já declama

Infinitos versos aos sonhos tantos

Nesses universos de quem sempre ama,

Dispersos, sim, entre risos sós e prantos.
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