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Poemas de desilusão

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares da categoria poemas de desilusão

Estou triste, desiludida e cansada 🌹

 
Estou triste, desiludida e cansada 🌹
 
Estou triste, desiludida e cansada
Das dores que me castigam
O corpo e a alma
Das injustiças, de tanta falsidade
E a hipocrisia do ser humano
De ver as pessoas a viver de aparências
De ver tanta desigualdade
Entre ricos e pobres
De ver tanta maldade, que fazem às crianças
De tanta incompreensão no trabalho
Das falsas promessas dos nossos governantes
De conviver com pessoas egoístas
Maldosas fúteis e inúteis
De ver prosperar a impunidade
A nossa justiça é cega
De ver tanto sofrimento, no abandono dos velhos
De tanto desamor, entre pais e filhos
De ver tanta falta de fé e de esperança
De ver portas fechadas para quem mais precisa
Que mundo é este em que nós vivemos?

Lavo a minha alma triste
Num terror latente
De gelado mar de tanta desilusão.

🌻🌹
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
Estou triste, desiludida e cansada 🌹

Inverno frio de meu coração

 
Inverno frio de meu coração
 
Fico as vezes sem os momentos, perco-me dos instantes da vida
Como um sombra me padeço na desilusão
Para uma direção os ventos me leva em sonhos
Quem causa tudo isso é você um amor não correspondido
Fico noites sem dormir, te amo tanto, acordo nas madrugadas
Aquele silêncio vazio vivo em espanto
Inverno frio de meu coração, nevoando

Flores de minha boca que choram na primavera
Folhas de outono, caindo em lágrimas no chão
Verão de meus lábios ficam sem o brilhos do sol quando não beijado, minha alma chora
Na desilusão meus olhos triste em lágrimas
Pingam as gotículas em minha dor

Ando pelo mar da vida em busca de ti
Nem o tempo apagará os meus passos
Somente você me completa
Vou pelos caminhos dos teus olhos tentando te encontrar
Você é o meu amar, o meu mar
Por você morro de paixão, hoje sou somente solidão

Autor: martims
JOS´SE CARLOS RIBEIRO
12.08.2015

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Inverno frio de meu coração

*TRISTE SONETO✿

 
*TRISTE SONETO✿
 
 
Triste soneto à morte prematura
Dirás que a vida cansa em amargura
No coração digo antes
Ferida rasgada de uma navalha

Vai a vida, tão mal gasta
Quando eu morrer, eu sei
Tu escreverás
Consciência que nos retalha

Triste soneto de uma morte prematura
O desejar, o querer, o não bastar
Dirás que a vida cansa em amargura
E, enganado procuras a razão

Pálido e frio, tu me cantarás
Que o acaso de sermos, justifique
Nas quadras, reflectido se lerá
De como, vã e breve, a vida expira
E como em terra funda, dura e fria

A vida, má ou boa, acabará
Eis o que dói, talvez no coração
Que a morte é um mistério
Onde tudo é fugaz
Contente por tê-lo escrito bem
Um triste soneto à morte prematura.

&
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
*TRISTE SONETO✿

O medo acorrentou o sentimento 🌻

 
O medo acorrentou o sentimento 🌻
 
Acorrentou o sentimento
Bloqueou o meu caminho
Apagou o brilho das estrelas
Esquartejou a minha liberdade

Afogou a minha mente
Amputou a minha alma
Escureceu o meu coração
Amordaçou a minha vaidade

Quebrou os ossos do meu corpo
Secou todo o meu desejo
Limitou a minha visão
Cegou a minha verdade

Acorrentou o meu destino
Travou os meus passos
Enforcou os meus pensamentos
Calou as minhas palavras

Esfacelou todos os sonhos
Matou tudo de bom em mim
Condenou as minhas lágrimas ao deserto
Esfaqueou o meu peito

Tornou a minha coragem em covardia
Selou a minha boca
Murchou as minhas flores
Quebrou as minhas memórias

No fim, o medo transformou-me num escravo.

Como eu
Gostaria de correr como os lobos
Para subir a serra
E gritar tudo que me sufoca.

🌷 🦋

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
O medo acorrentou o sentimento 🌻

*REMENDO O MEU CORPO FERIDO♥

 
*REMENDO O MEU CORPO FERIDO♥
 
 
Remendo o meu corpo ferido
Visto-me de poesia
Onde coso e remendo
Com as linhas da lua

Coso com amor
Coso com paciência
Coso todos os trapos
Que me cobrem o corpo

Coso, remendo, rasgo
Esta desalinhada mente
Enquanto coso
Vou-me encostando a ti

Para não coser sozinha
Neste meu remendado passo
Das insónias em ponto cruz
Coso rasgo e remendo

Enquanto me deito contigo.

Quando a dor é demais
Bendito o amor que nos dá asas
*
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
*REMENDO O MEU CORPO FERIDO♥

✿A minha doce alma está sepultada*

 
✿A minha doce alma está sepultada*
 
A minha doce alma está sepultada
Esquecida, derrotada, aprisionada
A solidão é tanta
Que a angústia parece sufocar-me
Sufocada numa mente vazia
Que grita para ninguém ouvir
Cativa por medos
Feridas abertas que tardam em fechar
O desespero leva-te ao delírio
E o coração parece parar
As lágrimas que caem dos olhos
Queimam-te a face
Mas que fazer quando se perde o gosto pela vida?
Vou esperar até a tempestade passar
Afinal isto não vai durar para sempre, vou acreditar
Que a minha alma vai voltar a sorrir.

🌸
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
✿A minha doce alma está sepultada*

Sou um velho diário deitado no lixo 🌻👒

 
 Sou um velho diário deitado no lixo 🌻👒
 
Sou um velho diário
Deitado no lixo
Na areia esquecido
Quando a dor não cabe no peito
Fica na alma e transborda de insónia
Sou um velho diário
De rosto estampado, calor
Fogo, alegria nostalgia e expressão
Sou música, palavras, frases
Um reviver, uma ilusão
Do presente e do passado
O meu diário é um amigo
É uma doce companhia
Pétalas de rosas entre as folhas secas
Numa bela recordação
Mas hoje querido diário será diferente
Vou sorrir e voltar a viver
Deste diário velho deitado no lixo
Que tanto amou deixou saudade.

Escrevo o que o meu coração vê
Mas a minha alma
Sente-se num jardim de belas flores

🌹🌻👒
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
 Sou um velho diário deitado no lixo 🌻👒

ღANDAS A RASGAR-ME *

 
ღANDAS A RASGAR-ME *
 
Andas a rasgar-me os olhos
Pelas horas que choram
Num tempo embriagado de dor
Dilacerando-me o peito
Neste abismo que morre calado
Afogado sentimento em carne viva
Espreme-me a melodia que o vento trás
Saudades feridas perseguidas em mim
Serôdios momentos de agreste agonia
O medo perde a fala, a visão, a inocência
Num desamor constante em poesia

São os sentimentos
que mais deixam saudade
nas palavras que ficam por escrever
*
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
ღANDAS A RASGAR-ME *

✿BEBO DESTE MAR*

 
✿BEBO DESTE MAR*
 
Bebo deste mar salgada água
Para não me afogar deste veneno
Que a vida me dá, trazendo-me a poesia
Na alma dilacerada no peito pelos desígnios
Inventados pelas almas que gritam
Na indistinta e confusa mente de cada um
Onde engole o sal na penumbra, consciência
Do que somos ou seremos neste mundo
De veneno, de desassossego, de inquietação
Dói-me qualquer sentimento que desconheço
Escrevo estas linhas, dou-me por insatisfeito
Pelo cansaço de todas as minhas ilusões vividas
Pois perco a razão, o pensamento desta minha
Doente mente sem vergonha de não ser intelectual
No corpo como uma forte náusea no estômago

💘
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
✿BEBO DESTE MAR*

ღ Escrevo as cinzas na alma *

 
ღ Escrevo as cinzas na alma *
 
Escrevo que as cinzas do meu rosto
São feitas de letras, palavras escritas
Com os dedos de fogo numa melodia
Entre os lençóis de seda preta de lava

Mordo a escuridão num véu que me cobre
O rosto nas cinzas que voam na escuridão
Alma que a solidão tratou virar do avesso
Corro, fujo, entre as rimas de fúnebre

Sentimento meu, para não me afundar
Neste meu amordaçado sentir retalhado
Escrevo as palavras que o meu coração dita
Na poeira que as cinzas deixam na lareira

Resto de fogo, de luz, na sufocada escrita esta
Que corre nas veias, sangue numa prece muda
Muda de letras, palavras sentidas como um campo
De belas papolias que o vento tenta levar a dançar

Num lençol de letras escritas de momentos nossos
Onde o meu corpo pede o teu, num viril vendaval
De palavras, história de amor escrita num deleite
Mútuo, nas cinzas que nos cobrem o corpo como fogo.

🍂
Isabel Morais 💖 Ribeiro Fonseca
 
ღ Escrevo as cinzas na alma *

*CANSADA DE SORRISOS FORÇADOSღ

 
*CANSADA DE SORRISOS FORÇADOSღ
 
Estou cansada, triste de sorrisos forçados
Conversas onde ninguém ouve ou quer ouvir
Onde todos queixam-se e ninguém tem razão
De máscaras, de fingimentos, mentiras
Choros paranóicos, de aparências ilusórias
Realidade construída, de sonhos, desilusões
Da crueldade e da curiosidade mórbida alheia
Orgulhoso desmedido sem vergonha
Estou cansada de gente falsa sem sentimentos
Cansada da tanta injustiça de tanta maldade
Que me deixa com um nó preso na garganta
Porque não consigo engolir todo o mal
Sinto-me cansada deste mundo de mentira
Falsidade e intriga, nos dias de hoje é muito difícil
Encontrar alguém que realmente queira o teu bem
É uma deceção, sinto-me cansada, neste mundo
De tanta maldade e futilidade.

Benditos sejam
Todos os meus inimigos
Eles pelo menos
Não me conseguem trair.
*
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
*CANSADA DE SORRISOS FORÇADOSღ

Sou uma sereia que anda perdida 🌹

 
Sou uma sereia que anda perdida 🌹
 
Sou como um barco perdido
De um pirata adormecido
Que vive encantado pela sua bela sereia

Que canta nos seus ouvidos e gela-lhe o coração
A tempestade e o vento balançam o navio
Com o seu corpo vazio e sem emoção

Perdido de amor está pela bela sereia
Que não vê que está perdido
Neste mar encantado do seu amor e paixão

Lá vai a sereia perdida anda à deriva num barco
Sem rumo, nesta tempestade de amor e de desilusão
Levando consigo um coração frio, gelado

Com medo das palavras servir, partilhar, verdade
Liberdade, amigo, sorrir, falar, ouvir, dialogar
Compreensão, confiança, compaixão, ternura, amar

Anda à deriva, a nossa sereia neste barco sem rumo
Com medo das palavras fortes que tocam
O coração gelado que derrete com medo

Somos como areia e o mar, juntos e enrolados
Quero amar-te como as nossas bocas sabem amar
Queria ser uma sereia para ver as estrelas do céu

Beijar-te esta noite a saber a sal
Amar-te como os salpicos,de água salgada na tua pele
Encontrar-te no mar e perder-me na areia

Quero amar o cheiro a maçã da tua pele
O brilho dos teus olhos castanhos
O sorriso dos teus lábios da tua boca

A minha pele com a tua, os meus olhos nos teus
Os meus lábios em ti com cheiro a hortelã na tua boca
Sou uma doce sereia que anda perdida no mar.

🌸👒
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
Sou uma sereia que anda perdida 🌹

*Perdi-me nas sombras na chuva ✿

 
*Perdi-me nas sombras na chuva ✿
 
Perdi-me nas sombras
Molhei-me na chuva
Desci ao inferno
Senti os seus horrores
Sombras perdidas na chuva
Onde abri feridas e rasguei as dores
Olho a janela
As gotas batem nos vidros
Sinto-me exposta aos temores
Perdi os sentidos e todos os amores
Corrói-me com o ácido no corpo
Porque ousei e desejei cheirar as flores
Jardim solto da minha alma
Desci ao inferno, senti os horrores
Perdi-me nas sombras, molhei-me na chuva.

Abra a porta
Para que entre
A luz da felicidade

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
*Perdi-me nas sombras na chuva ✿

✿GRANIZO NA ALMA *

 
✿GRANIZO NA ALMA *
 
As tempestades de granizo
Que assaltam a nossa alma
E o nosso coração
São como as pessoas
Que nos mentem enganam
E traem, que apunhalam-nos
E deixam em carne viva
As nossas costas e o coração
Sentimo-nos como se estivéssemos
Geladas de desgosto
Como dar ou se dá a outra face
Se elas parecem lobos em pele de cordeiro
Será que não podemos abrir mão das pessoas
Com defeitos e que devemos perdoar?
Elas não veem que a beleza fundamental
Está no interior do coração
Não quero iludir-me umas são do bem
Que trazem amor, mas outras trazem o mal
O ódio, a inveja e o rancor
As tempestades são passageiras
A maldade humana não.


Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
✿GRANIZO NA ALMA *

Oh morte de longas negras vestes, os lobos ✍

 
Oh morte de longas negras vestes, os lobos ✍
 
Oh morte de longas negras vestes
De garras afiadas, foice na mão
Oh amiga esperança que agarra a alma

Que acelera tão forte o coração
Granito polido, escorrido do céu
Soltam uivos de medo ou escuridão

Entre os lobos que anunciam a morte
Largam suspiros arrancados no peito
Capa sombria que lhe cobre o corpo

Fecundadas mágoas das dores sentidas
Lágrimas soltas caídas nas velhas eiras
Nas pedras frias que já cobrem os ossos.


Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
Oh morte de longas negras vestes, os lobos ✍

✿RONDA DA ALMA*

 
✿RONDA DA ALMA*
 
Quanto mais escavamos mais profunda é a nossa escuridão
Que transportamos connosco em certas ocasiões da vida
Transportamos tempestades numa ventania submissa
Poema em compassos sem respirar sangue
Sepultam os ais de tantos sentimentos sentidos
Deixados na dura insensatez de uma surdez aos ventos
Lágrimas extintas numa primavera em prisão
Quimeras que se desvanecem nos bordados em festa
Jasmim perfumado que ficou no xaile de um pobre verso
Escavamos uma saudade numa memória sonolenta
Viragem mutilada no coração de quem sofre sem delírio
Se a solidão não me rondasse a alma pouparia muitas
Lágrimas perdidas venceria as tristezas no meu coração
Inventaria sorrisos sonhos perfeitos de ilusões esquecidas
De tantos sentimentos sentidos.

*
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
✿RONDA DA ALMA*

*HÁ EM MIM UM SILÊNCIOღ

 
*HÁ EM MIM UM SILÊNCIOღ
 
Há em mim um silêncio
Uma agonia que me afecta
Que se esconde nos instantes
Perdidos dos dias de inquietude
Há em mim uma mágoa que vai ficando maior
Num longo triste e eterno percurso
Onde os meus escritos estão gravados
Na minha própria loucura talvez sã
Livro-me desta demência num velho livro
Já lido e gasto pelo tempo.

A gratidão é agradecer
O pouco que temos.
*
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
*HÁ EM MIM UM SILÊNCIOღ

*REMANSO DE MIM ღ

 
*REMANSO DE MIM ღ
 
Tenho receio de não ser eu
Fecho os olhos no escuro
Mergulho nas geladas águas
Das palavras no limo da dor

Angústias soltas no meu corpo
Colho no remanso as palavras
Desordenadas das águas frias
Que me afoga no excesso delas

Intensidade acorrentada de pasmo
Dores na memória tantas vezes
Água canalizada, lembranças de mim.
*
Quem sou eu? Uma sombra,
esquecida de mim mesma,
afogada de dor, na escuridão,
desta podridão da sociedade,
consumista, corrupta.!
Que sou eu?
cada vez mais sozinha,
com medo da vida,
com medo de viver,
à beira do poço cheio,
de água funda, profunda,
gelada, fria.!
Olho-me ao espelho e não sei,
quem sou, vejo os meus olhos,
que não são os meus secos, vazios,
como se visse a minha alma a arder,
nas trevas a pedir socorro, ajuda.!
Quem sou eu ??
Não sei, talvez alguém,
na solidão de um amor
Tenho que aceitar,
ser quem sou hoje e amanhã.

*
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
*REMANSO DE MIM ღ

Quando a morte chegar as flores serão imortais🌹

 
 Quando a morte chegar as flores serão imortais🌹
 
Quando a morte chegar
As flores serão imortais
Os lameiros verdes e frescos
As fragas estarão escaldantes
Pois quando a morte chegar
O meu coração sentirá paz
Murmurarei uma canção
E as aves levarão a minha solidão
Para longe sem eu saber
E na mão de Deus descansarei
A minha alma
Quando a morte chegar
Sentar-me-ei num palácio encantado
Como numa escada estreita de ilusão
Entre um suspiro tímido de idos adormecidos
Quando a morte chegar
Espero estar pronto para recebê-la
Com a paz das flores na alma
E sem tempestades no coração desta minha partida.

✍ 🌼
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
 Quando a morte chegar as flores serão imortais🌹

ღOS OLMOS *

 
ღOS OLMOS *
 
Andam pela luz do vento
Sem correr no tempo parado
Num mundano contemplar
Enche a boca num calão perverso
Para não chegar à alma
Profeta da essência mais mortal que os anjos
Que imita um mestre já morto
Mudo esse o seu mundo
Num rio que corre sem correr
Achado instinto de um dom
Sofridão que verte intensamente
A solidão sem poder ver a luz
Entre uma caixa deixada sem almas
De um poeta mudo, amordaçado na carne
Pela lua cheia entre as folhadas dos olmos
Onde se esconde com medo mas não dos lobos

Há em mim um místico sentimento
De felicidade nesta tela pintada pela natureza
Vista por fora e sentada me encontro
Olhando por dentro sentindo-me a flutuar
Nas cores que vejo e revejo na tela
Deixo-me voar por entre montes e vales
Caminho de terra batida na branca geada
Onde o inverno morre despido
Pela intensa neblina na serra de Bornes
E em cada degrau me há-de levar ao céu.

*
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
ღOS OLMOS *