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Poemas infantis

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares da categoria poemas infantis

A criança. A vida. A candura...

 
A criança. A vida. A candura...
 
Como é bom ter uma criança...
Em seu esplendor!
Seja como for.
Não pode faltar amor!
Senão ficam tristes descolorindo
Seu mundo de sonhos.
Sonhos: sonhados,
Não percebidos por sua inocência.
A criança. A vida. A candura...
A ternura de ser inocente
Compara-se ao bailar das folhas
Tocadas pelo vento...
Ao nascer do sol, ao brilho das estrelas,
No desabrochar das flores – um rebento!
Impetuoso perfume da vida...
No sabor dos doces, mesclados de carinho.
Tê-las ou não tê-las no seu ninho?
Um sorriso divino – valioso tesouro,
Renova a esperança - inspira confiança!

Guarulhos, 08/11/2014 – Mary Jun
 
A criança. A vida. A candura...

Adopções de Amor e Piedade

 
No seguimento da leitura feita hoje à partilha do poeta Correia - " E amanhã um anjo" venho partilhar, um poema infantil já guardado há dois anos atrás.

Adopções de Amor e Piedade
Capítulo Um – Manuel, o gato cantor

Era uma vez um gato chamado Manuel
assim baptizado por sua mãe adoptiva
pois que era um nome muito comum e
por essa razão, assim se deveria chamar

Manuel era um gatinho calmo e meigo
Que adorava mimos e outras ternuras
Não fora ele um derretido que se dava
Todinho nos colos dos pais e em turras

Manuel era um belo gato pardo cinzento
De focinho redondo e olhos verdes

Manelinho tinha mais cinco irmãos
E sabia que o afecto que recebia
Era igual para todos os manos
E assim era, apesar dele ser o meloso mor

De noite, subia à cama de sua mãe
E se aninhava suavemente a seu lado
De vez em quando, mamãe acordava
Cheia de cócegas que os seus bigodes
lhe faziam, porque Manelinho gostava
de ronronar em volta do rosto da mãe.

A mãe do Manelinho era esquisita
Depois de ser acordava, ela não se zangava
Acendia a luz da mesinha de cabeceira
Sorria para o Manelinho e abraçava-o
Depositando-lhe mutios beijos na testa
Aninhando-se, logo de seguida com ele
a dormir com um sorriso imenso na face

Manelinho gostava muito de cantar
Subia aos móveis para ficar mais alto
E dali miava bem alto suas cantorias
Mamãe sempre dizia: “ ainda me hás-de
Ajudar a pagar as contas com essa vozinha”
E ele ficava pensando“ ela é mesmo esquisita”

Cantava, mas cantava tanto, que os irmãos
Faziam uma grande galhofa gozando com ele
É que os irmãos gostavam mais de brincadeiras
desafiando-o constantemente para as correrias

Manuel descansava a voz e nem sempre queria brincar
O que originava algumas zangas bem sonoras
A que sua mãe assistia rindo a bom rir
E lá ficava ele pensando “ ela é mesmo esquisita
Nem se importa com as nossas zangas”

Numa casa grande toda disponibilizada para ele
Manelinho vivia feliz com todos os manos e os pais
E naquela casa a vida era boa e muito tranquila
como o deveria ser para todos os outros seres vivos
longe da crueldade e da insensibilidade humana.

O gato Manuel nasceu em 08/06/2009 e foi registado no Municipio de Lisboa com o nome de “Egas Manelinho”

Eureka, 04.09.2016
 
Adopções de Amor e Piedade

...Menino, menina CRIANÇA!...

 
...Menino, menina CRIANÇA!...
 
Apenas um sorriso, um olhar, uma lágrima...
E corações rendem-se, serenados:
serenados, com a vida.

Criando em nós a paz,
alegria e harmonia.
Uma riqueza Divina...
Milagre de Deus!

Trás na sua inocência o encanto da lua
pura magia em seu mundo de sonhos e fantasias...
histórias, brincadeiras, doces, contos, presentes.
... Imaculados...

Passamos a amá-los;
Tal qual a nossa vida.
Sim!...Pois é parte de nós;

Navegamos no seu mundo
Como um barco a deriva sem leme.
Ao nos surpreender com suas peripécias...
quando alçam voos sem se preocuparem;

Sorrindo: o sorriso da verdade!
Amam sem cobrar, simplesmente amam...
Precisam apenas: de carinho, amor e respeito.
Para desabrocharem em seu esplendor.
...Menino, menina CRIANÇA!...

11-10-2013 - Mary Jun


A realidade de muitas crianças é mendigando quando deveriam está no aconchego do seu lar. O que Fazer??
 
...Menino, menina CRIANÇA!...

Se eu fosse...

 
Se eu fosse uma sereia
Vivia no imenso mar
Conhecia todos os peixes
Com eles podia brincar.

Se eu fosse uma sereia
Seria bondosa e bela,
Ao luar me penteava
Como uma linda cinderela.

Se eu fosse uma sereia
Vivia no mar salgado
Esperava todos os dias
Pelo meu amado.

Se eu fosse uma sereia
Encantava os pescadores,
Cantava lindas canções
Pintava o mar às cores.

Júlia Lopes 4º ano B Muro
 
Se eu fosse...

O meu Jardim

 
O meu Jardim
 
O MEU JARDIM

P'la manhã nasce o Sol

Aquece toda a Natureza

E logo o Sr. caracol

Aparece, com toda a ligeireza!



No jardim surge a fadiga

Uns rastejam, outros esvoaçam

E logo a Dª.Formiga

Diz bom dia aos que passam.



Alegre o Sr. Sapo

Coaxa a manhã inteira

Arfando ao Sol o seu papo

Com alegria verdadeira!



D.ª Abelha que é mestra!?

Percorre todas as flores

Dª.Cigarra dorme a sesta

E depois, canta aos amores!



Que aflição ali vai!

D. Gafanhoto saltou!

Foi ver, quem deu um ai

Quem a Minhoca devorou?!



D. Grilo de preta asa

Deixou logo de cantar!?

Vendo pousado na salsa

Um passarinho a chilrear!



Dª.Aranha que é esperta

Vai tecendo a sua teia

Cai um incauto, está certa

Que já tem a sua ceia!



É noite, já todos dormem

Só D. Morcego procura...

Chega a Lua e chega bem

Cobre-os a todos com ternura.



Me perdoem os amigos da poesia, espero não me levem a mal, porque hoje o «serão» é para crianças.

rosafogo

Esta ideia de postar poesia infantil surgiu ao ler a poesia de hoje da Poeta amiga Sterea.
 
O meu Jardim

O mundo dos sinais

 
Encerrado no teu mundo
perfeito e impenetrável
onde é difícil entrar
e interpretar os sinais,
desvendar os teus mistérios,
poder contigo brincar

Crias rotinas de vida
Que não deixas partilhar.
E finges que nem me vês.
No autismo dos teus sonhos
és um menino diferente...
Criança tão especial!

É na leveza das águas
que te soltas, que te entregas
às carícias de um amigo
que, apesar, de ser golfinho,
permites que te dê beijos
que agradeces com abraços

Conheces bem os seus sons
e respondes aos seus estímulos
com um sorriso rasgado
e captas as vibrações,
sabes sua linguagem,
com ele te comunicas.
A mim tu não te revelas,
sou só um simples mortal!

Maria Fernanda Reis Esteves
49 anos
Natural de Setúbal
Email: nandaesteves@sapo.pt
 
O mundo dos sinais

Sonhos de menina

 
Sonhos de menina
 
A maciez da tua pequena mão

aperta, forte, a conchinha

que a onda do mar te trouxe

E enches de riso o sol (estrela maior)

que dourou o teu cabelo

em longos cachinhos de ternura

A areia é o teu brinquedo

nela constrois o teu segredo

num alto castelo de espuma

E sonhas que és a princesa

que esta praia é teu reino

ensolarado de amor

Que nunca se esfumem teus sonhos

E o teu barco de papel

rume às tuas fantasias

Que os teus olhos puros

sempre brilhem, como pérolas

em teu rosto de menina



Maria Fernanda Reis Esteves
48 anos
Natural: Setúbal
 
Sonhos de menina

FESTA JUNINA (Poema infantil)

 
FESTA JUNINA (Poema infantil)
 
Ao João damos as mãos
Ao Antônio o coração
Pedro e Paulo emoção
Então vamos dançar
Estes dias festejar
Com animação e alegria

POR FAVOR, PARA MELHOR LEITURA, CLIQUE NO POEMA
 
FESTA JUNINA (Poema infantil)

Gatinho feio

 
Gatinho feio
 
Tenho um gato pequenino
Arranha, salta, faz maluquice
Morde tudo, mas faz o pino
Se o apanham na traquinice

Por isso vejam que esperto é
O meu gatinho que o pelo eriça
Tão vaidoso cai sempre em pé
E até armante é na preguiça

Tenho um gato sorridente
Boca dentada, olhar certeiro
Guloso come o que é da gente
Se à mesa chega em primeiro

Por isso vejam que esperto é
Este gatinho de palmo e meio
Confio nele, dá-me uma fé
Que cada dia vai ser bem cheio
 
Gatinho feio

BICHUS NOJENTUS

 
BICHUS NOJENTUS
 
 
um poeminha quase didático, proibido para maiores. Estes; já cheios de vícios e manias.

'bichos escrotos'. bem lembrou meu mano Dill

Rasteiros vinham os dois;
ela uma barata faceira
vestida de rosa e branco
de braços com seu amado,
um ratão velho, gordo e manco.

O dia era após uma festa,
e os donos da casa dormiam,
momento melhor não havia
pra rastejarem-se pela cozinha
e ‘ratobaratarem-na’ todinha.

Mas duma coisa não sabiam;
o cão de guarda era o vigia,
com aqueles grandes olhos, os viam.

Um susto.
Oh! Um canino...

Tentaram então iludi-lo.
Correu a barata para um lado
para o ratão fugir pelo outro.
Mas, gordo manco e atrapalhado,
tropeçou nas próprias patas,
e em cima da frágil amada caiu,
esmagando a coitadinha.

Ficou lá caída, no piso frio, sozinha.
Para nós; um lugar cheio de sujeira,
para eles, fartura de comidinhas;
farelos de biscoitos, doces, bolos,
nacos de pão besuntados de gelatina,
espalhados pela mesa e cadeiras,
e um mesmo tanto no chão.

Na pia, tudo ainda por lavar;
muitas panelas sujas, travessas,
canecas, copos e taças,
facas, garfos e colheres,
uma enorme pilha de pratos,
junto com restos de comidas.
Era um triste cenário.

E a barata?
Por favor, não me perguntem.
Não sei se ela está viva.
Não sei se ela está torta.
Só sei que pelo peso do ratão;
pode ser esteja morta.

Aí bem no canto da parede,
ouviu-se um barulhinho,
numa lata de lixo aberta...
Eram umas moscas, sorrindo...
Plaft!... Plaft, plaft, plaft!...
Não mais agora... nem zunindo.
 
BICHUS NOJENTUS

Azáfama no Jardim

 
Azáfama no Jardim
 
Azáfama no Jardim

O ZANGÃO parou na rosa
O LOUVA A DEUS na violeta
e a ABELHA laboriosa
Cruzou-se com a borboleta.

Passa o vento rezingão
Leva tudo à sua frente
Só o GAFANHOTO é que não
Que logo salta de repente.

Não pára a FORMIGUINHA
Corre a encher o celeiro
Tráz cheia a barriguinha
Tem comida p'ró ano inteiro.

Mas aquele canto divino
É a CIGARRA que o canta
Diz que cantar é o destino
E assim seus males espanta.

Ouve o conselho de alguém?
Não! Nem ninguém a faz calar!
E não é que o Inverno aí vem?!
E ela sem comida arrecadar.

Faz calor, sinto-me mal!
Diz ela: mas vou com saudade!
Vou cantar p'ró fresco milheiral
Mas levo comigo vossa amizade.

Fica triste o GRILO e responde:
Canto eu agora sem companhia?!
Vais-te embora e o sol se esconde
E eu choro escondido na malvasia.

São agora horas mortas
Já a Lua vem espreitar
Ali pr'o lado das hortas
Há PIRILAMPOS a passear.

Mais pr'o lado do figueiral
Anda a PERDIZ disfarçada
Com a prole e tão feliz afinal!
Deixemo-la em paz sossegada.

Já o manto branco da aurora
Chega é manhã do novo dia...
Esvoaçam todos alegres agora
Cumprimentam-se com alegria.

BOM DIA! BOM DIA! BOM DIA!

rosafogo

Desafio à minha amiga Stérea.
Hoje lembrei-me, duma outra poesia que fizémos algum tempo atrás e apeteceu-me brincar um pouco com as palavras, fazendo um poeminha infantil.
 
Azáfama no Jardim

D. Cegonha

 
D. Cegonha
 
D.CEGONHA

A lezíria acordou cedo
Já é grande a confusão
O almoço não está azedo
Querem todos uma refeição.

Sr. Coelho sai a saltitar
Molha as patas na geada
Mas não consegue esperar
Que a fome é apertada.

Lá vem a D. Cegonha
De papo bem levantado
Mas hoje vem enfandonha
Tráz até um ar perturbado.

Anda pela lezíria vaidosa
Mora num vigésimo andar
Morada até perigosa?!
P'rós filhotes a chegar.
De vez em quando ela espreita
P'ra ver Sr. Sapo saltar
Já é tarde quando se deita
Mas sonha que o há-de apanhar.

Ai Jesus! Grita o Sr. Sapo!
Todo ele em alvoroço
D. Cegonha e seu papo
Preparam-se para o almoço.

Logo ali uma algazarra
Até foge D. Libelinha
Também a D. Cigarra
Esquecera a fome que tinha.

Logo passa por ali
D. Doninha acompanhada
Ai Jesus! Que mesmo aqui
Vai ela atravessar a estrada.
Foi tamanho o alarido
Que ao rio Sr. Sapo caíu
Mas que almoço tão sofrido
Molhou-se está cheio de frio.

O rato do campo foge
E evita a confusão
E diz:
Meu Deus que dia o de hoje
Quase morri do coração.

D.Cegonha extenuada
Vai para casa de para-pente
No papo não leva nada.
E já nem sabe o que sente.

Chega de pronto a Lua Cheia
Descansada está então
A barriga não está cheia
E p'ra maior confusão
Passa a rasar Sr. Falcão.

Ai Jesus, como vai ser
Já não posso ir cear não
Já está a anoitecer
É a hora do ladrão
Não quero mais confusão.

Cá em baixo, há grandes sustos
Muitos olhos a brilhar
Por entre aqueles arbustos
Quem é que pode confiar?

rosafogo

Esta histórinha, fiz p'ra minha neta ler na 3ª
classe, mas hoje dedico à minha amiga Sterea
porque sei que ela adora, ler história para adormecer.
 
D. Cegonha

Lua

 
Lua
 
Lua
És tão brilhante
E animante
E também és fascinante.

Lua
És redonda
E atrevida
Espreitas os namorados
De noite e de dia.

Lua
Da meia-noite
Ilumina cá para baixo
Perdi os meu amigos
E no escuro não os acho.


Miguel 4ºano Trofa
 
Lua

PLIM, PLOC, TREC. BLEM... VIVA!

 
Plim. Plim. Plim. Plim.
A fadinha
disse a mim
que o príncipe encantado
era um sapo
era sim.

Ploc. Ploc. Ploc. Ploc.
meu beijo
desencantou
o príncipe que era sapo
no cavalo
me levou.

Trec. Trec. Trec. Tec.
Destemido
derrubou
a floresta tenebrosa
e a magia
acabou.

Blem. Blem. Blem. Blem.
foi o sino
badalou
no castelo da realeza
e a festa
começou.

Viva. Viva. Viva. Viva.
o Príncipe
e a Princesa
gritam todos de alegria
felizes serão
com certeza.

editado em 2009 na antologia; 'Trago-te um sonho nas mãos', pela Temas Originais, Coimbra-PT.

'no domingo, fez parte dos trabalhos de entretenimentos, com leituras de poesias infantis, as crianças desabrigadas'
 
PLIM, PLOC, TREC. BLEM... VIVA!

Amizade

 
Amizade é feito
manhã
que nos resgata da
escuridão.

Amizade cheira
à hortelã
hálito límpido e bom.

Amizade é compartilhar
momentos
felizes ou não.

Amizade é ser suporte
na queda
na subida oportuno empurrão.

E se, um dia,
sofrer qualquer dano
amizade também é perdão.
 
Amizade

um poema para descomprimir

 
não me chame de flor.
delas não tenho nada.
seres inertes e pasmados
onde todo o bicho pousa.
na jarra então é coisa triste.
beleza
e perfume
desvanecem
e você deita no lixo.

chame-me então de princesa,
se quiser ser meu amigo,
dessas de conto de fadas.
que se lixe o feminismo,
assim vais ver que me agradas.

princesas fazem tranças
com paciência
para um cavaleiro
as vir salvar.
beijam sapos,adormecem,
a todos os animais enternecem.

princesas são felizes para sempre
só por causa do amor.
puras,são belas por dentro
e contentes na floresta,
não na torre
da sua dor.

posso também ser bruxinha
dessas dos contos de fadas.
gosto daquelas poções
em enormes caldeirões,
das suas magias veladas.
bruxinha tem energia
para voar
e quando querem uma coisa
é vê-las a trabalhar!
bruxas são odiadas
mas não desistem nunca...são tramadas!
 
um poema para descomprimir

MEU AMIGUINHO

 
MEU AMIGUINHO
 
Tenho um cão muito pequenino
E o seu nome é Teco
É muito alegre e muito ladino
E às vezes um pouco malandreco

Ele já é muito velhinho
Sua cauda alegremente dança
À espera de um carinho
Quando vê uma criança.

Ele é muito meu amigo
É um cão muito feliz
Nunca fica de castigo
Porque faz o que o dono diz.

Animarolim . 2009
 
MEU AMIGUINHO

Parabéns Mãe!

 
DE: - Nádia Gomes‎ (Filha)
PARA: - Paula Carvalho (Mãe)

Parabéns mãe.
Parabéns cara metade.
Um feliz dia,
não estou ai ao pe de ti
mas mando-te mil abraços
e beijinhos virtualmente
(até porque pessoalmente
nunca os dou, pois,
aprendi a ser assim contigo!)

Gostava de ficar por aqui...
Mas... Mas o carinho/admiraçao/amor
que tenho por ti não me deixa.
E é sempre mais forte que eu a minha dedicação a escrever-te.
Eu sei, é dificil, muito dificil
o teu dia de anos
sem alguém importante para ti,
falta sempre qualquer coisa não é?
Eu sei! A mim faltas-me tu!
Eu sei que a melhor prenda
que se calhar te poderia dar
era estar ai !

Eu sei, porque a melhor coisa
para mim seria estar num comboio
para te fazer uma surpresa
e te encher os ouvidos
com as minhas crises.

Oh! sei que agora te estas a rir.
E sabes que a mim me apetece chorar?
Sei também que não sabes
se te hades sentir triste ou feliz,
pois estou longe de ti,
sim é verdade, mas estou a fazer algo que sempre quisemoss que eu fizesse.

E por mais que te dissesse que iria faltar as aulas para passar este dia contigo ambas sabiamos que eu me iria roer por dentro por estar a perder matéria e tu estarias aflita pelo facto de me estar a prejudicar só para estar contigo.
Afinal em que ficamos? Felizes? Tristes? Orgulhosas? Ou simplesmente apagadas neste teu grande dia ?

Não ficamos mas deixamos ir ficando o que tiver de ficar de nós as duas. Porque? Porque tu és a sombra
que me protege e eu sou a consciência que te salva de toda aquela gente
que só vê a tua aparência.
Mas o que é isso? Nem sei.
Em ti vejo muito mais que isso.
Não há só uma mulher com M grande
que calça uns saltos e se ergue caminhando como uma rapariga de 20 anos.

NAO! Vejo garra em ti. Luta.
Sofrimento guardado com um sorriso.
Uma paixão pela vida.
E um cansaço disfarçado
e que bem disfarçado por um rosto
cheio de lindos traços.
Oh mãe quem me dera ser como tu !
E agora tu dizes :
"ainda mais "?
É verdade, eu sei
que sou muito parecida contigo
em todas as minhas estranhas
maneiras de ser.
Mas ainda não consegui tudo de ti.
A tua força. Aquela Frieza
que tens para os problemas.
E aquela calma...
Essa é que eu gostava
muito de ter.
Aquela que sempre
me conseguiu acalmar
quando já ninguem
consegue fazer nada de mim.

Pois é, tu é so estalares os dedos citares duas frases
e eu fico serena.

Agora diz-me como consegues?
É por seres minha mãe?
Acho que não. Tu às vezes
não és só a minha mae.
As vezes eu esqueço-me
que nasci de dentro de ti.
E penso que estou
com uma amiga no café
a desabafar sobre os disparates
que fiz na noite em que sai
e bebi uns copos e estraguei tudo.

Pois é. Tu entras em tudo.
E nunca sais de nada.
Nao ha nada da minha vida
que tu tenhas sido excluida.
E eu sei mas tenho mesmo
a mais pura das certezas
que tu nunca me escondes-te nada.
Porque mãe, eu sei, e sei bem
que te esqueces as vezes
que sou tua filha e julgas
que estas a falar com
a tua melhor amiga de infância.
Achas que me importo? Não!

Tu vais ter sempre tudo de mim
e eu sei que posso esperar tudo de ti.

Hoje aprendi
que nada é certo nesta vida.
Mas de uma coisa eu tenho a certeza,
é que tu és algo certo para mim.
És a minha soulmate.
A minha lutadora.
A minha inspiração.
Por mais erros que tenhas cometido
eu orgulho-me deles,
sei que te fizeram ser melhor mãe, amiga, mulher.
Não te perdoo por nada,
porque nunca me magoas-te.
Condeno-te por todos os dias
quando me levanto da cama,
ter sempre o mesmo sonho,
o sonho de ser como tu.
Muitos parabéns
à mulher mais linda do mundo.
 
Parabéns Mãe!

Poema sem sentido

 
Poema sem sentido
 
Poema sem sentido

Um ninho de mafagafos*
Com sete mafagafinhos
Coitados dos mafagafos
Estavam todos sozinhos

Quando se inventou a roda
Muitos ficam a acreditar
Que ela já foi quadrada
E se arredondou ao rodar

Oh!Ciranda, Cirandinha
Meia volta vamos dar
Se girar a volta inteira
Volta no mesmo lugar

Há um pote de melado
Feito de Cana-caiana
Pra não ficar lambuzado
Só tomo caldo de cana

Eu vi o mourão da Cruz
Por lá eu não vou passar
Perdoe-me meu Bom Jesus
Há fantasmas no lugar

Escravos de um tal de Jó
Só jogavam Caxangá
Jó gostava desse jogo
E não via o tempo passar.

jmd/Maringá, 20.09.16

* Mafagafo é um ser desconhecido que se diz que come papel. Não há como comprovar a sua origem pois comeu todos os documentos sobre o assunto. Pode ser também aquilo que você não gosta como GOLPE, DITADURA, MENTIRA, TRAIÇÃO, TORTURA ETC.
 
Poema sem sentido

A JANELA DA LUIZINHA

 
A JANELA DA LUIZINHA
 
HOJE CONTA A LUISINHA, A ESTÓRIA.

Tenho uma janela

Onde entra o Sol
E pendurada nela
Tenho a gaiola com meu rouxinol.

Ali perto, mesmo à beira
Coloquei um vaso com uma sardinheira
Noutro vaso um amor perfeito
De vez em quando abeiro-me
e espreito...

Ah...vejo toda a aldeia
e o relógio da torre
que toca tão triste...sempre que alguém morre.
Perto da hora da ceia?!
Toca as Avé Marias
E nunca se esquece,
Toca-as todos os dias!

Lá vem a minha vizinha
Vejo- a daqui da minha janela
Quando ela se aproximar
Falo um pouco com ela.
É bom sermos amigas, das mesmas coisas gostar.
Vamos as duas à fonte
Enchemos a cantarinha
Olhamos o horizonte
Quando o sol se deita na sua caminha.

Depois regresso à minha janela
Recollho o rouxinol
Chega a lua e eu espero por ela
Já se foi entretanto embora o sol.
Rego também a sardinheira,
de seguida o amor perfeito,
e o gato ciumento deita-se à minha beira,
para que lhe dê mimos,
Ah...este gato não ganha jeito!

Já tudo está bem sossegado
Nesta aldeia tão amada!
Só o gato a meu lado...
E eu na janela debruçada.
Amanhã chegará o sol
Que me entrará p'la janela
Coloco de novo aqui o rouxinol
Volto a olhar a aldeia, e a beleza que vejo
nela.

Boas vistas se disfrutam da nossa aldeia, os arrozais bem verdinhos, os milheirais, o sol a nascer, a fonte a correr, as casas caiadas de branco com risquinha azul ou amarela, aqui da minha janela tudo se avista, por isso mesmo, quando vou à cidade, volto sempre aqui com muita saudade...
Assim acaba a história no era uma vez...com um final feliz!

rosafogo
natalia nuno
Que pena não haver ilustrações mais variadas...
 
A JANELA DA LUIZINHA