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Poemas, frases e mensagens de Kansas

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Kansas

POEMA SINCERO

 
Tento domar os meus sentidos, quando me vêm à língua...
E a palavra anexada, vem me rondar como folha caindo da velha árvore da vida.
São sinestesias que carrego pra tentar me desfolhar do mundo.
Como o velho vestido azul num armário polido pela melhor flanela.
Quando me procuro por medo, é na poesia que meus fantasmas emocionais se manifestam...
Quando me dispo dos medos, eis mais um poema sincero vindo das minhas fraquezas!
 
POEMA SINCERO

DO

 
Do dia, a melodia ensaiada
Da saia, o vento levando
Da vida, uma lágrima secando
Da poesia, rasgado verso do peito!
 
DO

RASGA

 
Rasga os versos meus como toalhas!
Aderentes ao corpo, como navalhas...
A fazer da pele um colchão de espumas
E do fundo dos meus olhos: a procura
Rasga-me em celerada bruma!
 
RASGA

Arremate

 
Visto a roupa do conforto
Uma alma de vestido
Solta a calibrar o âmbar
Da pele eriçada pelo banho
Como ver-me em drapeado sonho
O amor costura minha pele
E a poesia me arremata!
 
Arremate

SETEMBRO

 
Ainda que o frio me faça arrepios
Como orações à flor da pele
Sinto no ar a folha renovada
Em setembro me acobertando
Como tatuagens do destino.
 
SETEMBRO

TRAPÉZIO

 
De contornos plácidos, de anéis trocados
Vagaram almas minhas...
Cruas, nuas, despidas de ironia
Nos trapézios que minhas pernas fazem
Quando procuram teu amor!
Pura alquimia.

Kansas
 
TRAPÉZIO

Vinho Verde

 
Fizemos da química onírica do beijo
Uma adega de emoções...
Vinho verde em noite quente
À sombra da lua nossos corpos brilhando
E nos lábios poemas escorrendo de amor...
Ardentes!

Kansas
 
Vinho Verde

Língua

 
Ela poderia ter pressentido:
Que a explosão interior viria
Sem medir as palpitações, ou
As erupções do coração à flor da boca.
Ela poderia ter sentido:
O canto da boca escorrendo
A salivar ansiosa pelo beijo
O mesmo que faz sangrar a língua
No momento de dizer: te amo
 
Língua

Fugitiva

 
Hoje eu vou fugir
Pela boca da noite
Como poesia negra
Belos versos de amora
Da solidão tirar sóis
E fazer deles um colar de prata
E me esbaldar pelo mundo da razão!
 
Fugitiva

O AMOR

 
Se tu viesses numa noite cálida,
Beijar-me a face, eu sairia
De dentro da alma, ventania
Das marcas de rubi na fronte pálida.

Assim, teimosa como a luz do dia
Faria do amor, o amor ingrato
Porque do teu beijo, não me esquivaria
E do teu cheiro, mentol no hálito.

Beijo a noite, como a noite beija a aurora
Se do amor ela teima e não se esquece
Quem sabe ao deitar, ela teima e chora...

O amor, o que será, alguém poderá me responder?
Se quando chama, arde e inflama
Se quando frio, denota o prazer?

Kansas
 
O AMOR

Olhos dela

 
A poesia deveria ser singela;
Um artigo indefinido
Dando luz aos olhos dela
Talvez, lá fora dos ouvidos
O sentido da alma à tona viria
Num canto de ninar amanhecido...
 
Olhos dela