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Poemas, frases e mensagens sobre verso

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares sobre verso

Letras de Vidro

 
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Letras de Vidro
por Betha Mendonça

as letras estalam
ruídos aos ouvidos
feridas na mão...

versos quebrados
não doem na carne
nem n’alma...

caem tinta ao chão:
na poça o poema,
que você não leu!

*Poemas para Ulisses
 
Letras de Vidro

Revisitando Pedrinha de Aruanda a Sombra Rogério Skylab

 
Revisitando Pedrinha de Aruanda a Sombra Rogério Skylab
 
Todo Poeminha tão singelo e pequenininho que até cabe numa caixinha,
Sabe o que ele quer?
GRITAR!
GRITAR!!
GRITAR!!!

E aquela bailarinazinha tão recatada, meiga, olha que gracinha de rosinha,
Sabe o que ela quer?
LUTAR!
LUTAR!!
LUTAR!!!

Mas o menininho tímido e assustado no fundo da sala onde chamamos de cozinha,
Sabe o que ela quer?
MATAR!
MATAR!!
MATAR!!!

Por isso meu amigo que me escute (ou que me lê) ignorem o colossal ou o megalomaníaco.
Mas tenha muito medo das coisas miudinhas que se escondem nos lugares mais insignificantes, pois estamos a sua espreita, esperando o momento certo pro bote certo onde vamos
GRITAR!
LUTAR!!
MATAR!!!

18 de Janeiro de 2017 - Cantinho do Poeta Feliz [volume 2]
 
Revisitando Pedrinha de Aruanda a Sombra Rogério Skylab

VERSO FOTOGRÁFICO

 
VERSO FOTOGRÁFICO

Sopesou com a mão o pássaro
solto, avaro de vento
sem nada comprometer seu vôo
e engaiolou num verso, o momento
 
VERSO FOTOGRÁFICO

"Permuta"

 
"Permuta"
 
"Permuta"

“Permuta”

Fui permutando com o tempo
Quando o tive entre os dedos
Obstinada, reinventei a poesia.
Sussurrando a sós, meus medos.
Sem dó o verso contorcionista
Laça os dias, encurta os momentos.
Segue soletrando pesadelos
Veste o avesso dos sentimentos
E quando na contra mão da vida
Sou vontade de não existir
Aí me prendes nos teus versos
E esquadrinhas meu sentir
Abre as comportas da fome
Que alem do ventre se instala
Faz barulho em meus silêncios
Em minhas margens resvala
Nas clareiras instaladas
Alimentas o fogo que crepita
E Rainha de tuas noites
Abençôo o sopro da vida.

Glória Salles
 
"Permuta"

Ergue-te e avança!

 
Ergue-te e avança!

Hoje, das minhas veias, um verso saíu.
Saíu de mansinho e não me feriu!
Encostou-se à minha boca
E logo exigiu,
Ser partilhado na hora.
E eu como louca
Pú-lo porta fora.
Ergue-te e avança!
Mas cuidado, és ainda uma criança
Não vá o Diabo tecê-las?!
Que terra firme?!Que será de ti?
Eu sei que à noite hà estrelas!
Mas há solidão...que eu bem a senti!

rosafogo
 
Ergue-te e avança!

“Sem respostas” – Soneto

 
“Sem respostas” – Soneto
 
“Sem respostas” – Soneto

Avaliar porque falhou aquele instante
Fragmentar resquícios de memória
É como fugir sem endereço, meio errante
Buscar explicação, nos pedaços da historia

O sonho irrealizado, as palavras não ditas
Perderam-se nos labirintos do nosso universo
Inescrutáveis momentos, lembranças distintas
Deixadas ou perdidas nas frases de cada verso

Tentar entender o vazio esquecido em cada vão
É num corpo desprovido de alma, procurar calor
E nesta casta ambigüidade, reformular a dor

Muito menos doloroso seria não buscar razão
Ou esquecer num canto, os detalhes de nós
Sigo sem respostas, vendo o brilho da lua, a sós...

Glória Salles

Flórida Pt
No meu cantinho...
 
“Sem respostas” – Soneto

Versos Que Não Fiz

 
Versos Que Não Fiz
by Betha M. Costa

Arde-me no peito e na mente,
Cada um verso que não fiz,
Tal o veneno de serpente,
Que não mata por um triz.

Escrever não é bem de raiz,
Quando calada e benevolente,
Arde-me no peito e na mente,
Cada um verso que não fiz...

Pelo teu olhar negligente,
Que o meu amor não quis,
Matei um poema inocente,
Ora ferimento sem cicatriz,
Arde-me no peito e na mente...
 
Versos Que Não Fiz

SÚPLICA DE AMOR!

 
SÚPLICA DE AMOR!
 
 
SÚPLICA DE AMOR!

by FatinhaMussato

Faço um pedido, uma súplica à lua
Em um grito triste de saudade, eu peço...
Falando do amor que a ausência acentua
Neste choroso pedido feito em verso.

Indiferente observadora do pranto
Vagueia nas noites frias de solidão
Enfeita a noite com seu mágico encanto
Sem se importar com a dor de meu coração.

Estimulas em mim este intenso querer
Vagando nos céus, sem ver que o tempo passa
Nem te importas se sofro sem ter alguém.

Esconde-te, ó lua, deixa-me viver
Como se viesse o anjo que me abraça
E do amor de um homem, não fosse eu refém.

INÉDITO
Jales (SP), outubro/2008 - sábado - 10h25m.

Imagem: NET

Música: Try / AlanJackson
 
SÚPLICA DE AMOR!

CREPÚSCULO

 
A barca dos homens bóia no espaço;
Pequena partícula azul do universo.
Um tantinho assim, ínfimo pedaço;
Do livro inteiro um pequenino verso.

Se a terra chega a ser poeira apenas,
Um quase nada, ponto minúsculo;
Quão seriam nossas vidas pequenas?
Perdigoto, mínimo crepúsculo.

E nos achamos donos da verdade,
Sobrepujamos a mãe natureza;
Elegemo-nos o centro do mundo.

Nesse misto de poder e vaidade,
Vamos vivendo a nossa realeza
Nos enterrando... cada vez mais fundo.
 
CREPÚSCULO

<>POEMINHA DA TARDE<>

 
<>POEMINHA DA TARDE<>
 
Nesta tarde tão gostosa
Faço verso,
....................Faço prosa.
E, enquanto eu converso
com o meu singelo verso:
Minh'alma se delícia e goza.

Roberto Jun​
(Imagem Google)

DIREITOS AUTORAIS RESERVADOS
 
<>POEMINHA DA TARDE<>

O VERSO QUE ARDE

 
O VERSO QUE ARDE

Acredita: Há quem teima
e queima
o corpo todo
ao meter o peito
no esteio do poema

Tu que por aí assopras
a flama de que não há
chama insuflada
no fogo cruzado
das palavras...

Saibas... jamais se apaga
um verso que arde...
Só a relha frase descama...
Escamoteia-se em centelha
esguelha de nova lança

Aquece de vez tua língua leda!
Músculo que ateia poesia
satura fura e tatua
o tímpano incauto
de qualquer orelha!
 
O VERSO QUE ARDE

"Atalhos"

 
"Atalhos"
 
"Atalhos"

Quando se vai
E levas o melhor de mim.
Aí... Sou do verso, a rima torta.
Simulo um contorno triste
No movimento lento das mãos
A tônica suave do gesto.
Conheço os ecos ensurdecedores
Dos passos trôpegos,
Nas frágeis asas do vento.
Dias lentamente moídos
No moinho dessa vida.
Que de certeza traz somente a demora...
Perdida em horas aladas
Olho a noite, atônita,
Que despe a madrugada
E abraça a manhã.
Tremo quando retiras o xale
Das tuas carícias...
E vem o medo...
Quando teu olhar encontra o meu
E não ouves o que meu corpo fala...
Então meu canto é o uivo
De uma loba ferida...
E passos furtivos,
buscam atalhos...

Glória Salles
 
"Atalhos"

Verso a Verso

 
Verso a Verso
 
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Verso a Verso

Processos Erosivos de um Pseudo Artivista (ou Help me, Wamba)

 
Processos Erosivos de um Pseudo Artivista (ou Help me, Wamba)
 
Por mais Desejo
Desejos não machucam
Que o sorriso não apodreça
E que o beijo não amargue.

Esfarelando - Ansiedade me esfarelando.
Ansiedade - Esfarelando em minha Ansiedade.
Farelo de Gente,
Farelo de Gente Ansiosa.

Voltando ao sorriso podre
É que que já perdeu a graça.
Tanta posse em nome do Amor.
Tanta violência em nome da paz.

Cantinho do Poeta Feliz, volume 2
 
Processos Erosivos de um Pseudo Artivista (ou Help me, Wamba)

FLASH

 
FLASH
 
Lute, concorra
Conquiste, morra
Se Aliste, apele.
Negue, sele
Viaje, mude
Mantenha, Estude
Passe
Repasse
Perceba, mire
Espere, atire
Vista, calce
Suma, salve
Goste, rime
Escreva e termine

Rio de Janeiro, em um dia qualquer na primeira década do Século XXI, Tiago Malta
 
FLASH

“Grávida de verso”

 
“Grávida de verso”
 
O reflexo que vê não lhe diz nada
Reflete a dúvida, sempre tão igual.
Nas nuvens, ou na profundeza abissal
O tempo não muda, a hora é parada...

Tanta lucidez deu lugar à loucura
Tecendo sorrisos pálidos, sem brilho
Transformando cada verso, um andarilho
Fazendo a poesia prenha de ternura...

O coração vai resignado, não refuta
Já não deseja a melancolia do passado
Posto que no sonho, a alma se refugia...

Combinando com a vida uma permuta
Intenso, vive cada estrofe desse fado
E um parto poético acontece cada dia...

Glória Salles
14 março 2009
20h17min

Grata pelo carinho de sua visita...
Beijos.

No meu cantinho...
 
“Grávida de verso”

O que é de B.O.B.

 
O que é de B.O.B.
 
Todos querem me matar
É sério!
Todos
Querem
Me
Matar

Oh só:
Meu trabalho quer me matar de cansaço
Meus pais querem me matar de angústia
Meus amigos querem me matar de tanto beber
Meu filho quer me matar de rir
Minha esposa quer me matar de prazer

Em fim,
Todos querem me matar
E cabe a mim
Escolher a melhor forma de morrer

Rio de Janeiro 22 de Julho de 2016 - Cantinho do Poeta Feliz, Volume 2
 
O que é de B.O.B.

Verso

 
Verso
É o que versa
O poeta.
 
Verso

XVIII

 
XVIII
 
Venha boa nova me mostrar
Sendo fértil a mente e a terra
O que se colhe neste lugar
Se trabalha muito e não se aferra

do Livro Teorema Menor
 
XVIII

Teatro Câncer apresenta Apologia ao Absurdo

 
Teatro Câncer apresenta Apologia ao Absurdo
 
Não se vire (só às vezes)
Evite a repetição dos versos
Enquanto tem lek brotando do pé
Tem outros clonando Ovelha.
“Dolly! Dolly guaraná Dolly! “
O melhor espetáculo é viver,
Bem vindo ao teatro:

Não Blefe! Seja!
Não Chore?
Chore, mas só de verdade
Apenas caminhe, é que o jogo está rolando
Mesmo com tropeços
Mesmo sem ter fim
O que importa mesmo é o processo.

Rio de Janeiro, 30 de maio de 2004
 
Teatro Câncer apresenta Apologia ao Absurdo