https://www.poetris.com/

Poemas, frases e mensagens de Hildegard

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Hildegard

##(MÚSICA) - Aceita-me.

 
disse-me
simplesmente,
aceita-me...
a tua voz
lacerou o meu corpo,
vesti o meu rosto
em vermelho...

não sabia o que dizer,
meus olhos teus olhos
impacientavam-se...

no transcorrer dos segundos:

estendeu-me os braços,
estendeu-me as mãos,
estendeu-me o mundo...

disse-me simplesmente... (repetir)

estendeu-me um novo mundo...
 
##(MÚSICA) - Aceita-me.

Factual.

 
as estrelas que se apagam
continuam as mesmas,
somos os mesmos...

no exílio provisório
de nós, espera...

no corpos,
na noite factual,
(re)acendemos estrelas...
 
Factual.

Eternidade.

 
confesso os meus desejos
no sentimento da escrita,
na paisagem dos versos,
na vitória, na conquista...

palavras criam ideias,
realidades visuais,
vejo saudades no céu,
poemas (de amor) nos varais...
 
Eternidade.

Sonhos-solidão.

 
espera inútil,
distanciamento,
uma antiga-eterna
história de amor...

os dias não são os mesmos,
o corpo não é o mesmo,
apenas, os sonhos-solidão
são os mesmos...
 
Sonhos-solidão.

Tua Ausência.

 
entre-eu-tu-e-o-céu,
sentimentos,
horizonte ausente...

uma rabiola,
invade a paisagem
dos olhos,

na luz,
o teu retrato é alçado,
em saudades...
 
Tua Ausência.

Tempo da alma.

 
quando:
o tempo da alma falar às nuvens,
os templos permanecerem abertos,
os mandamentos forem livres;

quando:
a fé, sem indulgência,
for partilhada e consagrada,
comungarei da liberdade...
 
Tempo da alma.

Sonhos à mesa.

 
o bê-ba-do
olha à vitrina,
sonhos...

pessoas passam
sem bolsos,
sem olhos...

orgia em desejos,
o ter tudo,
sem medo...

o bê-ba-do
quebra a vitrina,
sonhos à mesa!...
 
Sonhos à mesa.

Há.

 
há, no além das cordilheiras,
um outro tempo da vida,
novos mares e arquipélagos,

preciso zarpar,
velejar a viagem completa,
inadiável...
 
Há.

Nova manhã.

 
na essência exata
de um tempo que se basta,
os dias e os homens
se transformam...

assim, são as promessas,
os poemas secretos,
(impronunciáveis),
ao sol de cada nova manhã...
 
Nova manhã.

##(MÚSICA) - Quero os sonhos.

 
tive infância,
perdi...
tive juventude,
perdi...
tive orgulho,
perdi...
tive dinheiro,
perdi...
tive amores,
perdi...

tive infância...(repete)

andei por todas searas,
aluguei nomes,
corpos-histórias,
dias-noites-noites-dias...

eu necessito do sol
das novas manhãs,
eu quero os sonhos
que ainda não perdi...

eu necessito do sol...(repete)
 
##(MÚSICA) - Quero os sonhos.

Rosa.

 
O beija-flor visitou
as pétalas.

A borboleta pousou
nas hastes.

Eu fiquei entre
canteiros, observando.

O beija-flor, a borboleta,
vieram até mim.

Balancei os braços,
voei à liberdade!

--------------
 
Rosa.

Rua ausência.

 
na rua ausência,
debruço-me às lembranças,
oro por orar...

meus pés
não me obedecem,
permaneço em penitência...

culpo-me,
em criança eu chorava,
inocentemente...
 
Rua ausência.

Tango.

 
o tango faz o som no carro,
introspectivo, nada falo,
não esboço nenhum gesto
de carinho, nem de afeto...

tenho desejo
de pausar a melodia,
a canção diz o que oro,
nada faço, apenas, choro...
 
Tango.

Nu-vens.

 
teu corpo
desenho em nu-vens,
em magia,
silhueta cravejada...

uso os dedos
na criação,
invado o teu céu,
o teu sol...
 
Nu-vens.

Sombra.

 
alma em farrapos,
sonhos inexatos,
horas sem ponteiros,

o homem habita as calçadas,
deixa rastros de álcool,
é sombra que se arrasta...
.
 
Sombra.

Verdades.

 
costuro as horas
em retalhos,
danço o balé do querer...

à meio tempo entre
juventude e maturidade,
desfruto as verdades...

no peito em vida,
bate o amor,
explode, invade!...
 
Verdades.

Carrossel.

 
subo, desço, balanço
em cavalo de madeira...

horas-minutos passam,
passo, eu....

será o tempo
espetáculo?!...

ou, o espetáculo,
o próprio tempo?!...
 
Carrossel.

Imagino.

 
imagino ter o destino
de um rio maiúsculo,
viajar nações, continentes...

imagino ter o segredo
das estrelas, pairar
no céu sem limites...

imagino ter a garra do dia,
conversar com as tardes,
habitar a orfandade da noite...

imagino ter as razões da chuva,
dos trovões enraivecidos,
dos ventos uivantes...
 
Imagino.

Pó.

 
a cadeira vazia
no alpendre,
convida-me à parada...

o relógio de pêndulo,
da minha infância,
badala lembranças...

ouço passos no assoalho antigo,
hipoteco os meus pecados,
os meus sonhos...

sagração,
ainda sinto o gosto-cheiro do pó,
herança dos caminhos que venci...
 
Pó.

Face.

 
no banco e no chão da praça,
o homem chorou...

o céu chorou no homem,
no banco, no chão...

a chuva lavou o homem,
o banco e o chão...
 
Face.