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Poemas, frases e mensagens de FernandoRamos

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de FernandoRamos

TEU DOCE AMAR

 
TEU DOCE AMAR

Meu peito é teu ninho
Por ti ousa, tanto arfar
Nele te deitas devagarinho
Como é doce teu amar

Eu tenho um secreto sonho
De contigo um dia viver
Será um engano medonho
Se tal não suceder
Sentirei dor insuportável
Se abandonar este meu querer
Dum amor incomensurável
Que nunca o irei ceder

Meu peito é teu ninho
Por ti ousa, tanto arfar
Nele te deitas devagarinho
Como é doce teu amar

Meu corpo é tua luz
Dizes entre suspiros e beijos
Esse querer tanto me seduz
Numa loucura de desejos
E ouço belas trombetas
Quando estamos bem juntinhos
Nossas noites são notas pretas
Musicando todos os caminhos

Meu peito é teu ninho
Por ti ousa, tanto arfar
Nele te deitas devagarinho
Como é doce teu amar

De: Fernando Ramos
 
TEU DOCE AMAR

DEPOIS DOS CINQUENTA

 
DEPOIS DOS CINQUENTA

Depois dos cinquenta anos
Já se percorreu todas as estradas
Esquinas e encruzilhadas
Com pouco, ou muito
Amor pela vida
Que todo esse tempo
Nos ofertou em várias direcções

Durante meio século passado
Tanto aconteceu, tanto se viveu
E tanto para trás ficou...
Já se errou nas atitudes
Noutras até se acertou
Talvez nestas menos!

Já nos perdemos de amor
Naquelas noites e dias
Que são só nossas
Já nos perdemos na vaidade
Talvez por egoísmo
Já caminhamos por tanta
Turbulência, e alguma Bonança
Já tivemos o brilhozinho nos olhos
Nos momentos intensos de paixão
E até nos pequenos detalhes
Sentimos os mesmos doces
Momentos da primeira vez
A nossa primeira vez

Nunca foram demais esses
Nossos tempos
Antes dos cinquenta
Como nunca irão ser demais
Os pedaços amargurados ou não
Que nos falta viver

E de mansinho os iremos
Contemplar, como quem
Olha o sol pela manhã
E nós sorriremos sempre
Mas sempre à saudade
Que nos presenteia

Agora depois dos cinquenta anos
Mais suavemente
Sentimos o esplendor da vida
Em toda a sua plenitude
Mais tranquila, mais doce
E aqui e ali, talvez uma rebeldia
Que ainda teimosamente vem
de antes dos cinquenta

De: Fernando Ramos
 
DEPOIS DOS CINQUENTA

POESIA PARA TI

 
POESIA PARA TI

Cada poema que escrevo
Leva um pedaço de amor, p’ra ti
Ele se envaidece sem medo
Porque ao escreve-lo
Sabe que faz bem a mim

Ao o leres, não sei se te encantas
Talvez nem seja isso que ensejo
Nele não vão promessas tantas
Nem também é esse meu desejo

Minha poesia sai como um rio
Em marés de fios de pura água
Minha inspiração jamais alguém sentiu
Com isso vivem na eterna mágoa

Cada palavra que escrevo
Minha alma tanto engrandece
É um acto de amor soberbo
P’ra meu coração
Que do teu padece

Teu amor é como um abrigo
Onde guardas meus poemas
Fazes da minha poesia um amigo
Pintada em telas de airosas cenas

De: Fernando Ramos
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POESIA PARA TI

VAIVÉM DE PALAVRAS

 
VAIVÉM DE PALAVRAS

Estou por ai num vaivém
De palavras de beber
E de tanto entristecer
Elas rolam na lágrima
Do meu pouco saber
E se mascaram na dor
Na dor que faz doer

Nesse vaivém vou por ai
Procurando a paz que é utopia
Encontra-la num meio perdido
De palavras não é fácil
Não sei se sou capaz
Esse é um segredo escondido
Que vai p´la tristeza que temia

E agora Estou por aqui
Na cauda da solidão
Das palavras que me estão a ver
Aguardando apenas
Que eu não vá por ai
Pelo impossível que é feitiço
E que me leva sem saber

E ando de coração ao alto
Rebuscando um fiozinho
De bonança mágica
P’ra que o amanhã me faça sorrir
Deste sonho e meu momento
Que no fim é uma dança trágica
Mas também de esperança
Nas palavras que me fazem andar
Andar por aqui

De: Fernando Ramos
 
VAIVÉM DE PALAVRAS

O MUNDO É DA LUA

 
O MUNDO É DA LUA

Os olhos do mundo à Lua estão presos
Onde bem alto habita, e nos vigia
Até um casal de passarinhos travessos
Na noite quente com seu luar se guia

Entre estrelas a Lua se sente abrigada
Das noites escuras como breu
E aos raios do dia se mostra grata
Ao sol que a protege, como filho seu

Tantos olhos fitam a generosa Lua
Que vai girando pelo firmamento
Uma guitarra chora, chora tristeza sua
Num poema à noite sem atrevimento

O olhar do mundo à lua não resiste
Da vigilância buliçosa e constante
Sua curiosidade até a deixa triste
Por ver na terra a felicidade distante

Lua cristalina seu luar jamais cansa
Às vidas de povos que padecem de fome
Ela é eterna, e a fonte de esperança
Na bela Terra que à milénios se consome

De: Fernando Ramos
 
O MUNDO É DA LUA

AMIGOS PUROS

 
AMIGOS PUROS

Tive amigos que já foram puros
Não se vendiam por qualquer dinheiro
Hoje não são amigos, nem seguros
Escolheram a ilusão por companheiro

Andam por aí com ousadia
Num meio que se diz de bem
Corrompem-se por covardia
Ao vil metal, sua mãe

São cães de fila de rebanhos
De outros tais de muito tostão
Cometem crimes de tamanhos
Porque cega é, sua ambição

Já há tão poucos amigos puros
Que nos valem na caminhada
Perdem-se no meio dos impuros
Vivem na mentira descarada

Era tão rico com amigos puros
Hoje por eles estou envergonhado
Seus futuros são tão inseguros
São soldados de caracter confiscado

Moram na feira de vaidades
Sua honra vive empobrecida
Não habitam no seio das verdades
São a esperteza bem esclarecida

Sorriem no meio da tristeza
Como os olho com desdém
Vivem sós com sua baixeza
E eu na honestidade fico bem

Mas o que lhes aconteceu
Pergunto na minha ignorância
Foi o diabo que lhes prometeu
Amigos fáceis de abastança

Amizade é um rico dom
Ganha na subtil pureza
Ter amigos é de bom tom
Mas verdadeiros são fortaleza

De: Fernando Ramos
 
AMIGOS PUROS

CHICA MORENA

 
CHICA MORENA

Na Adega da Chica morena
Passo horas de ricos momentos
Ali ambiciono por paz serena
Mergulhado em cálidos pensamentos

Agarrado a uma velha viola
Canto, canto até o dia raiar
Na noite meu espirito se consola
Nas quadras que a morena vai amar

Chica não chores das minhas baladas
Elas são dores da alma e meu receio
P’ra ti, as canto p’las velhas calçadas
Entre o povo que é o meu meio

De meus lábios brotam poemas
Em frases embriagadas e desvairadas
Eles são para ti Chica... E apenas
Os seguras p’las mãos ágeis e delgadas

Poemas são os beijos e doces gemidos
Que trocamos quando sós na velha adega
Deles melosamente ficamos unidos
Tornando-se poesia que a vida carrega

E nessa adega de nosso canto
Ouves as baladas sem dor
São a minha vida num pranto
P’ra teu coração feliz de amor

De: Fernando Ramos
 
CHICA MORENA

AMOR ENGANADO

 
AMOR ENGANADO

Na simples fresca sala de fado
Sentados em velhas cadeiras
Ouve-se o fadista ousado
Em poemas que são fogueiras

Arde o artista na emoção
Evocando a vida descuidada
Oferecendo-lhe golpes ao coração
Vindos de sua mulher amada

Ao cantor corre-lhe em pranto
Correntes lagrimas da vida
Todos comovem-se com seu canto
Desse fado de dor vencida

Ao lado do homem sofrido
Há quem o ouve com paixão
Sentem-lhe um amor traído
Deixando-os em consternação

Seu amor está tão longe
Nos lados onde sol vem
Já pensou em ser monge
Mas sua vocação não tem

Nesse fado de fogo infinito
Dum amor não correspondido
O artista solta seu grito
Num soluço bem fugido

O povo na sala se agita
P’la frieza da traição
Ninguém ali mais acredita
Que esta vida conceda perdão

Ela traiu um grande amor
Numa atitude grosseira
Deu ao coração a dor
E um olhar que se incendeia

O fadista cala sua voz
Não mais vai cantar o fado
Vive em sofrimento atroz
Por um amor o ter enganado

E bem antes do sol nascer
A sala ficou triste e vazia
Escravo do amor vai ser
O fadista da nostalgia

De: Fernando Ramos
 
AMOR ENGANADO

MIL SOIS

 
MIL SOIS

Sorri para mim
Dá-me esse sorriso
Que é teu ouro
Ele é tão feliz
Como a primavera a florescer
Meu amor sorri para mim

Ao olhar teu sorriso
Faz-me voar
Até aos longínquos
Mil sois
Por isso sempre te peço
Sorri para mim

E nas asas do tempo
Preso ao sonho
Da rosa vermelha
Vou em busca do precioso
Sorriso, do teu
Só por isso sorri para mim

No sonho desse sorriso
Eu pouco quero
Apenas peço, um olhar
Uma caricia, um beijo
E esse sorriso para mim

Entre este amor por ti
Está a doce promessa tua
Que para sempre
Me darás teu sorriso
Por isso anseio e imploro
Sorri para mim

Se um dia
Perder teu sorriso
Encontro a tristeza
A mágoa, a solidão
Não me abandones
E sorri para mim meu amor

De Fernando Ramos
 
MIL SOIS

FUTURO CANALHA

 
FUTURO CANALHA

Os excluídos calcorreiam as ruas costumeiras
Bem pertinhas de suas casas
Eles são os filhos da inconsciência
De quem Governa seu ganha pão
Estas são as virtudes de um governo sábio
Tão sábio que deixa homens e mulheres
Perto dos cinquenta anos de idade, ou mais
Entregue ás mãos de um patrão esperto
Afinal mais esperto que os governos sábios
Metidos em redomas de vidro onde se fecham

Eles se aproveitam de todos os pequenos
Pormenores até os mais escondidos
Nas leis elaboradas p’los tais sábios governos
Que dizem aprovar estas ditas leis
Em defesa da estabilidade e da liberdade
Mas qual Liberdade?
Quando pessoas vivem à mingua e à sorte
E outros se aproveitam da sua fragilidade!
Sabe-se lá com que interesses...

Não são certamente o destes excluídos
Que sussurram p’las esquinas das cidades
A seu pobre coração sobre a falta de afectos
Dos misteriosos governos sábios
Que maquiavelicamente
Em determinadas alturas da vida
Tem sido fieis causadores
Dos maus momentos de tristes destinos

Os dias dos excluídos se confundem
Uns com os outros
Como se fossem um relógio
Sem ponteiros que nunca se adianta
Nem nunca se atrasa
E eles mergulhados nesta verdade feia
Pensam que são demasiados novos
Para receber a sua reforma conquistada
Em longos, longos anos de labor
E demasiado velhos para trabalharem
Como um direito que vem escrito
Em todos os manuais da vida humana
E afinal não passa de uma farsa bem ferida

Este não é aquele favo de mel tão doce
Como doce era o sabor de se sentirem úteis
P’ra a sua meia idade como sempre aspiraram
Este é um pesadelo dos mais sinistros
Que agora vive em todos os excluídos
E que amanhã, infelizmente
Continuará a viver com outros sem sorte
Que terão as mesmas ruas
As mesmas esquinas
Para olharem para um horizonte
Onde certamente e calmamente
Passeará o dinheiro dos espertos
E o absurdo puder dos sábios
Num futuro canalha

De: Fernando Ramos
 
FUTURO CANALHA

TEU SORRISO

 
TEU SORRISO

Sei que é difícil,
mas preciso de ver teu sorriso
nesses lábios que desejo
Quero-o ter como presente,
mas tem de ser sincero
Não quero um sorriso falso.
tem de ser original
Daqueles que veem de dentro
e não enganam,
que transmitem magia, sim magia,
porque não?
Daqueles mesmo de boa fé
Tem de sair do coração
para ser de verdade
Um sorriso contente, dos mais alegres
p´ra me deixar muito, e muito feliz
Não precisa de ser um dos sorrisos
mais bonitos, mas tem de ser
um sorriso sincero e bom
Esses é que são os verdadeiros,
os reais, aqueles que não enganam,
que nos fazem acreditar,
e nossos olhos cintilar,sonhar,
ter esperança, amor
Daqueles que nos levam ás nuvens,
e que nos fazem pensar
que ainda vale a pena,
ver um optimo sorriso
Nem que eu tenha de viver
só mais um dia,
para ver teu sorriso
Para mim sorri,
sorri sempre meu amor

de: fernando ramos
 
TEU SORRISO

CHOVEM BEIJOS DE AMOR

 
CHOVEM BEIJOS DE AMOR

Teu sorriso soa em minha alma
Na harmonia que o maestro levanta
Inundando meu peito, o palpitar se acalma
Em tanta angustia melada, tanta... tanta

Esse teu sorriso que me dá perdição
Murmura ao vento levantando vagas
Num mar de amor pertinho do coração
Esconde beijos vestidos de pratas

De mil raios chovem desejos de amor
Perdidos por teus lábios gostosos
Caindo por terra, num forte tremor
Aromas teus, como beijos melosos

É com espanto e tanta fantasia
Que meu penetrante olhar bem vigia
Tua boca bela de minha tontaria
P’lo brilhar da noite até ao raiar do dia

E no imenso azul de total luar
Beijamo-nos rendidos de olhos cerrados
Com nossos lábios quase a murmurar
Esses doces momentos tão perfumados

E uiva o vento num feliz tormento
Buscando beleza em teu sorriso maroto
Desfraldam velas e Naus não aguentam
O mar de beijos que por teus lábios solto

De: Fernando Ramos
 
CHOVEM BEIJOS DE AMOR

LUGAR NENHUM

 
LUGAR NENHUM

Hoje recordo quando te ouvia a fala
E tanto me beijavas sem demora
Como belo é o silencio que exala
Estas minhas lembranças agora

Nem a folha que lá fora se agita
Me faz esquecer esses doces tempos
Mesmo que o vento traga a saudade aflita
E nem que meu peito grite seus lamentos

Este é um desejo consumido
Nos subúrbios da minha paixão
Mas nunca é um momento perdido
Que navega em águas de minha desilusão

Agora vejo como um magnifico clarão
O que passa por minha memória
Desses tempos em que te roubei o coração
Que juntinho ao meu era a melosa glória

Hoje todas estas recordações
São como notas de música estranha
Composta na pauta de lamentações
Que p’la minha alma se entranha

Sofro por tua longa ausência
Que a lugar nenhum me conduz
Fica ao abandono toda a vivência
Que nem se resguarda na minha cruz

De: Fernando Ramos
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LUGAR NENHUM

LIBERDADE RAPTADA

 
LIBERDADE RAPTADA

Cai o silêncio na minha noite
Nela vejo sombras
Que não passam de fantasmas
Perseguidores p’lo meu
Tumultuoso mundo de emoções

Este silencio nocturno e triste
Me agiganta na límpida solidão
E faz que cada vez esteja mais só
Perdido em penosos pensamentos
Que anseiam p’la liberdade de amar
Que me foi raptada
Levada, não sei para onde
E por quem!

E num desespero solitário
Sinto meus fantasmas
Como uma espada que penetra
Em minha carne
Acompanhada p’la musica da dor
Que é pura ausência de amor
Que habita em minha vasta solidão

E neste temeroso caminho
Simplesmente aguardo
Que os fantasmas partam
E me deixem ficar
Cada vez mais só
Em meus impenetráveis
Pensamentos
Aguardando ansiosamente
Pela liberdade de amar
Então raptada

De: Fernando Ramos
 
LIBERDADE RAPTADA

MIL MANHÃS DE ENCANTAR

 
MIL MANHÃS DE ENCANTAR

Quero saber teus secretos desejos
Acordando preguiçosamente a teu lado
Fazer dos sonhos belos ensejos
No nosso leito quente e tão adoçado
Ter-te brilhante e feliz doidamente
Em meu corpo perdido de paixão
Beijando teus lábios docemente
Olhando-te p’ra dentro do coração

Quero mil manhãs de encantar
Ao fitar teu gracioso rosto
E que teus peitos me façam balançar
Quando os beijo e sinto esse encosto
Anseio ouvir-te vagarosamente prenunciar
Meu nome em tua melosa voz
E sentir-te no teu delicioso arfar
Quando a loucura toma conta de nós

De: Fernando Ramos
 
MIL MANHÃS DE ENCANTAR

O MEU EU

 
MEU EU

No silencio da vida
Procuro o meu eu
Esse eu desconhecido
O que comigo troca ideias
E sua autoridade nunca teceu

Ele, é quem tudo digo,
E tudo pergunto,
Até os segredos mais profundos
Mesmo num momento perdido
O eu, que vive e se esconde
Dentro de mim é o meu
Melhor amigo,
Sempre o melhor amigo

Está presente quando mais preciso
Dele, não tenho vergonha
De fazer o que apetece
Ou dizer o que me vai na alma
Ele nada pergunta
Mesmo quando o caminho
Que piso não é o mais certeiro

O meu eu, está lá sempre
Até para aqueles momentos,
Mais, ou menos bons
O eu, é o meu Anjo da guarda
Obrigado, meu eu!

De: Fernando Ramos
 
O MEU EU

GLORIOSO TANGO

 
GLORIOSO TANGO

Dançamos o glorioso tango
Talvez o ultimo meu amor
Enrolados nos compassos
Em doce malícia sem pudor

Dançamos, dançamos o tango
Que é meu, teu e do mundo
Cheios de ardor e afeição
Mergulhados no esplendor
Do sentimento terno e profundo

Ele é o puro símbolo final
De toda nossa consternação
Giramos, giramos em belos passos
Perdendo-se no palco da emoção

Dançamos, dançamos
Nosso último tango
Restando apenas sombras
De ondulados corpos
Nas paredes iluminadas p’lo luar
E no chão da curiosa Lua
Ficarão gravados os passos
Que no futuro irão despertar
A imaginação nua e crua

Dancemos, dancemos meu amor
Dancemos até à exaustão
Trocando passos ritmados
P’lo batuque sereno e cansado
De nosso pobre coração

De: Fernando Ramos
 
GLORIOSO TANGO

PERGAMINHOS

 
PERGAMINHOS
(soneto)

Na minha violência de paixão
Fui percorrendo teus caminhos
Meu peito sofrendo bateu na ilusão
Gravou a carência em pergaminhos

Neste meloso assombro de amor
Esperei, esperei perdidamente
Não me quiseste, veio a dor
Dizes que te sou indiferente

Para mim nada mais resta
Senão a penosa consternação
Poderia ter sido uma festa

P’ra um amor que é poema
Rejeitado por teu coração
Soluçando o meu, tanta pena

De: Fernando ramos
 
PERGAMINHOS

PERDÃO PARA A MÃE

 
PERDÃO PARA A MÃE

Minha mãe foi rezar
Na Igreja da Virgem Maria
P’ra Virgem perdoar
O pecado que na alma, lhe ia

Senhora perdoai minha mãe
Que é uma Santa mulher
Os pecados que ela tem
Seu pobre coração fere
Carregamos a alma pecadora
Fazendo vida desgraçada
Perdoai-nos Santa Senhora
Para o céu ser boa morada

A Virgem perdoa sempre
Na sua piedosa Divindade
Adoramo-la eternamente
Jurando-lhe fidelidade
Na igreja, minha mãe reza
Pelo o mundo e p’la família
Quando lá vai, leva a promessa
De amor à Virgem Maria

E a Virgem bem a escuta
Nas suas tristezas da vida
Senhora, protege-a nessa luta
P’ra que nunca se sinta perdida

De: Fernando Ramos
 
PERDÃO PARA A MÃE

PERGAMINHOS

 
PERGAMINHOS
(soneto)

Na minha violência de paixão
Fui percorrendo teus caminhos
Meu peito sofrendo bateu na ilusão
Gravou a carência em pergaminhos

Neste meloso assombro de amor
Esperei, esperei perdidamente
Não me quiseste, veio a dor
Dizes que te sou indiferente

Para mim nada mais resta
Senão a penosa consternação
Quando poderia ser uma festa

P’ra um amor que é poema
Rejeitado por teu coração
Soluçando agora por tanta pena

De: Fernando ramos
17.9.2007
 
PERGAMINHOS