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Poemas, frases e mensagens de shirley

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de shirley

Anjo negro

 
Me escondo nas sombras
Por tantas coisas que fiz
O sol há muitos anos me cegou
Olhar para o céu foi a minha condenação

Não espero pela luz ao amanhecer
Mas não voltarei atrás
Nem rezarei por misericórdia
Minha alma há muito já foi perdida

Trago todas as dores comigo
Dentro deste peito inerte
Desde o dia de minha queda
Minhas asas quebradas ainda sangram
 
Anjo negro

Tão distante

 
Tão distante
 
Caminhos desencontrados
Descompassos do tempo
Distância insólita

Em um quarto vazio
Vivendo um fingimento
Uma realidade insossa

Mas tu tens outra vida
Vivendo em outro lugar
Que não pertenço

Encontrar o caminho?
Acertar as areias do tempo?
Alinhar a distância dos corações?

Se chegar antes...não desista de me esperar
Se suas raízes estiverem profundas...
Algum dia estarei onde tu estás.

imagem do google
 
Tão distante

Sou mais um na multidão

 
Sou mais um na multidão
 
Às vezes me esqueço que sou a regra
E ajo como se fosse a exceção
Caminho pelos mesmos caminhos
Que outrora outros já fizeram

Semeio versos ao vento
Como se o mundo já não estivesse cheio deles
E busco com afinco palavras repetidas
Para escrever o que já foi dito

Choro as dores do mundo
De uma forma diferente a cada vez
Reclamo da sorte do mundo
Como se eu não fosse mais um na multidão

imagem do google
 
Sou mais um na multidão

Quem sou

 
Quem sou
 
Quem sou? Interessante indagação
Para quem me conhece
Um ser de pura candura
De sorriso tímido, faceiro e inocente
Com olhos de outono,
Cabelos negros como a noite sem estrelas
Com uma voz ronronante,
Que penetra nos corações,
Como acordes de uma doce melodia
Para os que não me conhecem,
É um pouco mais complicado
Pois provoco sentimentos arbitrários
Insuportável para quem tem ciumes
Adorada por outros
Incompreendida por alguns
E misteriosa pela maioria
Mas a bem da verdade,
Isso não me importa,
Pois sou o que sou,
E somente a quem me interessa
Entrego meus segredos
E mostro minha alma
Sei que sou um livro
escrito numa língua morta
Mas sou uma amante apaixonada
Que seduz o poeta
E o inspira a sonhar
Aquela que não é esquecida
Mesmo que seja no recanto do pensar
Sou aquela que é chamada
Para afugentar a solidão
Sou a força, a delicadeza, o medo, a fé
A resposta, a dúvida, a certeza
Para quem amo,
Sou a seda que envolve,
O ar puro para respirar
O desejo enfim realizado
A raison d'être
A alma que se esconde
Para a noite se entregar ao amado
Sob a escuridão que se enche de luz
Apenas sou
 
Quem sou

Nada mais importa

 
Nada mais importa
 
Não precisa procurar meu olhar

Pra entender o que se passa

Acredite em mim

Não lhe darei mais nenhuma chance

Não negociarei minha felicidade

Por alguns parcos sorrisos

Todas suas palavras

Agora não importam mais
 
Nada mais importa

Não tente

 
Não tente
 
Não tente ver minha alma
Em meio às palavras que escrevo
Pois minha alma está
Nas palavras não ditas
Nas entrelinhas do meu pensar

Não tente me compreender sem me ver
Pois muito do que sou
Está a mostra em meu olhar
No timbre da minha voz
No silêncio que as vezes faço

Não tente decifrar meus segredos
Pois eles não serão revelados
Pois se escondem no mais profundo de meu ser
Nas minhas peripécias desenvolvidas
Na magia que me cerca

Não tente mudar o que sou
Pois só mudo se for de minha vontade
Então me aceite como sou
Com meus defeitos e meus mistérios
E da forma como eu me entrego ao amor
 
Não tente

A espera

 
Falta-me o ar
Quando páro para pensar em você
Desculpa se a todo instante digo que te amo
Mas é que se eu não falo sinto que morro
Espero por um doce dezembro
Então admito que penso demais em você
Mas a culpa é desse relógio
Que insiste em não andar
 
A espera

Lamentos

 
Lamentos
 
Este é um dos poucos lamentos que tenho feito ao longo de minha desgraçada vida. Temida e odiada por todos, outrora eu não tinha esse miserável destino. Sim, eu me orgulhava da minha beleza, eu tinha uma pele clara, olhos de um azul profundo, e cabelos dourados que se espalhavam em grandes cachos pelas minhas costas. Uma beleza que causava inveja até mesmo as mais belas deusas. Meu nome, Medusa, que significa sabedora soberana feminina. E esta é minha história, contada por mim.
Um dia, sentada num campo cercada de flores, fui surpreendida por Poísedon, deus dos mares, e numa tentativa de escapar refugiei-me no templo de Atena, do qual eu era sacerdotisa, mas essa deusa deixou-me a sorte do destino, e por Poísedon fui violentada. Não bastasse isso, essa deusa, que todos idolatram por ser justa, a mim, impetrou a maior das injustiças, por ciúmes, achando que eu estivesse disputando o amor de Poísedon, fui vítima da vingança de uma deusa que me transformou nesse ser horrendo que sou hoje.
Tenho a cabeça com cabelos em forma de serpentes venenosas, presas de javali e mãos de bronze e com um olhar que a todos que me fitassem em pedra se transformaria. Assim, fui exilada para Ciméria, país da noite eterna. Reclusa em minhas dores e minha raiva, rejeitada, incapaz de amar e ser amada. Na minha ira, alimentei apenas ódio e vingança. Violada e abandonada restou-me uma única diversão sádica, transformar em pedra todos aqueles que se aproximassem de minhas terras. Aí você deve se perguntar, o que esta ser monstruosa tem a oferecer? E eu lhe direi que dentro de mim encerra a cura e a morte, o sangue que bomba pelo lado esquerdo de meu corpo é um milagroso antídoto a qualquer enfermidade e até mesmo ressuscitar os mortos, enquanto o do lado direito o mais mortal dos venenos.
Hoje eu tiro a vida, com um simples olhar e com prazer. E não posso mudar o que sou, com centenas de anos, a loucura tomou conta de minha mente. E em alguns momentos de lucidez como este é que lamento a tortura ao qual fui imposta. Nunca tive o privilégio de ser amada, e isso é o que mais me dói. Muitas vezes, observo minhas estátuas, alguns guerreiros belos e a ultima feição de seus rostos é do mais tenebroso horror, e choro, choro as lágrimas que ninguém jamais vão as ver.
Mas depois me refaço na minha loucura, e destruo todos que tenham a audácia de me enfrentar, sem a menor compaixão. Meu único alívio é saber que sou mortal e suplico dentro de mim que algum dia surja alguém forte e corajoso o suficiente para acabar de vez com esse meu suplicio e que esse seja um dos meus últimos lamentos.
Caro leitor, após essas palavras, como se Medusa orasse pelo seu fim, surgiu um homem capaz de realizar esse feito: Perseu, após ela destruir a cada um dos seus companheiros, este com a ajuda dos deuses arrancou-lhe a cabeça. Ele acreditava que tinha matado um monstro, mas fez muito mais do que isso, libertou uma alma.

Imagem: Fúria de Titans
 
Lamentos

Soneto da indiferença

 
Mesmo em se tratando de indiferença
Pelas mágoas dantes e recentes lançadas
Insisto em ser o que sou
E ainda conjuro o sentimento que lhe dou

É meu destino, minha sena
Caminhar de pés descalços tua estrada
Pelo qual meu coração se sujeita calado
Não sabes o mal que causa, dor

Alma sincera, entregue a ti
Se aquebrantada partir
Sem ao menos um consolo por mim

Dá-me vida, de tudo porvir
Se renego todo teu passado, aqui
Com a certeza de cometer erro algum
 
Soneto da indiferença

Eu sinto

 
Eu sinto
 
Eu sinto que sei que sou um tanto bem maior (T.M)

Eu sinto as palavras
Fervilhando em mim
Mas que ainda insistem
Em ser silêncio

Mas é no silêncio que crescem
E tomam forma
E como num parto, partem
E assim me torno maior
Mãe poeta, filho poesia
 
Eu sinto

Espelho

 
Espelho
 
Fico triste quando olho no espelho
E contemplo minha face
Não sou o que vejo
A minha frente encontra-se uma pseudo
Moldada pelas moléstias do mundo
Petrificada pelas feridas mal cicatrizadas

Choro copiosamente na frente do espelho
Como se quisesse que alguma lágrima
Pudesse dissipar as nuvens negras
Que de mim se apoderaram
Arrancada de minha inocência de outrora
Estragada pelos impiedosos algozes

Fecho meus olhos diante do espelho
Prefiro não ver o que me tornei
Tenho medo da minha maldição
De muita dor em muitas angustias
Não preciso de mais nenhum fantasma
A mim basta o que está diante do espelho

Imagem do google
 
Espelho

Se te dói

 
Se te dói
 
Se te dói pensar no adeus
Machuca mais a mim abandonar esse amor
Mas não posso fingir que está tudo bem
Só deixamos o amor partir
Quando nós também estamos partindo
Insistir é cometer erros
É aumentar a ferida
É transformar o carinho que resta em rancor
Não dá pra insistir
O coração não sente o que não quer
Quando não há mais o que oferecer
O ar sufoca, as palavras se tornam monossilábicas
O olhar é vazio, não há o que é importante
Se te dói pensar no adeus
Machucará ainda mais se ficar.

imagem do google
 
Se te dói

Se encantar com um homem assim

 
Se encantar com um homem assim
Que te faz tremer e aguça teus sentidos
E te induz a se perder nos caminhos
Longe da virtude pura e casta
Que ora você bem diz, ora atordoa-se de maldizer
Que de tanto pensar e clamar por ele
Já não tem vida própria, sobrevive numa inércia
E sabe que se olhar para aqueles olhos
O paraíso ou o inferno se abrirá
E sua perdição ou salvação
Estará fatalmente lançada
E mesmo assim se faz surdo
A todo e qualquer outro amante
Que surja com nobres galanteios

Se encantar com um homem assim,
Em meios a medos, dúvidas e quimeras
Sentimentos confusos de alegria e tristeza
Que desnorteiam, mas te põem no eixo de seu cerne
E mesmo que o mundo te diga da sua loucura
Só te faz ter a certeza
Que mesmo quando a morte vier
Apenas levará seu corpo,
Pois sua alma já pertence a ele.
 
Se encantar com um homem assim

Deixe-me

 
Deixe-me na escuridão, por favor,
Não quero que na luz veja
O choro abafado pelas mãos

Deixe-me só, assim é mais fácil
Não ter que tentar explicar
O que não tem explicação

Deixe-me recuperar da tristeza sentida
Respirar fundo e calado
Para fingir que está tudo bem
 
Deixe-me

Anjo Ébrio

 
Eu conheço um anjo torto
Daqueles que nem sabe que é
Que senta em qualquer esquina na madrugada

Eu conheço um anjo louco
Do tipo que fala coisas sem sentido
Que poucos podem entender

Eu conheço um anjo absorto
Imerso num mundo deslumbrante
Que nos encanta e faz mergulhar

Anjo ébrio
Errante nesta terra
Que mal sabe voar
Com suas asas embriagadas
Mas é com esse charme
Encanta os não normais

Se beber, não....não lembro
 
Anjo Ébrio

Engano

 
Engano
 
Batidas a porta
E meu coração acompanhou o compasso
Pensei que eras tu que voltava
Levitei sem ver
Mas minha dor se apercebeu
Que mais uma vez
Meus olhos não verão os teus
Embaçados em lágrimas
Minha voz latente emudeceu
E mais uma vez não direi
O quanto senti tua falta
E que quase morro de saudades... se não morro

imagem google
 
Engano

Posso?

 
Posso pegar o que sobrou de mim e partir?
Recolher os pedaços partidos do meu coração?
Ou ainda queres arrancar a minha ultima gota de esperança?

Posso me virar e seguir?
Sem que atires às minhas costas?
Ou ainda tenho que abrir minhas entranhas pra que vejas que não restou mais nada?

Posso tentar dormir tranquilamente?
Sem que faças dos meus sonhos um pesadelo?
Ou ainda a dor causada não é suficiente para que fiques satisfeito?

Posso viver sem ter medo?
De cada passa que eu der?
Ou ainda queres que eu descanse imóvel e fria sobre uma lápide qualquer esquecida?
 
Posso?

Angústia

 
Inclino-me a luz da lua

Para encher meu peito em teu silencio

E onde ficarei em vigília, esperando

Ouvir tua voz que dissipará

Por todo meu ser

Mas quando não a ouço

Minhas noites ficam perdidas

Como um prisioneiro na prisão

E me arrasto num tormento de tristeza

Sem rumo, sem causas, sem nexo.
 
Angústia

O que tu pensas?

 
Para onde olhas?
O que enxerga que os outros não veem?
Sobre o que pensas?
Quando vejo teus olhos distraídos
É sobre dores?
É sobre amores?
Enquantos refletes
Eu lhe observo
Assim é mais fácil
Eu ficar pensando em ti
Sem que saibas o que eu penso
 
O que tu pensas?

Queria

 
Queria poder partir
Encontrar um porto meu
Conhecer novas estórias
Ver no céu novas rotas

Queria poder ir
Não ver mais os velhos rostos
Distorcidos pela hipocrisia
Entender novas matizes
Não cantar as mesmas canções

Queria poder sair
Não sentir a porta se fechar
Entregar me ao novo sol
Que anuncia se a minha frente

Queria...
Mais ainda permaneço
Neste meu ledo engano
 
Queria