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Poemas, frases e mensagens de Julia_Soares

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Julia_Soares

Um pseudónimo que foi criado em homenagem a alguém que já partiu e que sempre acreditou que eu seria capaz, um pseudónimo para falar de amor.

Lágrimas

 
Lágrimas
 
Enxuga-me as lágrimas, sim enxuga
Recolhe-as numa taça de barro
Vermelho da cor da terra
Enxuga-me as lágrimas, deixa-me ser quem era

Deixa-me chorar, lembrar a criança
Que um dia sonhou que crescia
Junto à mortiça lareira
Onde brilhava a minha fantasia

E tu estavas lá, embalaste-me os sonhos
Um dia partiste o sonho quebrou-se
Mas, enxuga-me as lágrimas

E quem sabe um dia as lágrimas caiam
Na terra vermelha morrendo de sede
E quem sabe o sal dessa lágrima, lhe dará vida.

Júlia Soares
 
Lágrimas

Reviravolta...

 
Reviravolta...
 
Diz-me a razão - não sabes escrever ( amor)
Gosto de rimar vazio e desamor
De falar dos nadas contidos ( no poema )
Gosto de palavras sem fonema

São as minhas contradições
Levanto-me de manhã
Atrapalhada com convicções
Ao meio dia já me sinto estranha

O poema tomou-me de jeito
Encheu-me de ciúmes o peito
Lembrei-me de ti com ardor
Suores frios lá vem o pavor
Do escrever leve como a pena
Alguma coisa que valha a pena

No meio de tantas penas
Acrescento um beijo tímido
Não lhe junto mais nada apenas
Porque não sei cantar o bandido
Do ( amor ) agora são três da tarde
Na minha cabeça arde
Um poema derretido
Penso em ti em arrebate
Junto-lhe um toque fugido

Da ponta dos meus dedos
Saem poemas adocicados
Lá se foi a convicção
A falsa negação
Noite dentro hora morta
Desenho-te em versos de amor
Esse teu ar sonhador
De poeta que não quer ser
De manhã tudo de volta
Um escrever reviravolta.

Júlia Soares ( pseudónimo )

Ler mais: http://escritatrocada.blogspot.com/#ixzz12KigHk1z
 
Reviravolta...

Ao sul

 
Ao sul
 
Mais ao sul encontro a paz
Quando olho a paisagem sonolenta
Ao longe avisto o vulto ambíguo da esperança
Aquela que recolho na flor que teima em nascer
Sob a terra gretada, pelo Inverno que ri
Do ar desolado desse chão gretado
Pelas lágrimas de uma criança que chora
Chora quando canta o melro
Chora quando canta o gaio
Apenas ri quando o vento sopra

Ao sul encontro a paz.

A paz que perdi na infância
Encontro-a quando te recordo
Quando lembro o teu olhar adocicado
O teu ar embriagado
Pelas minhas emoções.

Meu amor, ao sul encontro a paz
Porque te encontrei.

Júlia Soares
 
Ao sul

Feliz Natal

 
Feliz Natal
 
Feliz Natal

Olha…
Lá fora a chuva cai
Bate no beiral e se esvai
Como quem corre apressado
Olha, o tempo parece cansado
É noite de Natal
No meu peito soa o sinal
Dizem que Jesus já nasceu
Que será que ele entendeu
Das mensagens das crianças
A pedir caras lembranças
Ele, que nasceu na manjedoura
Teve por vestes a aurora
Que será que ele pensa
Deste mundo força imensa
Um descomunal compassado
De pressa num supermercado
Olha …
Lá fora a chuva cai
Corre, corre e lá vai
É natal
Que a prenda seja real
Na árvore que trás a vida
Muito carinho, ternura aquecida
Pelo espírito de Natal
Amanhã de manhã, olha, olha para o beiral
Por onde a chuva escorreu
Lá estará digo-te eu…
O meu voto de boas festas
Muito amor, umas lágrimas delicadas
Que teimaram em escorrer
Teimaram em aparecer
Ficaram no teu beiral
Meu amor, feliz Natal.

Júlia Soares
 
Feliz Natal

Destino

 
Destino
 
Mas! Afinal o silêncio é lençol que tapa
As fissuras que teimam em verter receios
O silêncio é o manto que afoga e mata
As recordações de dias felizes, anseios

Os meus que tento calar, os teus que o frio mata
O frio gélido, como gélidos são os braços
Fechados, sob o acomodar democrata
Dos corações que se esquecem dos laços

De fina fita de cetim que deus uniu
Apenas lhe chamo destino, meu amor
Apenas digo que o dia sempre sorriu

Pela manhã quando desperta o calor
Apesar da tempestade que varreu a noite
Quero acreditar, que amanhã florirá uma flor

Júlia Soares ( Pseudónimo de...)
 
Destino

«« Não sei ««

 
«« Não sei ««
 
Não sei
Não sei como exprimir o pensamento
Uma vontade férrea neste momento
De te tomar no colo, afastar o cinzento

Não sei, ai como me corre o tempo
Desfaz-se em novelos soltos no vento
E eu não sei dizer-te o meu tormento

Não sei, como dizer a minha saudade
Um aperto no peito, atrofia a vontade
De gritar bem alto, meu amor é verdade.

Júlia Soares (pseudónimo)
 
«« Não sei ««

Sina

 
Sina
 
Porque pedes tu, o que pensas dar
Porque queres tu, o sol e a lua em partes iguais
Porque é que teimas em barafustar
Porque sonhas tu, com estios e madrigais

São tantos os limites, olha ao longe o mar
Sereno, num repente as ondas são abismais
Assim é a vida, ondas incansáveis num balançar
Momentos calmos, são como os olivais

Por onde o vento caminha, fica o aroma
A brisa ligeira, água cristalina
Que enche de esperança, afasta o sintoma

De vazio, olha meu amor o sol ilumina
As almas sozinhas, desfeitas de sonhos
Olha amor, o sol se tapou, será nossa sina?

Júlia Soares
 
Sina

«« Não me venham oferecer flores só porque amanhã é dia OITO ««

 
«« Não me venham oferecer flores só porque amanhã é dia OITO ««
 
Este espaço foi criado para falar de amor.
 
«« Não me venham oferecer flores só porque amanhã é dia OITO ««

Aquieta-me

 
Aquieta-me esta vontade insaciada
Que contradiz os dizeres
Quem sabe agenceias entender
O que solta a palavra frustrada
No caminho estou sozinha, prazeres
Pensares e olhares, são moléculas tingidas
São pontas de estrelas partidas
Minha vida é renhida

Metade da minha outra metade
Pensa em ti da noite ao dia
A outra metade agoniza, quem diria
Que a lonjura é semente
Semeia em mim sem ter dó
Pedaços de pensar, mas só
Os desvendo dormindo

Aquieta-me a vontade insaciada
De correr ao teu encontro
Meu amor a madrugada
É fruto em mó de moinho
Transporta nos raios da aurora
Meu pensamento sozinho.

Júlia Soares(Um pseudónimo)

Um outro perfil. Um outro espaço para falar de amor.

http://cartasdeamorquemasnoescreve.blogspot.com/
 
Aquieta-me

** Deriva **

 
** Deriva **
 
Não me deixes à deriva
Fico como o vento suão
Sem ter norte, sem ter chão
Sem restolho para beijar
Sem montado para acariciar

Não me deixes à deriva
Sem noticias, sem sinal
Pareço rio sem água
Rebanho que morre à mingua
Numa seca infernal

À deriva não me deixes
O norte onde é que fica
Enleiam-me as saudades
Até o vento geme em suplica

Júlia Soares ( pseudónimo )
 
** Deriva **

** Sinto-te a falta **

 
** Sinto-te a falta **
 
Esta tarde não sei o que sou
Talvez seja um barco sem remos
Ou quem sabe o vento que antepôs
O silencio, o muro onde estou
Está amarelecido pelo sol
Encosto-me a ele e sigo no rol
Do meu pensamento, leva-me a ti

Esta tarde sinto-te a falta
O dia escureceu mais cedo
Ainda tive tempo de dizer-lhe um segredo
Preciso de ti, meu amor tenho medo.

Júlia Soares ( pseudónimo )

Ler mais: http://www.escritatrocada.blogspot.com
 
** Sinto-te a falta **

Aqui estou

 
Aqui estou
 
Transporto no sangue um raio azulado
Uma esperança, uma dúvida, um grito calado
Transporto na alma, um energia fugaz
Que num silencio irrequieto, me diz tanto faz

Que corras, que grites, que digas que não
O sol está em brasa, não estendas a mão
Levanta-as aos céus, numa prece singela
Olha meu amor, entrou pl`a janela

O vento suão, transporta nas asas
Saudades tuas, são faúlhas em brasa
Olha meu amor, o tempo parou
À espera que voltes, meu amor aqui estou.

Júlia Soares
 
Aqui estou

Olho a distância

 
Olho a distância
 
Calo o grito amarelecido pelo tempo
Um laivo de infelicidade e nostalgia
Ai quem me dera que o dia não fosse lento
Quem me dera não ter que fingir que ria

Da distância que me desfaz o alento
O sonhar, o crer, estranha assimetria
Que assimila um ressentir sonolento
Meu amor perco o tino quem diria

Ao pensar na distância que separa
O portal da tua porta e da minha
Meu amor perco o tino, mas quem repara

Que quando acordo de manhãzinha
Corro p´rá janela e olho ao longe
Meu amor…vou esperar pela noitinha.

Júlia Soares
 
Olho a distância

Meu amor o tempo urge

 
Meu amor o tempo urge
 
O amor na ausência deixa-nos irrequietos
Envolve-se de fissuras, de névoas cruas
Deixa-nos num marasmo, boquiabertos
Como se a ausência fosse folhas nuas

Que deslizam pelo tronco em nós
Corredios, e as saudades são faluas
Que deslizam em mares revoltos
Onde as águas se transformaram em lágrimas

Quase sempre a tua ausência me traz, dor
Aliada de uma visão conturbada e fria
Quase sempre a tua ausência carrega o pavor

Meu amor, o tempo urge é voraz e não fia
Os momentos que se perdem, na distância
Entre o ir e o vir, o tempo, é gorda agonia.

Júlia Soares.
 
Meu amor o tempo urge

«« Contigo falo de amor ««

 
«« Contigo falo de amor ««
 
Contigo falo de amor
Mesmo quando estou zangada
Contigo falo de dor
Outras vezes falo de nada

Palavras repito no vento
Meu amor, és vida minha
És meu sol o meu alento
Minha chuva miudinha
Meu amor, és guardador
Do acordar na madrugada
Das lágrimas de tudo e nada
Do rir, e do meu clamor.

Júlia Soares.(Pseudónimo)
 
«« Contigo falo de amor ««

Desculpa amor

 
 Desculpa amor
 
Desculpa amor
Por hoje não me apetecer sorrir
Não repetir em frases banais
Está tudo bem
Desculpa amor
Por hoje ter visto um vazio cinzento
Em gestos rotineiros
Desculpa amor
Mas hoje olhei-me no espelho
Assustei-me com o que vi
Uma sombra difusa

Sabes amor
Há quanto tempo não passo daqui
Os filmes que nunca vi
Os lugares que não visitei
A palavras que nunca escutei

Desculpa amor
Mas hoje tive pena de mim.

Júlia Soares
 
 Desculpa amor

Barco

 
 Barco
 
Num remoinho que eleva a alma que chora
Cai-se em queda livre, sempre que a dor aperta
Sempre que uma nuvem cinzenta se acerca
E derrama sobre nós fria trovoada

Tantas dúvidas e tantas ilusões
Somos feitos de matéria incompleta
Vagueamos, mortos vivos na cauda de um cometa
Atracamos nosso barco num mar de queixumes

Meu amor, a vida é cor de rosa
Sempre que se acorda de manhã
É doce como o sumo da romã
Afinal a vida é airosa

Somos nós que a complicamos
Ajustamos o dia em nosso favor
Somos nós que tapamos o esplendor
Da manhã ensolarada, somos nós que a desfeamos

Meu amor
Somos nós que atracamos
Nosso barco num breve momento
E dizemos bom dia ao amor

Mas depois corremos, corremos,
Já cansados perdemos os remos
Afundamos,
Boa noite, finalmente adormecemos!

Júlia Soares
 
 Barco

**Recados ( I )**

 
**Recados ( I )**
 
Se eu te pedir, não me olhes é porque os dias morreram e as searas perderam o verde viçoso, o Alentejo ficou inundado de flores azuis, são o reflexo do céu num deserto de areia, a miragem entre o limite estonteante da imaginação.
Se eu te pedir não me queiras, vira-me as costas e volta-te num repente, toma-me nos braços, tal como a terra toma o sobreiro, e a sua sombra magistral alberga as almas em fuga pela planície em chama.
Se eu te pedir não me beijes, aí, olha-me apenas, bem no fundo dos meus olhos verás um rio, é o Guadiana nas tarde calmas de verão, repara nas estrelas cintilantes que se vislumbram no céu rubro, pelo sol de Agosto, nesse instante meu amor, não digas nada, deixa que encoste a cabeça no teu ombro, à espera que seja beijada.
Se eu te disser estou cansada, é porque não dormi na noite anterior, abri a janela do quarto e contei as estrelas, pela via láctea vislumbrei o teu vulto, olhei, reparei então que me acenavas, num gesto desmedido, lançavas-me beijos, olhei de novo, eram estrelas cadentes, que traçavam o céu por cima da cidade, na sua cauda traziam os teus sonhos, dormias ali ao lado.
Se eu te disser que te amo, quero ser levada a sério, igual ao trigo loiro que em tempos cobriu o campo, quero que sintas ao tomares-me a mão, as raízes entranhadas da azinheira onde as cotovias fazem os ninhos, ao escutares o seu trinado escutas a minha voz num fado, bairrista e dolente onde te cantarei em versos estridentes, meu amor é para sempre.

Júlia Soares ( pseudónimo )
Ler mais: http://www.escritatrocada.blogspot.com
 
**Recados ( I )**

«« Vejam Bem ««

 
 
Não foi à toa que o Zeca continua a ser um dos maiores de Portugal, é neste tipo de poesia é nesta raça de poetas que quem quer alcançar êxito na escrita se devia inspirar. Isto é o pensar de uma louca que de vez em quando sonha que o mundo poderia ser mais perfeito assim os homens fossem sensatos./watch?v=Io_RidA1mlI
 
«« Vejam Bem ««

_ Estrada_

 
_ Estrada_
 
Pergunto tantas vezes a mim mesma
Porque corres, a correr ninguém te apanha
Pergunto tantas vezes ao amor
Porque choras se a chorar perdes a cor

Assim vou passando pelo tempo
Nas duvidas e perguntas me arrebento
Mas, o tempo de cansado ficou mudo
Não responde e ainda é abelhudo

Aqui e ali vai deixando uma ruga
Mais ao lado aparece uma verruga
Nos sentidos que já não são o que eram
Ai Jesus cabelos brancos, já vieram

E o reumático que teima em ficar
O melhor é dormir e descansar
Que esta vida anda sempre adiante
Tal qual um vendedor ambulante
Vai-nos vendendo em sacola recheada
Risos e lágrimas, a vivência e uma estrada

Júlia Soares
 
_ Estrada_

O mundo corre em direcção ao tudo, quando um dia morrer espero dizer valeu a pena.