Poemas, frases e mensagens sobre medo

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares sobre medo

"Certo querer..."

 
"Certo querer..."
 
"Certo querer..."

Uma longa espera...
Pelo que nunca veio e talvez jamais venha.
Um querer provar outro gosto, outro bocado.
Perco-me nas voltas que traço
E meus territórios abertos
Mostram-me o horizonte longe demais.
Inalcançável aos meus olhos...
É querer esse “nada” cheio de mistérios.
Outras palavras, antes jamais ditas.
Rios que querem fluir, ir ao encontro
Do mar desconhecido, assustador.
Ao mesmo tempo o medo
De ficar a deriva, num mar bravio...
É me olhar do alto de mim.
Nada entender, ainda assim me permitir.
É o querer ser o que digo
E o que penso, sem negar, nem me esconder.
É querer o plano “B”, antes até
Da estratégia montada.
A ânsia por descobrir, conhecer, ouvir.
É contornar minhas margens
Preencher meus espaços...
E aprender a nesses vácuos...
Não tecer fios de solidão.
Confuso esse querer ir embora
De mim mesma...

Glória Salles
19 outubro 2008
20h18min
 
"Certo querer..."

Medo de amar

 
Medo de amar
 
Toda a vez que eu choro
Há um sol que ignoro
Um mundo lá fora
Que não se compadece

É tempo perdido
E este meu ar sofrido
Está de mim cansado

Sempre que eu me escondo
É por cobardia
É esta mania de me anular
O que eu tenho mesmo
No fundo, no fundo…
É medo de amar!

Maria Fernanda Reis Esteves
50 anos
natural: Setúbal
 
Medo de amar

Confesso-me ao vento

 
Confesso-me ao vento
 
Tropeço nos meus próprios sonhos
Inexorável o medo que os domina
Sou eu na fragilidade de um lamento
Um choro ficcionado nos meus olhos
Confesso-me ao vento. É só um cisco…

Já de mim fujo a tempo inteiro
Defraudada sou feita de restolhos
Até a alma desfolhada me abomina

Levito, feita em mil e uma partícula
Sou matéria amorfa, cremada viva
Confesso-me ao vento, meu único amigo

Maria Fernanda Reis Esteves
50 anos
natural: Setúbal
 
Confesso-me ao vento

Morrer de amor

 
Morrer de amor
 
A inspiração cai-me aos pés
Sangra as palavras que escondo em degredo
Morro de medo.O medo de as leres e não compreenderes
O silêncio gela.Equeço-me da voz quando te vejo.
Mais um sentimento cai no chão.
Parte-se em mil fragmentos cortantes
As lágrimas viram sangue
E eu que te quero tanto,morro mais uma solidão.
 
Morrer de amor

Anjo do mal

 
Anjo do mal!

Num belo dia, em algum
Lugar o que era alegria
Tornou-se pesadelo sua
Alma começou a fenecer
Foi um louco que deixou
Cair sua máscara de bom
Moço trazendo desgosto
Profundo confundindo seu
Mundo infantil; sem saber
O que fazer entender por que
Aquilo estava acontecendo
Com ela; quantos sonhos
De cinderelas e príncipes.
Mas por ali passou um algoz
Mais veloz que um cometa
Rompendo rasgando suas
Vestes descobrindo –lhe
Sua nudez preservada...
Enchendo de vergonha,
Medo e dor. Sem entender
Aquele desabar! Agora
Vive ausente olhar distante
Lágrimas tantas sem saber
Nada a respeito de um
Inconsequente- Anjo do mal!

Mary Jun
08/4/17
Guarulhos,SP


Um tema tão asqueroso na expectativa de dias melhores, que esses doentes tenham discernimento e deixe de fazer o mal para pessoas indefesas tão pequeninas. É um direito.Paz, alegria, brincadeira etc.
 
Anjo do mal

MEDO DESSA TAL DE LUCIDEZ

 
TENHO MEDO DESSA TAL DE LUCIDEZ

Eu tenho medo
Dessa tal lucidez

Da embriaguez
Que não alucina
E mostra as duas faces
D’ uma só vez

Eu tenho medo
Do português,

Das palavras ao sujeito
De barba, cabelo
E bigode que lambuza
Dedos e pêlos
No recheio do pastel de Belém

Tenho medo de me entender
Nessa voracidade
Que a imagem da gula comporta

E se recolhe no meu ser
E me impele a dizer
Frases com sensatez

Ando a divagar pensamentos magros,
A encarar a luz branquela do poste...

Do tom amarelo, embora goste
Cego-me de medo da luz
Do que é velho
Em ti, em mim, em todos vocês
Que vieram aqui
Só para saberem
Desses medos todos,

Deste medo
Vermelho-horroroso
Que se dissimula por frases
Pontuadas por quases...

Acordo cedo
Quando em vez
Deste sonho que vem
Do miolo da nitidez
Do terror que me consome

E dá-me um medo
Que corre
Que fica
Que pega
Que come

Medo.
Apenas medo.
De que eu possa ser algo mais
Do que um homem
 
MEDO DESSA TAL DE LUCIDEZ

LAGRIMAS

 
Ela vive das nossas lágrimas... ele um dia me dirá os portões do inferno abrirão, e esta terra queimará mais tudo o que nela há...
Abençoado rosto que jamais verei outra vez cair nesses braços, nesses olhos onde tudo se verá... o qual o meu fim tudo se vê
Amor amor é o meu fim… o que fazer ? Quando a noite é certa Vil o destino que me aguarda abençoado rosto desses olhos em que tudo se vê
Ao tombar espero por ti, se algo está decidido é o que sinto por ti
Que um dia algum dia,
Limpo as lágrimas e mordo o medo que há em mim,
Outros como eu deixam me certo do amor desse lugar fresco me deito para impacientar com o dia,
Abençoados olhos onde tudo se vê
Amor amor é o meu fim… o que fazer ? Quando a noite é certa
O destino espera me estou á sua mercê abençoados braços
O portão abriu se e tudo o que há queima a terra
Esse amor está liberto enfim como um rio
E o sangue que me dás é a água que os meus lábios bebem por mais um dia
Olhos abençoados onde tudo se vê
Amor amor é o meu fim … desta vez a noite cai sobre mim
O destino espera-me estou á sua mercê
Olhos abençoados onde tudo se vê

Da AUTORIA DE WARGOTH )
 
LAGRIMAS

Laparoscopia

 
Laparoscopia
 
Laparoscopia

Vou ter que fazer uma laparoscopia
Para extirpar a minha vesícula biliar
Tenho que me submeter a cirurgia
Apesar do medo que estou a passar

Tenho que fazer a referida operação
Pois na vesícula tenho muitos cálculos
Espero que tudo ocorra com correção
Para me ver livre desses obstáculos

Eu poderia passar sem a intervenção
Mas adiante pode haver complicação
Então é melhor correr o risco agora

Se tudo ocorrer do modo esperado
Este problema eu espero ver sanado
Pois tudo nesta vida tem a sua hora.

jmd/Maringá, 16.01.2016
 
Laparoscopia

Quimeras monstruosas

 
Quimeras monstruosas
 
Esvaziei-me de mim.
Tenho apenas um coração
Fora de compasso a fim...
De encontrar solução.

Nada! Nada!...
Fala-me... Nada faz.
Vejo apenas um buraco
No meio do nada.

Nada sente:
Sequer tristeza,
Tampouco dor,
Será fraqueza...?
Ou talvez amargor
Quiçá uma alegria...
Insistente melodia!

Num plano maior e, ou,
Desconhecido de mim
Onde... Onde Eu estou...?
Vivo a procurar-me enfim...

Aonde nada acontece - Parou!
O silêncio é profundo nem um ruído
Até a inspiração não me encontrou...
Não!... Num coração mudo e moído.

Sou como um pássaro fugindo...
Das quimeras monstruosas - feras
Que me perseguem nesse infindo
Vazio. Medo? Sim de passadas eras...

Antigo deserto da solidão ora exposto...
Eu sem mim, sem conexão – orbe.
Sentia só o vento tocar no meu rosto...
Quebrando o silêncio do meu deslumbre
De um olhar fúnebre de um profundo desgosto!

Mary Jun
Recife,
30/03/2013
 
Quimeras monstruosas

"Desgarrada poética"

 
"Desgarrada poética"
 
Vóny
O medo jugula a minha esperança
A raiva é uma vacina que me mata
Diz-me, amiga, porque será que chora
Aquela doninha infame à minha porta?

Glória
Chora talvez o arroubo do momento
E no contexto de linhas tão latejantes
Talvez só queira a voz, que vale por tantas
Que alivie da fonte, o pavor arquejante

Vóny
Sou crocodilo na fome de te conhecer
Coqueiro imponente nesse céu longínquo
Por mais que eu queira de ti fugir
Faço das minhas fugas um novo regresso!

Glória
As horas do tempo avisam quem somos
E o mar é impotente, não projeta futuro
O coração sabe a verdade do que vemos
E o tempo segue prevendo encontro seguro

Vóny
Fala-me, amiga, deste repentino sufoco
Que nos enfeita a alma de dúbias sombras
Por mais que cortem a raiz do pensamento
Eu chego até ti, galgando sinuosas pedras!

Glória
Sombras não anulam sentimentos sinceros
O coração outorgado serve de cimento
Une as pedras, que depois serão escudos
Muro de arrimo, que servirá de alento...

Vóny Ferreira e Glória Salles

13 de novembro 2008
15hr:32min
 
"Desgarrada poética"

Fotografia

 
A escrita é a minha última fuga de silêncio
Já não tenho as horas a roer-me a solidão
Nem o tempo a velar por mim

A mesa está posta e tu não vieste
Ninguém apareceu nem os pássaros mortos
Que habitam dentro de mim
As flores continuam alegres, algumas rasgaram-se,
Permanecem quietas junto dos remendos
Onde colo a minha sombra

Abandono-me nas palavras
E cravo nas veias a juventude dos livros
A passearem-se diante da cegueira
Diurna dos meus olhos

Carlos Val
25-03-2014
 
Fotografia

Se ainda agora te vi! ( Mote-Oh amor passa num instante!)

 
ainda agora te vi
no beiral do pensamento
num golpe de asa morri
quando te foste no vento.
volta logo na saudade
que te sopro das entranhas
sobe a escarpa do meu medo
que a medo te diz não tenhas.
sei que te peço calada
cada momento e nem sentes
que o tempo é espada afiada
no meu ventre em ais urgentes.
ri-se o meu destino já
e o sol declina-me o dia
foge-me a boca para lá
já sinto a pele tão fria...

se ainda agora te vi!...
 
Se ainda agora te vi! ( Mote-Oh amor passa num instante!)

CASAMENTO [1]

 
CASAMENTO [1]
 
C Cansou-se de acreditar no amor.
A A su' alma afligiu-se e se pôs a prantear,
S Sempre retraída, sempre a chorar....
A Asfixiou do peito tais sentimentos.
M Muitas foram as dores e tormentos...
E E as lembranças faziam-lhe sofrer.
N Nada, nada conseguia demover
T Tanta decepção e falta de sorte;
O Outra vez se casar? ( Vida ou morte?)
 
CASAMENTO [1]

Eu me perdi

 
Eu me perdi
 
Imagem Google

Eu me perdi e agora não sei voltar,
Eu me perdi sem me encontrar,
Eu me perdi mas quero estar onde estou,
Como o mar bebeu a nau que se afogou.
.
Eu quero estar como estou,
No sossego do mar eu quero estar,
Se tenho medo? Eu digo sim, sem pensar!
Sem pensar para onde vou.
.
Se tenho medo, não faz mal,
Chega um dia que é normal,
Se tenho medo, vou chorar,
Se tenho coragem, vou cantar.
.
Eu me perdi e agora sei voltar,
Eu me perdi e sei me encontrar,
Eu me perdi mas quero sair de onde estou,
Como o mar cuspio a nau que se afogou!
.
Na coragem,
Eu me achei;
E por mim,
Eu voltei.
Eu me achei!
Eu me achei!
Por onde quase morri .
(...)
.
Ana Carina Osório Relvas /A.C.O.R
 
Eu me perdi

"Tudo muda"

 
"Tudo muda"
 
O que me apavora,
não é o desvario que é içado
por minha fantasia.
Mas a incompletude
desta trama.
Amedronta-me a confiança inerte,
que mancha de fastio
o dia seguinte,
por conta do arrebatador que
se ausenta no que é previsto.
Não temo a vida
e os seus montantes fartos.
Mas o cuidado excessivo
com o pormenor que permite
a sentença negada!
Não me intimida o delírio
que sugestiona a escolta do insólito.
Insosso o trajeto delineado,
os passos seguros,
por caminhos alinhados.
Roubando a cor do prisma
Com prévia decorrência.
Escolho o inusitado risco das curvas.
No minuto seguinte...
Na primeira curva...
Tudo pode mudar.

Glória Salles
22 junho 2004
02h35min

No meu cantinho...
 
"Tudo muda"

Máscara

 
 Máscara
 
Que paradigma de máscara,
Que cobriu-te a ferida, cara;
Golpe de nascença
que tapava a tua crença;
Máscara salpicada de negro e cal,
Omitindo vozes que podia-te fazer mal.
.
Nunca percebi o teu receio
Sei que as lagrimas não se viram na tua máscara;
Mas no soalho antigo segredou-se, feio,
Foi tão sofredor ver os teus pingos de dor,
Descrevendo este instante tão sofredor.
.
Mas não te ocultes nessa máscara,
Por todas as almas do paraíso!
A tua máscara não é a tua cara;
E essa triste máscara,
Só encobre a tua beleza natural e o teu sorriso.
.
Ana Carina Osório Relvas/A.C.O.R
 
 Máscara

Onisciência

 
Onisciência
 
Um eco ecoa pelo vão da solidão,

Mas não pode ser ouvido por ninguém

A não ser pelo infinito - além

Pela onisciência do Deus da criação

Uma alma que grita seus ais...

Não confia noutro neste mundo louco

Todo silêncio tornou-se pouco

Porque assim. Quer o mensageiro da paz!

Mary Jun
22/04/2017

Imagem Google
http://www.eternoretorno.com/wp-conte ... 08/10/noite01-pietkra.jpg
 
Onisciência

Paura

 
‘Paura’

Amo amar
Assim como
Amo o mar
Mas morro de medo das ondas.

Jairo Cerqueira
 
Paura

“Feliz... Por um triz"

 
“Feliz... Por um triz"
 
“Feliz... Por um triz"

Se por um inusitado milagre,
Pudesse jogar no esquecimento
E ainda que relembrasse as dores
Essas não me afetassem...
E pudesse voltar ao ponto de partida.
E uma única chance fosse concedida
Quem sabe se não ouvisse os gritos
Que ecoam em mim.
E acreditasse em qualquer delírio,
Que expulsasse os medos,
As incertezas...
E se esse me confortasse o coração.
Mas hoje uma densa névoa me domina.
Trava-me os sentidos, me interdita.
Vejo bloqueado meu passaporte,
Por conta disso,
A vida é constantemente adiada.
E tantas alegrias e emoções
Passam despercebidas.
Se ao menos acreditasse que já não é tarde
Para todo o resto...
E meu futuro pegasse no tranco...
Talvez agora fossem acertadas as opções,
Quem sabe pudesse recolher os cacos...
E ainda...
Por um triz...
Conseguisse ser feliz...

Gloria Salles
 
“Feliz... Por um triz"

"Retroceder, jamais..."

 
"Retroceder, jamais..."
 
"Retroceder, jamais..."

Buscava uma estrada...
E sem questionar onde ela me levaria
Rompi a imensidão de asfalto
Atrás do paraiso...
Com expectativas de um desbravador,
Lancei-me nela...
Segura, nas minhas incertezas,
a noite me encontrou sem medo...
Olhar fixo no horizonte...
É lá que está meu destino.
Se as luzes me turvam a visão...
E os faróis me cegam...
A lua segue comigo
Empresta seu brilho
Ilumina o caminho
Me é companheira...
A beleza sutil da densa neblina,
no alto da serra...
É premio que compensa os percalços,
Dessa estrada que desconheço.
Vou...
Olhando em frente...
Seguindo placas que mostram
A direção, o rumo...
Consciente porém,
Que num mundo que surpreende,
A proxima curva pode ser fatal...
E destruir os sonhos que levo na mala.
Mas arrisco...
E sigo.
Retroceder, jamais...
Buscava uma estrada
Agora me deixo ser uma...
Gasta, pelo tempo que me limita...
No porta malas,
meu mundo guardado...

Glória Salles
 
"Retroceder, jamais..."