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Poemas, frases e mensagens sobre medo

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares sobre medo

"Certo querer..."

 
"Certo querer..."
 
"Certo querer..."

Uma longa espera...
Pelo que nunca veio e talvez jamais venha.
Um querer provar outro gosto, outro bocado.
Perco-me nas voltas que traço
E meus territórios abertos
Mostram-me o horizonte longe demais.
Inalcançável aos meus olhos...
É querer esse “nada” cheio de mistérios.
Outras palavras, antes jamais ditas.
Rios que querem fluir, ir ao encontro
Do mar desconhecido, assustador.
Ao mesmo tempo o medo
De ficar a deriva, num mar bravio...
É me olhar do alto de mim.
Nada entender, ainda assim me permitir.
É o querer ser o que digo
E o que penso, sem negar, nem me esconder.
É querer o plano “B”, antes até
Da estratégia montada.
A ânsia por descobrir, conhecer, ouvir.
É contornar minhas margens
Preencher meus espaços...
E aprender a nesses vácuos...
Não tecer fios de solidão.
Confuso esse querer ir embora
De mim mesma...

Glória Salles
19 outubro 2008
20h18min
 
"Certo querer..."

Não nego

 
       Não  nego
 
Estou com medo.
Sim. Não nego.
Tento escrever.
Não mexo os dedos.
Mãe, venha escutar!
É poesia, é pura.
Mãe socorre,
Mãe escuta.
Estou com medo.
A vida é curta,
Não nego.
O futuro não enxergo.
Vou escrever um poema.
Não sei o tema.
Tenho medo.
Do obscuro,
Do futuro,
Não nego!!!!

Nereida
 
       Não  nego

Perda

 
Raio que risca o céu

-encontro-

a árvore prisioneira

fogueira deflagrando
-barbárie grassando
no campo-

aflição!
cegueira!

coração desvairado
bombando

desespero!
escombro…

o medo como trincheira

guerra perdida
assombro!

impotência como companheira

olhos em brasa
sufocando

a perda que nos rodeia…

18/06/2017

(Incêndio em Pedrógão Grande – Leiria)
 
Perda

Noite de lua cheia...

 
Certa feita umas crianças de um antigo vilarejo.
Estavam brincando entretidos gargalhando e felizes!
No vilarejo não havia energia elétrica era usado um lampião,
Naquela noite só a lua cheia clareava e os vaga-lumes que:
De tantos pareciam pisca-pisca de árvore de natal.
- Eles depois de exaustos pelas brincadeiras do dia, logo após o banho
E a ceia costumava ouvir as histórias de sua avó.
Que eram de arrepiar! Sentados numa calçada bem atentos; histórias de lobisomem, bicho papão, comadre folozinha, saci-pererê até mesmo de serpentes! Ela já havia falado de uma sucuri que engoliu um homem inteirinho.
Outra que eles tinham muito medo era a da tal folozinha porque sua avó dizia que ela com raiva costumava dar uma pisa de urtiga em quem a confundisse com a caipora.
A urtiga queima e arde a pele só no contato imagine ser surrado? UFF! Diziam arrepiados
E assombrados porque suas imaginações eram férteis embarcavam na viagem sonhando.
Numa dessas noites... Sua avó contava histórias empolgada -, quando então,uma criança deu um grito (aí) e todos ao mesmo tempo gritaram também o que foi?
Ela disse: Me beliscaram nas minhas costas -, foram procurar quem beliscou sem respostas.
Eles correram e pegaram o lampião procurando encontrar alguém, mas nada encontram.
Olharam uma para a outra e correram de cabelo em pé, quanto mais corriam, mas, se arrepiavam
E gritavam dizendo que um vulto os seguia. Juravam que via vultos meio aos vaga-lumes.
Será que viam uma sombra ou o medo o fizera ver uma sombra?
Sua avó também ficou apreensiva e terminou a história se perguntando o que teria acontecido de fato, naquela noite, pois sua neta tinha uma marca de um beliscão.
Todos foram dormir juntos com medo sentindo uma sensação estranha até o dia clarear e por fim ainda voltaram ao local a fim de encontrar vestígios de alguém, mas nada encontraram.
Passaram um bom tempo sem querer ouvir histórias e muito menos sentar na calçada à noite!

Mary Jun,
Guarulhos,
29/10/17
Às 22:33hrs.
 
Noite de lua cheia...

CASAMENTO [1]

 
CASAMENTO [1]
 
C Cansou-se de acreditar no amor.
A A su' alma afligiu-se e se pôs a prantear,
S Sempre retraída, sempre a chorar....
A Asfixiou do peito tais sentimentos.
M Muitas foram as dores e tormentos...
E E as lembranças faziam-lhe sofrer.
N Nada, nada conseguia demover
T Tanta decepção e falta de sorte;
O Outra vez se casar? ( Vida ou morte?)
 
CASAMENTO [1]

A mulher do cemitério

 
Numa noite lúgubre. Três amigos, todos eufóricos sorrindo, tropeçando já embriagados, haviam passado à tarde num barzinho da cidade.
Um deles ia contando uma história intrigante, mas nenhum deles deu atenção porque não diziam coisa com coisa. Ele declarava que uma vez foi no baile da cidade e que lá havia uma moça loira, com os cabelos longos, olhos verdes, uma pele de pêssego um perfume marcante.
Ela era disputada por todos, todavia, ela era quem escolhia a vítima. Ele falou aos amigos que: quando foi levar ela em casa, foram caminhando e ele quando se deu conta já estava na porta do cemitério da cidade! Localizado num lugar estranho em cima de uma ladeira. Perguntou para ela o que vai fazer aí? Ela respondeu eu moro aqui. Quando ele viu, ela já havia sumido deixando a jaqueta dele em cima do túmulo;
Ele saiu de lá correndo, com as mãos na cabeça gritando pelas ruas (Jesus Cristo, Nossa Senhora, Ave Maria, Cruz credo...) acordando os moradores; todos achando que ele estava louco. Mas não adiantou contar isso aos amigos, todos riam sem parar justamente por estarem embriagados. Passado um tempo, eles nem se lembravam da história do amigo. Quando então, resolveram ir ao baile da cidade. Hum! Dessa vez, o outro amigo é quem viveu a triste experiência.
Lá estava a loira mais cobiçada do baile. Foi ela que se aproximou dele, ele como sempre já bem bicado não lembrava de nada. Dançaram, se beijaram e certa hora da noite, ela pediu para ir para casa. Desta vez ele foi de carro, quando no caminho à trajetória ele começou a se arrepiar e se lembrar vagamente da história do amigo, parecia não acreditar seria um pesadelo? ... Ele se tremia todo, quando ela falou pare aqui, é aqui que eu moro, justamente no cemitério. Deu uma olhada para ele acenou e entrou! Ele com olhos arregalados quase hipnotizado desceu a ladeira quase que despencando o carro assombrado foi procurar os amigos para contar o que havia acontecido, em casa não poderia contar senão era o fim do casamento além de mentir para a sua mulher. E por ter passado por aquela situação, chegou vomitando lembrando - se dos beijos. Não conformado no outro dia foi procurar os mais antigos da cidade, para saber de algum boato relacionado a mulher loira. E ouviu de alguns moradores que era verdade que naquela cidade tinha uma moça que morreu há muito tempo que foi moradora da rua tal. Que ela sempre aparecia na cidade nas madrugadas principalmente nas festas seduzindo os homens. Parecia uma vingança, ela mesmo sendo muito linda e loira foi abandonada pelo namorado não suportou e se matou! Ao saber disso: Ele nunca mais foi ao baile da cidade e nem traiu sua esposa.
E seus amigos seguiram seu conselho fazendo o mesmo!

Mary Jun,
Guarulhos,
Às 00:10hrs
20/11/17
 
A mulher do cemitério

Anjo do mal

 
Anjo do mal!

Num belo dia, em algum
Lugar o que era alegria
Tornou-se pesadelo sua
Alma começou a fenecer
Foi um louco que deixou
Cair sua máscara de bom
Moço trazendo desgosto
Profundo confundindo seu
Mundo infantil; sem saber
O que fazer entender por que
Aquilo estava acontecendo
Com ela; quantos sonhos
De cinderelas e príncipes.
Mas por ali passou um algoz
Mais veloz que um cometa
Rompendo rasgando suas
Vestes descobrindo –lhe
Sua nudez preservada...
Enchendo de vergonha,
Medo e dor. Sem entender
Aquele desabar! Agora
Vive ausente olhar distante
Lágrimas tantas sem saber
Nada a respeito de um
Inconsequente- Anjo do mal!

Mary Jun
08/4/17
Guarulhos,SP


Um tema tão asqueroso na expectativa de dias melhores, que esses doentes tenham discernimento e deixe de fazer o mal para pessoas indefesas tão pequeninas. É um direito.Paz, alegria, brincadeira etc.
 
Anjo do mal

MEDO DESSA TAL DE LUCIDEZ

 
TENHO MEDO DESSA TAL DE LUCIDEZ

Eu tenho medo
Dessa tal lucidez

Da embriaguez
Que não alucina
E mostra as duas faces
D’ uma só vez

Eu tenho medo
Do português,

Das palavras ao sujeito
De barba, cabelo
E bigode que lambuza
Dedos e pêlos
No recheio do pastel de Belém

Tenho medo de me entender
Nessa voracidade
Que a imagem da gula comporta

E se recolhe no meu ser
E me impele a dizer
Frases com sensatez

Ando a divagar pensamentos magros,
A encarar a luz branquela do poste...

Do tom amarelo, embora goste
Cego-me de medo da luz
Do que é velho
Em ti, em mim, em todos vocês
Que vieram aqui
Só para saberem
Desses medos todos,

Deste medo
Vermelho-horroroso
Que se dissimula por frases
Pontuadas por quases...

Acordo cedo
Quando em vez
Deste sonho que vem
Do miolo da nitidez
Do terror que me consome

E dá-me um medo
Que corre
Que fica
Que pega
Que come

Medo.
Apenas medo.
De que eu possa ser algo mais
Do que um homem
 
MEDO DESSA TAL DE LUCIDEZ

LAGRIMAS

 
Ela vive das nossas lágrimas... ele um dia me dirá os portões do inferno abrirão, e esta terra queimará mais tudo o que nela há...
Abençoado rosto que jamais verei outra vez cair nesses braços, nesses olhos onde tudo se verá... o qual o meu fim tudo se vê
Amor amor é o meu fim… o que fazer ? Quando a noite é certa Vil o destino que me aguarda abençoado rosto desses olhos em que tudo se vê
Ao tombar espero por ti, se algo está decidido é o que sinto por ti
Que um dia algum dia,
Limpo as lágrimas e mordo o medo que há em mim,
Outros como eu deixam me certo do amor desse lugar fresco me deito para impacientar com o dia,
Abençoados olhos onde tudo se vê
Amor amor é o meu fim… o que fazer ? Quando a noite é certa
O destino espera me estou á sua mercê abençoados braços
O portão abriu se e tudo o que há queima a terra
Esse amor está liberto enfim como um rio
E o sangue que me dás é a água que os meus lábios bebem por mais um dia
Olhos abençoados onde tudo se vê
Amor amor é o meu fim … desta vez a noite cai sobre mim
O destino espera-me estou á sua mercê
Olhos abençoados onde tudo se vê

Da AUTORIA DE WARGOTH )
 
LAGRIMAS

Lágrimas da alma

 
Lágrimas da alma
 
Lá fora um clarão.
Aqui, – dentro de mim
Uma escuridão...
Como nuvens carregadas
Prestes a partir-se!
Chove no meu ser, levada,
A não esconder - negar.
O que já está no meu olhar,
No meu olhar a gotejar!

Mary Jun

Imagem Google
 
Lágrimas da alma

Fotografia

 
A escrita é a minha última fuga de silêncio
Já não tenho as horas a roer-me a solidão
Nem o tempo a velar por mim

A mesa está posta e tu não vieste
Ninguém apareceu nem os pássaros mortos
Que habitam dentro de mim
As flores continuam alegres, algumas rasgaram-se,
Permanecem quietas junto dos remendos
Onde colo a minha sombra

Abandono-me nas palavras
E cravo nas veias a juventude dos livros
A passearem-se diante da cegueira
Diurna dos meus olhos

Carlos Val
25-03-2014
 
Fotografia

Medo de amar

 
Medo de amar
 
Toda a vez que eu choro
Há um sol que ignoro
Um mundo lá fora
Que não se compadece

É tempo perdido
E este meu ar sofrido
Está de mim cansado

Sempre que eu me escondo
É por cobardia
É esta mania de me anular
O que eu tenho mesmo
No fundo, no fundo…
É medo de amar!

Maria Fernanda Reis Esteves
50 anos
natural: Setúbal
 
Medo de amar

Se ainda agora te vi! ( Mote-Oh amor passa num instante!)

 
ainda agora te vi
no beiral do pensamento
num golpe de asa morri
quando te foste no vento.
volta logo na saudade
que te sopro das entranhas
sobe a escarpa do meu medo
que a medo te diz não tenhas.
sei que te peço calada
cada momento e nem sentes
que o tempo é espada afiada
no meu ventre em ais urgentes.
ri-se o meu destino já
e o sol declina-me o dia
foge-me a boca para lá
já sinto a pele tão fria...

se ainda agora te vi!...
 
Se ainda agora te vi! ( Mote-Oh amor passa num instante!)

Confesso-me ao vento

 
Confesso-me ao vento
 
Tropeço nos meus próprios sonhos
Inexorável o medo que os domina
Sou eu na fragilidade de um lamento
Um choro ficcionado nos meus olhos
Confesso-me ao vento. É só um cisco…

Já de mim fujo a tempo inteiro
Defraudada sou feita de restolhos
Até a alma desfolhada me abomina

Levito, feita em mil e uma partícula
Sou matéria amorfa, cremada viva
Confesso-me ao vento, meu único amigo

Maria Fernanda Reis Esteves
50 anos
natural: Setúbal
 
Confesso-me ao vento

Morrer de amor

 
Morrer de amor
 
A inspiração cai-me aos pés
Sangra as palavras que escondo em degredo
Morro de medo.O medo de as leres e não compreenderes
O silêncio gela.Equeço-me da voz quando te vejo.
Mais um sentimento cai no chão.
Parte-se em mil fragmentos cortantes
As lágrimas viram sangue
E eu que te quero tanto,morro mais uma solidão.
 
Morrer de amor

Eu me perdi

 
Eu me perdi
 
Imagem Google

Eu me perdi e agora não sei voltar,
Eu me perdi sem me encontrar,
Eu me perdi mas quero estar onde estou,
Como o mar bebeu a nau que se afogou.
.
Eu quero estar como estou,
No sossego do mar eu quero estar,
Se tenho medo? Eu digo sim, sem pensar!
Sem pensar para onde vou.
.
Se tenho medo, não faz mal,
Chega um dia que é normal,
Se tenho medo, vou chorar,
Se tenho coragem, vou cantar.
.
Eu me perdi e agora sei voltar,
Eu me perdi e sei me encontrar,
Eu me perdi mas quero sair de onde estou,
Como o mar cuspio a nau que se afogou!
.
Na coragem,
Eu me achei;
E por mim,
Eu voltei.
Eu me achei!
Eu me achei!
Por onde quase morri .
(...)
.
Ana Carina Osório Relvas /A.C.O.R
 
Eu me perdi

"Tudo muda"

 
"Tudo muda"
 
O que me apavora,
não é o desvario que é içado
por minha fantasia.
Mas a incompletude
desta trama.
Amedronta-me a confiança inerte,
que mancha de fastio
o dia seguinte,
por conta do arrebatador que
se ausenta no que é previsto.
Não temo a vida
e os seus montantes fartos.
Mas o cuidado excessivo
com o pormenor que permite
a sentença negada!
Não me intimida o delírio
que sugestiona a escolta do insólito.
Insosso o trajeto delineado,
os passos seguros,
por caminhos alinhados.
Roubando a cor do prisma
Com prévia decorrência.
Escolho o inusitado risco das curvas.
No minuto seguinte...
Na primeira curva...
Tudo pode mudar.

Glória Salles
22 junho 2004
02h35min

No meu cantinho...
 
"Tudo muda"

Máscara

 
 Máscara
 
Que paradigma de máscara,
Que cobriu-te a ferida, cara;
Golpe de nascença
que tapava a tua crença;
Máscara salpicada de negro e cal,
Omitindo vozes que podia-te fazer mal.
.
Nunca percebi o teu receio
Sei que as lagrimas não se viram na tua máscara;
Mas no soalho antigo segredou-se, feio,
Foi tão sofredor ver os teus pingos de dor,
Descrevendo este instante tão sofredor.
.
Mas não te ocultes nessa máscara,
Por todas as almas do paraíso!
A tua máscara não é a tua cara;
E essa triste máscara,
Só encobre a tua beleza natural e o teu sorriso.
.
Ana Carina Osório Relvas/A.C.O.R
 
 Máscara

Onisciência

 
Onisciência
 
Um eco ecoa pelo vão da solidão,

Mas não pode ser ouvido por ninguém

A não ser pelo infinito - além

Pela onisciência do Deus da criação

Uma alma que grita seus ais...

Não confia noutro neste mundo louco

Todo silêncio tornou-se pouco

Porque assim. Quer o mensageiro da paz!

Mary Jun
22/04/2017

Imagem Google
http://www.eternoretorno.com/wp-conte ... 08/10/noite01-pietkra.jpg
 
Onisciência

Laparoscopia

 
Laparoscopia
 
Laparoscopia

Vou ter que fazer uma laparoscopia
Para extirpar a minha vesícula biliar
Tenho que me submeter a cirurgia
Apesar do medo que estou a passar

Tenho que fazer a referida operação
Pois na vesícula tenho muitos cálculos
Espero que tudo ocorra com correção
Para me ver livre desses obstáculos

Eu poderia passar sem a intervenção
Mas adiante pode haver complicação
Então é melhor correr o risco agora

Se tudo ocorrer do modo esperado
Este problema eu espero ver sanado
Pois tudo nesta vida tem a sua hora.

jmd/Maringá, 16.01.2016
 
Laparoscopia