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CONTRÁRIO

 
ESSE É UM POEMA CONTRÁRIO.
PARA LÊ-LO O FIM É O COMEÇO.





Será?

Só eu sei de mim...
Alguns sabem alguma coisa.
Só eu sei de mim.
Estou em pedaços...
Mesmo que contrário?
Algum dia me verei?
Quando saberei da totalidade?
Sou eu?
E o que vejo no outro
Ou o outro é mais
Também é o outro?
O que vejo no outro
E quem pode saber?
Sou mais.
O que você vê não sou eu.
Incompleta.
Contrária.
Que tenho de mim.
Mas é a imagem
Que não vejo lá...
Tanta coisa no lado de cá
E eles estão lá.
Não vejo meu pensamento
Do espelho?
O que há por trás
Contrário.
Tudo está do outro lado.
Sou eu?
O que vejo no espelho
O contrário ainda sou eu?

Autor: Carlos Henrique Rangel
CONTRÁRIO


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Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.

Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 21/04/2010 16:18  Atualizado: 21/04/2010 16:18
 Re: CONTRÁRIO
O espelho reflete o que escondemos dos outros e de nós mesmos...
Então se olharmos bem dentro de nós mesmos o reflexos no espelho mostrará o que nos vai a alma e coração...

Porém para que isso aconteça é prciso sofrermos um pouco...
Como dói!

Parabéns por esta linda forma de expressar-te o contrário!


Beijos ternos...

Rosa

Enviado por Tópico
PROTEUS
Publicado: 21/04/2010 16:22  Atualizado: 21/04/2010 16:22
Colaborador
Usuário desde: 27/03/2010
Localidade:
Mensagens: 2154
 Re: CONTRÁRIO
De novo Rosa, agradeço o seu comentário.
O espelho é a possibilidadde real de nos vermos e no entanto, o vemos não é o real... Está invertido.
Eu não sou só o que vejo...
O que sou de verdade eu não vejo.

Enviado por Tópico
Betha Mendonça
Publicado: 21/04/2010 17:10  Atualizado: 21/04/2010 17:10
Colaborador
Usuário desde: 01/07/2009
Localidade:
Mensagens: 6355
 Re: CONTRÁRIO
Refleti-me no teu poema ao contrário.Não sei se sou eu ou meu avesso.
Bjins, Betha.

Enviado por Tópico
PROTEUS
Publicado: 21/04/2010 17:18  Atualizado: 21/04/2010 17:18
Colaborador
Usuário desde: 27/03/2010
Localidade:
Mensagens: 2154
 Re: CONTRÁRIO
Obrigado. Tudo que me mostra
me mostra o que não sou... Me mostra ao contrário.
Mesmo o outro não me traduz como sou e sim como ele pensa que sou...
Não sei quem sou...

Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 21/04/2010 18:21  Atualizado: 21/04/2010 18:21
 Re: CONTRÁRIO
As dúvidas e as interrogações são os desassossegos do poeta expressos em versos.
As contradições do eu reflectem-se no espelho.
É o mundo de ponta-cabeça.
abraço
nuno

Enviado por Tópico
semnome
Publicado: 21/04/2010 18:32  Atualizado: 21/04/2010 18:32
Participativo
Usuário desde: 17/03/2010
Localidade:
Mensagens: 47
 Re: CONTRÁRIO
Como disse Nietzsche, quem julga que se conhece ainda não deu um passo que seja em direcção ao auto conhecimento. O poema é contrário aos insípidos que tenho lido por aqui.

Enviado por Tópico
PROTEUS
Publicado: 21/04/2010 18:39  Atualizado: 21/04/2010 18:39
Colaborador
Usuário desde: 27/03/2010
Localidade:
Mensagens: 2154
 Re: CONTRÁRIO
Obrigado pelos comentários.
Como alguns de nós,
estou em busca da poesia que ainda não veio e do modo novo de escrever.
Isso não é fácil...

Enviado por Tópico
VIDEIRA
Publicado: 21/04/2010 19:19  Atualizado: 21/04/2010 19:19
Da casa!
Usuário desde: 30/10/2009
Localidade: Profundo Portugal
Mensagens: 488
 Re: CONTRÁRIO
E, claro, também fica um poema lindo, lido na ordem convencionada. Já brinquei assim, com sonetos e, modéstia à parte, acho que ficaram fluídos e benzinho. Este seu poema, além de bem construído, encerra uma verdade intemporal: que somos nós, a essência que nos preenche ou a imagem projectada nos outros? que força tem o ponto de vista, na acepção das coisas, de todas as coisas?...

Um abraço.

Enviado por Tópico
Nanda
Publicado: 26/06/2010 15:19  Atualizado: 26/06/2010 15:19
Colaborador
Usuário desde: 14/08/2007
Localidade: Setúbal
Mensagens: 10832
 Re: CONTRÁRIO
Carlos,
O espelho só mostra o que está à vista, esquece-se de revelar a essência e também a dualidade do ser humano.
Muito bom mesmo o teu poema.
Beijo
Nanda

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(Garrido)



A folha

A folha cai no verão.
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Insanidade perfeita

Sinto-me cansada
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As que saboreio entre dissabores
Da minha própria loucura
Já não sinto o meu corpo
As vogais consomem-no
Adormece em brandas consoantes
Ficam tantas frases por dizer
Aquelas,
Que já não consigo escrever,
Falta-me a força
A caneta começa a tremer
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O meu olhar constrói
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A insana, poeta...

(ConceiçãoB)



Tempestades

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(Vanessa Marques)


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na boca que feliz
se fenecia

- e era livre
sendo chama
toda asas
vaga-lume
brilhante
como quem ama.

(RoqueSilveira)


Nós de poesia

A vida é feita de incompletudes...
Como os bares de mesas vazias
Nas calçadas
Ou as longas estradas
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Mesmo sabendo que em mim
desatam-se nós de poesia
E atam-se outros em seguida.

O fato é que
Daquilo que me resta
Faço-me humanamente completa
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(Vanessa Marques)



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(TrabisDeMentia)
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