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MORRI

 
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Morri ao sabor do vento
Que me batia no rosto
Andei no cais do lamento
Na vereda do desgosto

Morri na escuridão
Que se fez no meu sentir
Pedaços de um coração
Que há muito deixou de rir

Morri p'ra mim tanto tempo
Que de mim fiquei esquecida
E nem arranjei um momento
P'ra me colocar na vida

E no meu olhar vazio
A morte também fechou
A água deste meu rio
Que de tristeza secou

E até na estrada deserta
Na aridez fui morrer
Mas na alma de um poeta
Eu renasci, quis viver

Viver, sem tédio, sem dor
Sem angústia, só saudade
E digo-te com fervor
Se não fosse o teu amor
Eu morria de verdade.


Autor
rosa-branca
Autor rosa-branca
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Texto
Data 18/04/2011 14:58:26
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Favoritos 3
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Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.

Enviado por Tópico
carolcarolina
Publicado: 18/04/2011 15:02  Atualizado: 18/04/2011 15:02
Colaborador
Usuário desde: 24/01/2010
Localidade: RS/Brasil
Mensagens: 9175
 Re: MORRI
Querida Amiga
Poetisa Rosa Branca!

Que lindo ficou este poema!
Adoro rimas e este está bem do meu gosto.
Levo comigo!
Bjinhos
Carol

Enviado por Tópico
josenuno
Publicado: 18/04/2011 15:17  Atualizado: 18/04/2011 15:17
Super Participativo
Usuário desde: 28/01/2011
Localidade:
Mensagens: 110
 Re: MORRI
concordo plenamente sao poemas destes que me fazem querer continuar a escrever para um dia talvez chegar a este nível de poesia :) sao poemas que nos poem a pensar muito

Enviado por Tópico
Alice Luconi
Publicado: 18/04/2011 15:44  Atualizado: 18/04/2011 15:44
Colaborador
Usuário desde: 15/10/2010
Localidade: Rio de Janeiro
Mensagens: 4473
 Re: MORRI
Amiga poetisa, adorei o poema.Perfeito na construção, rimas melódicas e o tema encantador...verdadeiro. Parabéns.

Bjs,ALICE

Enviado por Tópico
Ghost
Publicado: 18/04/2011 19:57  Atualizado: 18/04/2011 19:57
Colaborador
Usuário desde: 09/04/2011
Localidade: Lisboa, Portugal
Mensagens: 1848
 Re: MORRI
Olá poetisa contempla-nos com uma bonita poesia. Fiquei especialmente encantada com as duas primeiras estrofes.
Abraços e Felicidades

Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 18/04/2011 21:33  Atualizado: 18/04/2011 21:33
 Re: MORRI
Mais um belo poema! Parabéns!

Beijo grande

MÁRCIA ROSAS

Enviado por Tópico
FalcãoSR
Publicado: 19/04/2011 09:54  Atualizado: 19/04/2011 09:54
Colaborador
Usuário desde: 30/06/2006
Localidade: Rio de Janeiro
Mensagens: 2831
 Re: MORRI
Rosa,

Mais uma de suas obras primas para minha coleção de favoritos.

Parabéns!


Beijo

Enviado por Tópico
acalenta
Publicado: 20/04/2011 02:40  Atualizado: 20/04/2011 02:40
Colaborador
Usuário desde: 25/08/2010
Localidade:
Mensagens: 2698
 Re: MORRI
olá
Boa noite Branca!


Que lindo poema adorei ler parabens.

beijos

Acalenta

Enviado por Tópico
mariagomes
Publicado: 03/05/2011 08:01  Atualizado: 03/05/2011 08:01
Colaborador
Usuário desde: 18/04/2010
Localidade:
Mensagens: 1664
 Re: MORRI
Olá amiga, eu já sinto saudades da tua poesia, este morrer não foi para a poesia, nem para o amor, gostei.
beijinhos
mariagomes

Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 06/05/2011 01:17  Atualizado: 06/05/2011 01:17
 Re: MORRI
Boa noite amiga Rosa!
Um poema intenso,sentido e ao mesmo tempo renasce na poesia com deslumbramento cheio de encanto!

Parabéns,amei ler-te!

Abraços carinhosos!

Enviado por Tópico
Sterea
Publicado: 06/05/2011 01:35  Atualizado: 06/05/2011 01:35
Colaborador
Usuário desde: 20/05/2008
Localidade: Porto
Mensagens: 3009
 Re: MORRI
Fico sempre presa no ritmo das tuas palavras... presa, no embalo. Fecho os olhos e danço com elas e com elas sinto, sinto...

Beijinho!

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Frase

É incrível que, no intuito de justificar as nossas crenças, coloquemos Deus na terra e o Homem no céu

(Garrido)



A folha

A folha cai no verão.
( Era folha de papel)
Não consigo pegá-la
Porque o vento é forte
E me leva para longe.

Matheus



Insanidade perfeita

Sinto-me cansada
Já me faltam as palavras!
As que saboreio entre dissabores
Da minha própria loucura
Já não sinto o meu corpo
As vogais consomem-no
Adormece em brandas consoantes
Ficam tantas frases por dizer
Aquelas,
Que já não consigo escrever,
Falta-me a força
A caneta começa a tremer
Soluça.
O meu olhar constrói
O que meu pensamento rejeita
Esta sou eu,
A doce mulher
A insana, poeta...

(ConceiçãoB)



Tempestades

Tudo em mim, são dias de tempestades...
Por isso entrego minha alma à poesia
E meus dias a escrever versos
E meto uns poemas em velhas garrafas
E as levo para as águas intermináveis dos mares
- revoltos e tristes -
E as lanço, na singela esperança
De que um dia alguém os leia
Ainda que meus pés não estejam mais sobre este chão
E meu corpo tenha sido já lançado no ventre desta terra impura
E minha alma tenha também partido
- para a imensidão do infinito com que sonho,
ou para o abismo solitário que me amendronta...

(Vanessa Marques)


vaga-lume

... beijar-te

- era ser
pássaro azul
dedilhando ugabe

era levitar
beber das nuvens
e desfolhar os céus

era um doce caminhar
sem tocar o chão
estirpes desaguando
em aljôfar...

era dédalo a calar-me
se acontecia
cascata de sonhar-me
na boca que feliz
se fenecia

- e era livre
sendo chama
toda asas
vaga-lume
brilhante
como quem ama.

(RoqueSilveira)


Nós de poesia

A vida é feita de incompletudes...
Como os bares de mesas vazias
Nas calçadas
Ou as longas estradas
Repletas de nada dos dois lados

Ainda assim, escrevo
Mesmo sabendo que em mim
desatam-se nós de poesia
E atam-se outros em seguida.

O fato é que
Daquilo que me resta
Faço-me humanamente completa
meramente humana...

(Vanessa Marques)



Frase

"Amor" é o presente dado sem esperança de retorno,
e o que esperamos é apenas que não seja rejeitado

(Junior A.)



Frase

Como posso explicar
Esta dor
Invasora
Da minha alma
Senão dizer
Que és a mentira
Mais verdadeira
Da minha vida...?

(Raquel Naranjo)



Frase

O amor é como a justiça:
Injusto e cego.

(TrabisDeMentia)



guardanapos

do nosso beijo,
muralhas

do nosso amor,
migalhas

do nosso verbo,
mortalhas

dos nossos papos
poemas
em guardanapos

(Niké)



Sexto sentido

Tenta ouvir o silêncio...
Ver a luz na escuridão profunda...
Cheirar o aroma da mais pura água...
Sentir a textura do vento...
Saborear a doçura do sal...
Quando o conseguires...
Irás te descobrir...

(gera)



Só saudade

Dor que sente
Dor que não se mede
Que vai e vem

Com a vida vou rolando
Com a dor vou buscando
Talvez alívio...

Quando doer que seja
Sem deixar morrer
Só saudade...

(amasol)



A foz

Se cada coisinha que eu sei correspondesse a um rio... E se cada um deles desaguasse na mesma foz...Esta não teria senão o tamanho de uma bacia bem pequenina na qual eu refresco os meus cansados pés. Os rios seriam tão curtos quanto a minha felicidade, tão estreitos quanto a minha existência, tão secos quanto a minha solidão. Mas talvez, talvez bem no fundo da bacia, talvez para lá das lágrimas turvas, e para que eu me possa orgulhar, talvez sorriam dois peixinhos, que eu, apesar da distância possa contemplar! E quem sabe... Uma flor se incline e faça nascer, na foz uma flor que eu possa colher!

(TrabisDeMentia)

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