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Bastante nos furores do "eu lírico"
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De um primoroso ver aonde alcança Em cada rima fácil o que adivinha Dos soberanos versos que afiança Habitarem em cada entrelinha As cores todas próprias da festança Na vida a natureza como aninha A pena do poeta nessa andança Que tanto no sentir redemoinha Na mais indiferente solidão Pois que o momento feito no abstrato Acresce a cada letra uma razão E expande-se vontade o refutado Prazer do sangue novo da paixão Que assim passa a valer como recado
Miguel Eduardo Gonçalves
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| Enviado por |
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| visitante |
Publicado: 19/07/2011 00:52 Atualizado: 19/07/2011 00:52 |
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 Re: Bastante nos furores do "eu lírico" *Ah Poeta, Arcanjo Miguel...rsrsss...o labor da escrita aqui, em teu versar, é pó mágico das estrelas que vislumbro em tua poética... Belo! Beijo-te Karinna*
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