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Poemas de crítica

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares da categoria poemas de crítica

Começa-se...

 
Começa-se…
Todos começamos por um acto de amor,
uma pequena semente, vai ficar enraizada
um embrião que se vai abrir ao mundo
uma flor, rosa ou cravo já foi plantada.

Irá crescer num terreno macio e fofo
água e nutrimento, fartura para alimentar
serenamente cálida, vai-se desenvolvendo
e num dia certo vem no mundo despertar.

Um prodígio místico se operou, nasceu
ele o botãozinho, desfolhando lágrimas
chora…porque aquele lugar era o seu céu!

Um tumulto se gera, tudo tem um final.
A abençoada flor abre os olhos, respira…
a vida será cultivada, mas nada será igual.
 
Começa-se...

Que Desmantelo!

 
Que Desmantelo!
 
Como nosso país é regido pela democracia
vamos todos exercer nossa soberania
e tirar o país do vermelho.

Nada de reforma da previdência
Não existe trabalhar até não aguentar
e da aposentadoria não gozar

O correto é uma reforma nos salários e benefícios de deputados e senadores já.
Transferir a renda
do topo da pirâmide para a base.

Beneficiar quem precisa
Gerar empregos
Aumentar a qualidade de vida...

513 deputados, sendo 4 deputados para cada Território Federal com salários altíssimos e muitos benefícios
custam um bilhão por ano para nós.

81 senadores ( 91 ativos) sendo 3 para cada estado. Que exagero! Para cada estado basta um. 10 senadores afastados ou de licença com seus respectivos suplentes exercendo.

Que desmantelo!
Haja dinheiro!

Leitura complementar!

http://www.pragmatismopolitico.com.br ... -stf-e-da-presidente.html
 
Que Desmantelo!

Toninho disse que devemos ficar acordados

 
Toninho disse que devemos ficar acordados
 
Até uma criança sabe

que não devemos deixar

bananas aos cuidados de macacos.

Alertou Toninho

após ser exonerado do seu cargo.

Serraglio de justiça

não entende nada,

é excelente amigo da bancada ruralista,

juntos são especialistas,

em roubar bananas aos cachos!
 
Toninho disse que devemos ficar acordados

POETAS DE MERDA

 
ó poetas de merda, indesejáveis no espaço, que não entendeis que não vos querem por aqui, que sois uns merdas que pouco mais sabeis que o b,a,ba, pondo-vos por isso a mexer daqui para fora, íde pregar noutra freguesia, aqui não há espaço para essa merda de choros, de abraços, de flores mal cheirosas e muito menos para beijos, pensavam vocês seus menos inteligentes que a Poesia aqui partilhada por gente fina era para os vossos beiços, pois enganaram-se mas parece que não percebem, que gentalha fraca dos miolos, ponham-se a andar, depressa e em grupos mais ou menos ordenados, suas cabeças de vento que a porta é estreita para vocês que tem a cabeça grande e pouca inteligência, aqui só interessa quem tenha os miolos dum tamanho razoável...Poetas de merda, pena o Hitler não ter acabado com esta gente que só vê abraços e beijinhos, porrada era o que mereciam para deixar os outros em paz a fazerem as partilhas entre eles e os que já morreram como o tal pessoa esse sim sabe ler interpretar e até ressuscitar se fôr necessário, perante tão bela poesia que por aqui ficará quando vocês saírem seus mal cheirosos.
quem vos manda meterem-se onde não são chamados?ainda vos tratam muito bem, olha se fosse comigo era outra a cantiga, ando por aqui há pouco mas sou inteligente, já percebi que não há que misturar alhos com bugalhos...
vamos lá a ver se me fiz entender, eu já estou de saída...por agora.

JM
 
POETAS DE MERDA

O dia seguinte

 
exaltando-me chegou
trazendo flores
bombons
champanhe
perfume
aquele dia
que já passou

precavida
espreito agora
atrás
da porta
na ânsia de sair
atrás da igualdade
sem ter que
me deparar com
aquele pé
no traseiro

afinal, o
dia seguinte
chegou

Mulher hoje
amanhã. ...
sempre!
 
O dia seguinte

Caretta-Caretta

 
Caretta-Caretta
 
A caça faz-se de noite
O crime não custa nada
E uma vez já virada,
sangra a pobre tartaruga,
deixando a areia ensanguentada

A carne enche-lhes os bolsos
E os ovos que já não nascem
um dia vão escassear
A espécie pode extinguir-se
e o homem só sabe rir-se
de ignorância e crueldade

Maria Fernanda Reis Esteves
55 anos
natural: Setúbal
 
Caretta-Caretta

A vida a soldo

 
A vida a soldo
No olhar a apatia
Sem vontade, ou expressão
O dote como moeda de troca
À margem, a humana condição
Do ser mulher...
Sem rosto, ou graça
Do contrato, um ventre fértil
O amor uma utopia
O que importa é perpetuar a raça

Maria Fernanda Reis Esteves
56 anos
natural: Setúbal
 
A vida a soldo

Sábado Tenso

 
Sábado Tenso
 
Em plena semana santa e ...
a lista dos Judas não parava de crescer,
se tratando de corrupção,
o número era tamanho,
nem poderíamos prever.

Se fossem investigar de verdade,
essas listas seriam mais de cem.

Enquanto os desavergonhados,
recebiam os chamados,
nosso vizinho ao lado,
brincava com quem estava do outro lado,
vendo o Sol nascer.

Dois loucos,
provocações dos dois lados,
lembravam-me os vilões dos desenhos animados!
 
Sábado Tenso

DIGA NÃO, DIGA SIM

 
Em qualquer roçado em durmo,
Se tem riacho livre tem água limpa;
Agüenta todo peito que a fome alimenta;
Faz medo: nem toda cama tem sono.

Não rimam o de baixo e o de cima;
Durmo no colo e não caio no chão,
Sem trinca, sem fenda, no ventre;
Tudo igual, sem emenda, coração!

Bebo na bica, na palma da mão, tua água;
Do monte vejo o infinito e dou um grito:
Acorda moço! Saia dessa ponte: corra!

Teu ponto foge de ti, escapa-te a sorte.
Se tens gosto de mamão de corda, liga não:
São iguais, sinta-se maçã, moça solteira.

Na beira da estrada, diga nada, diga não!
Se na cama, durma em silêncio, diga não!
Se a estrada é tua, faça segura, diga não!

Diga não! Diga não! Diga não!

Amores e corações se encontram, diga lá Caetano!
Tudo que é de bronze, bronzerá, diga não! Diga Djavan
Se é de paz, prazerá, trará agora teu ponto, diga sim!
 
DIGA NÃO, DIGA SIM

Como borboletas

 
Pululam como borboletas coloridas
por campos semeados com a verdade,
pousam aqui e ali afoitas e desinibidas
e esvoaçam batendo asas de falsidade.

São despudoradas no seu voejar saltitante
pensam-se cativantes na beleza de suas cores,
voam baixinho, com um ar irónico e arrogante
não passam de larvas amorfas sem valores.

Têm porém uma errónea e efémera vida
por que suas cores empalidecem com o tempo,
tempo que desnuda toda a palavra mentida
e as derruba no chão vergonhoso e lamacento.

Algumas mais resistentes prolongam o seu voar
esforçando-se por se enganarem a si mesmas,
muito poucas, ainda vão tentando mistificar
por que se vestem negras como avantesmas.

José Carlos Moutinho
 
Como borboletas

SILÊNCIO BEM POSTO

 
 SILÊNCIO BEM POSTO
 
Finge-se ouvir
esses palavreares prolixos
tão dúbios que o bom senso
interdita...

A calhar, uma saída pela tangente
fazer ouvidos de mercador
pra essa gente
mutismo proposital e eis que
confundem com a pedra
mas... o átomo nela vibra!...
outra parecença o rio
mas as águas cantam
quando batem nas pedras!

misturado às coscuvilhas o mel
sedimento que o silêncio bem posto
pode decantar e fazer emergir
a substância primordial da p-a-l-a-v-r-a
a verdade!

Maria Lucia (Centelha Luminosa)
 
 SILÊNCIO BEM POSTO

Luso, Agora, o Meu Site de Relacionamentos

 
Pobre gente pobre, mais pretensiosa, e idiota
Que apareceu, de repente, por aqui, no Luso
Trilhando de um modo completamente obtuso
Lá vai fazendo do trabalho dos outros chacota

Usando um pseudo preciosismo, como capota
E, com um comportamento deveras abstruso,
Armados em críticos de poesia - que anedota...!
Vão denegrindo um a um, num exaltado abuso

E assim pretendem tirar os seus emolumentos
Do Luso, este aprazível site onde Almas poetas
Veem dejetar seus amores, ou dores, ou alegrias.

Desde então, eu visito aqui amigos todos os dias
Por ora, fazendo apenas algumas leituras seletas.
Fiz, assim, do Luso, o meu site de relacionamentos

apsferreira
 
Luso, Agora, o Meu Site de Relacionamentos

Castelos

 
Castelos soberbos, majestosos sem par,
ei-los pelo mundo guardiães dos povos,
Abrigavam dos opositores, defendiam gentes
livrando-os de grandes perigos.
Agora ai estão esventrados, mas de pé.
Foi lá que viveram os reis, nobres e damas,
veludos, sedas, brocados. Cortesias e vénias.
Paixões, duelos e também os tramas.
Altaneiras as torres e as velhas ameias
guardando segredos jamais revelados.
Pequenas vigias parecem os olhos
que ainda, aguardam os recém chegados.
As escadas arrimadas e difíceis
que um passo dos nossos mal pode abranger
viram com certeza muito jovem semimorto
de seta trespassada, por ali morrer.
Os tempos correm e há outros perigos...
intransponíveis, ou estarei a sonhar?
Aqueles que não os preservam e podem,
dormindo e sonhando “Castelos no ar.”
 
Castelos

A ignorância

 
A ignorância

Ignorância
ou falta de saber,
por ser tonto,
não ter condições
ou então por não querer.
Temos de ter paciência
de ver tanta apatia
uma palavra sinónima,
talvez por esta
idiossincrasia.
Se assim é
que pena eu tenho
de não haver vontade
de crescer um bocadinho
e ficar de bom tamanho.
Quantas vezes ouvimos
numa maior inocência
asneiras e patetices
que ficamos a pensar,
oh! santa ignoscência!
Sem a menor sensatez
falam de coisas patetas
numa falácia infundada
e de tanta pequenez…
Que deixam arrepiados
os crâneos sem pêlo
ou até os cabeludos
que ficam descabelados.
Ás vezes sinto tristeza
de não haver o bom senso
e dizerem tanta asneira
em tão curto espaço
de tempo.

Vólena
 
A ignorância

Toxina aqui, jamais

 
Toxina aqui, jamais
 
Bramem Espanhóis
Na candura dos Portugueses,
Até resíduos tóxicos
Querem semear à nossa porta

Peta
 
Toxina aqui, jamais

FURAR FILA

 
Furar fila

Vejo sempre
Em bancos
Pessoas
Furando
Fila.

La na escola
Na merenda
Tem alunos
Que furam
Fila.

No hospital
Tem gente
Querendo
Furar
Fila.

No ônibus
Tem jovens
E idosos
Furando
Fila.

No supermercado
Tem alguém
Que não
Obedece
Fila

Mas nunca vi
Na fila da morte
Alguém
Furando
Fila.

Lucineide
 
FURAR FILA

"soneto da imoralidade da poesia,"

 
 
"(...)o coração em dois me partes. Jogai fora a metade que não presta, para com a outra parte serdes pura."

(Hamlet) Ato III, Cena IV

e a poesia ainda a lutar, à cama dos seus absurdos
guelras daqueles que a contaminam e a insultam
que lhes apreende em subjugado laço servil e surdo
e mudo! e curto qual o lado puto dos que a sugam

da linha tênue em desencontro à sua prevenção
ao grito contido em tubos e veias indo em espera
na cama, convalescer-se por outra vil comparação:
a de redigir-se inócua, a poesia, e inerte às guelras

e a linha sobe e a linha desce! é sirene de voz baixa
é medicina que não cura! apenas retarda este tempo
porque a doença alastra-se de hipocrisia às marchas

dos passos descalços em castas criando letras sujas
adestrando-se em contato do seu corpo escorrendo
e, lhe fosse um suspiro a mais! das tais mãos obtusas..

a lhes sorverem, ó poesia!
a lhes consumir..
 
"soneto da imoralidade da poesia,"

Sorriso quimérico

 
Sorriso quimérico
 
Um querer fictício
Não conta no rol
Do romance credível,
Como um sorriso
Pintado, fingido,
Não representa
A docilidade do coração.
Assim...
O amor não é confiável,
Pois, nem tudo o que vem
Dum abraço apertado,
Moldado por um sorriso
É sinónimo de ternura
Ou de verdadeiro amor.
Amor conquistado
À sombra do engano,
Dissipa-se com o apagar
Do sorriso quimérico
Na hora da verdade

Adelino Gomes-nhaca
 
Sorriso quimérico

Balas roubadas

 
Balas roubadas

Nos trens e metrôs,
Da cidade radiante, pintada de colorida
Daquele comercial, marketing e manipulação governamental
Vendo balas roubadas...
Eu sei, é errado, mas, já deixei vinte currículos
E meus três filhos também precisam de abrigo...não é, senhor governador?

Eu uso ponto cinquenta, você usa o sistema
A lei e sua, e só te sustenta
Deputados, senadores juízes... que grande novela
A deusa da mentira que satisfeita se revela
No sorriso de cada velho, bandido e gordo
Mais dourado e enriquecido que o próprio ouro

As cargas caem, os impostos aumentam
A diferença entre nós é a blindagem legislativa
E que no final, a mim resta a morte ou a cadeia
Jogue nosso dinheiro no mar e faça cara feia
A algema não te aperta, mas ainda assim e fria
Tem certas coisas que o dinheiro não alivia...

Roube mais, roube com estilo
Eu me chamo povo e trocaria esse hiate
Pela alegria da Dona Silvia
Que morreu antes de conseguir sua suada aposentadoria
Quadros, jóias, viagens, carros,coberturas...um pouco de tudo
Nossos políticos são gangters que não vendem bagulho

A cada bala, mais uma lei inútil
O leão que cresce devorando os próprios filhos
Dentro do circo dos sete paraísos
Só o dos senadores são mensais
Três mil duzentos e oitenta salários mínimos
Compulsoriamente, infelizmente, sou obrigado

Mas a esperança e a última que morre
Do meu sofá, sinto-me, feito moribundo
E sem emprego, sinto-me, um vagabundo
Meu suor, quente e salgado, escorre pelo ralo
Tanto trabalho, tanto estudo
E nem emprego no mercadinho da esquina eu arrumo

Está difícil e vai piorar,
Porque ninguém vai parar de roubar
Todos os dias é o mesmo prostíbulo
Trocam o nosso futuro feito figurinhas repetidas
Voto de um vale o peso de milhões
Mas quem disse que eu votei?

Lágrimas de sangue eu vou chorar,
Porque as contas eu preciso pagar
Mas, mesmo com as vendas está difícil aliviar
Ainda assim, sigo firme, forte na esperança
Porque já vi deficientes e grávidas a se aventurar
Pelo balanço dos coletivos, vendendo os clandestinos, pra poder se sustentar.
 
Balas roubadas

FOFOQUEIROS

 
FOFOQUEIROS
 
Imagem do Google

Tenho pena das pessoas fofoqueiras porque
elas são frustradas , infelizes e mal amadas.
A fofoca torna as pessoas deselegantes, feias,
medíocres , indecentes,venenosas e azedas.

Em todos os lugares há pessoas fofoqueiras.
Ninguém está imune a esse tipo de gente.
Mas só há fofoca porque tem quem compre.
O bom mesmo é nem ouvir o que elas dizem.

Infelizmente tem gente que não faz nada,
e procura se ocupar com a vida dos outros.
Se trabalha, faz todo trabalho mal feito,
já que seus olhos não enxergam a si.

O olhar do fofoqueiro é cheio de maldade,
assim como sua língua é puro veneno.
Melhor é não respirar o ar que ele respira,
nem comer da mesma comida que ele come.

Não compre nem ajude a espalhar nenhuma fofoca,
pois o fofoqueiro tem no peito a semente do mal.
Fofocar é como rasgar um travesseiro de penas,
é como espalhar poeira de carvão numa ventania.

Lucineide
 
FOFOQUEIROS