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Poemas : 

sim, eu confesso...

 


Rasgo-te, em cada palavra
Brota de mim um instinto puro
Na auto-preservação
Da minha demência,
Alimentada pelo sangue que te derramo.
Não procuro sequer desculpas.

Rasgo-te prostituído pela vontade de te possuir
Não só o corpo, antes a alma
Que me dizes minha mas que a distancia, teima
Em adiar presente nas dores que te (nos) provoco.

Rasgo-te no impulso do meu querer vagabundo e clandestino
Gumes afiados por dentro do teu bem-querer
Que sei que tens, que sei que me dedicas
No porfiar das promessas que me fazes.

Rasgo-te sem que o consintas
Quiçá pesado na desilusão da saudade
Sempre presente, nunca saciada.
Que de ti meu amor, angustia da alma,
Sorriso do meu ser
Nunca me sacio… a saudade é ela própria
O rasgo do meu querer
Autor
jaber
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Enviado por Tópico
FatinhaMussato
Publicado: 03/04/2009 14:55  Atualizado: 03/04/2009 14:55
Colaborador
Usuário desde: 17/11/2007
Localidade: Jales (SP / BR)
Mensagens: 2105
 Re: sim, eu confesso...p/ Jaber
Olá, Jaber!

Quanta paixão, pincelada por mágoas, nestes versos que hoje nos trazes!

"Rasgo-te sem que o consintas
Quiçá pesado na desilusão da saudade
Sempre presente, nunca saciada.
Que de ti meu amor, angustia da alma,
Sorriso do meu ser
Nunca me sacio… a saudade é ela própria
O rasgo do meu querer"

Beijinhos carinhosos,

Fatinha.

Enviado por Tópico
jaber
Publicado: 03/04/2009 15:06  Atualizado: 03/04/2009 15:06
Colaborador
Usuário desde: 24/07/2008
Localidade: Braga
Mensagens: 2757
 Re: sim, eu confesso...p/ Jaber
estrelas de mil cores
exctasy ou paixão
huumm, esse ardor traz tanta saudade
mata-me de amor, traz-me liberdade
deixa-me voar, cantar e adormecer...

Beijo Fatinha

Enviado por Tópico
Tânia Mara Camargo
Publicado: 03/04/2009 15:13  Atualizado: 03/04/2009 17:23
Colaborador
Usuário desde: 11/09/2007
Localidade:
Mensagens: 4262
 Re: sim, eu confesso...
Poeta, este teu racional instinto
De auto preservar-se e rasgar as
Fantasias... Bem
Sei que temes as minhas
Garras afiadas, nos afastando dos
Sentires e nos matando de saudades.

Rasgas os versos de ansiedade,
As nuas verdades que afloram
E em teu peito a batida é
Contraditória.
Porfiado coração que ama sem
Razão e gera um homem á
Beira do abismo querendo
Atirar-se ás chamas do inferno.

Porque não transformar a poesia?
Agarra-te à barra do meu vestido,
Diga que me quer, que me ama,
Que teu desejo vadio é o passaporte
Para deixes de ser clandestino em
Meu corpo que tua ausência
Reclama!

Enviado por Tópico
Tânia Mara Camargo
Publicado: 03/04/2009 15:16  Atualizado: 03/04/2009 15:16
Colaborador
Usuário desde: 11/09/2007
Localidade:
Mensagens: 4262
 Re: sim, eu confesso...
Atrevi-me e respondi, ao meu estilo,
peguei leve! rsrsrsrs, bjs

Enviado por Tópico
jaber
Publicado: 03/04/2009 15:19  Atualizado: 03/04/2009 15:19
Colaborador
Usuário desde: 24/07/2008
Localidade: Braga
Mensagens: 2757
 Re: sim, eu confesso...
Vou levar sim tania e com muio orgulho por esse poema k me dedicas aqui..um beijo muito grande.

Enviado por Tópico
Tânia Mara Camargo
Publicado: 03/04/2009 15:25  Atualizado: 03/04/2009 15:25
Colaborador
Usuário desde: 11/09/2007
Localidade:
Mensagens: 4262
 Re: sim, eu confesso...
de improviso, precisei acertar o meu escasso português, rsrsrsrsrs
peguei leve é gíria, quer dizer que não fui
muito a fundo entende? (Sensual)

Enviado por Tópico
jaber
Publicado: 03/04/2009 15:31  Atualizado: 03/04/2009 15:31
Colaborador
Usuário desde: 24/07/2008
Localidade: Braga
Mensagens: 2757
 Re: sim, eu confesso...
entendo, entendo. conhecendo a tua poesia podias ir bem mais fundo...rsss!

Beijo Tania

Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 03/04/2009 15:51  Atualizado: 03/04/2009 15:51
 Re: sim, eu confesso...
Podia pegar no telefone e dizer-te o que te vou dizer. Podia.
Podia até nem o fazer, mas também não vejo porque não.
Não gostei nem um bocadinho deste texto. Confuso e cheio de lugares comuns, vê lá tu...
Não gosto da tua escrita neste tipo de registo, e como tenho afinidade e empatia por ti, que penso ser mútua, digo-te.
Na minha opinião perdes tempo por este lado. A não ser que realmente queiras ficar por aqui. Nesse caso, deixo de te comentar.
Um abraço Zé Valente

Enviado por Tópico
jaber
Publicado: 03/04/2009 16:05  Atualizado: 03/04/2009 16:05
Colaborador
Usuário desde: 24/07/2008
Localidade: Braga
Mensagens: 2757
 Re: sim, eu confesso...
realmente é um comentário, tão somente. de critica, a que tem não constroi, destroi...a confusão estará na capacidade de interpretação, um poema ás vezes precisa ser lido várias vezes para se perceber os reais intentos do autor e mesmpo assim ás vezes não se consegue. não tenho empatia por ti...tenho simpatia e amizade. empatia tenho pelo gaspar.

Abraço zé torres

Enviado por Tópico
Tânia Mara Camargo
Publicado: 03/04/2009 17:06  Atualizado: 03/04/2009 17:06
Colaborador
Usuário desde: 11/09/2007
Localidade:
Mensagens: 4262
 Re: sim, eu confesso...
pelo visto a Torre caiu pesada e eu
fui atingida nos escombros.
Sou tão mal vista assim? já sei vou
fazer um benzimento na tentativa de
exorcizar essa loura que está encostada
em mim e que escreve esses poemas sensuais.



Enviado por Tópico
VónyFerreira
Publicado: 03/04/2009 18:05  Atualizado: 03/04/2009 20:29
Colaborador
Usuário desde: 14/05/2008
Localidade: Leiria
Mensagens: 9701
 Re: sim, eu confesso...
Jaber, de facto o que a poesia tem de extraordinário
é que permite que várias sensibilidades a sintam de uma forma absolutamente antagónica.
Este poema está lindíssimo.
Sei que os poemas de amor, ou este tipo de poemas podem ser interpretados por algumas sensibilidades como lamecha,blablabla, blablabla.
Tudo bem! Cada um come do que gosta e ninguém me pode garantir que quem gosta de sardinha, tenha pior gosto do que quem gosta de lagosta.
Por acaso também tinha gostado muito do poema anterior,http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=76742.
Resumindo, a diversidade de opiniões é sempre salutar, e grande gaita, não há nada nem ninguém que possa afirmar que é detentor da verdade absoluta!
Belo poema, portanto, vai para os meus favoritos.
Um beijo,
Vóny Ferreira

Enviado por Tópico
jaber
Publicado: 04/04/2009 01:17  Atualizado: 04/04/2009 01:17
Colaborador
Usuário desde: 24/07/2008
Localidade: Braga
Mensagens: 2757
 Re: sim, eu confesso...
eu não acho que seja lamechas, quando muito um exercicio da desdita. de vez em quando gosto de variar e a desdita também pode ser cantada no que ao coração diz respeito.

Beijo Vóny

Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 03/04/2009 19:39  Atualizado: 03/04/2009 19:53
 Re: sim, eu confesso...
Jaber,
Aprecio imenso o escritor que não se deixar "engessar" por um estilo de escrita.Gosto da verver que voa da crítica ao humor, do terror ao amor.
Escrever é um ato de liberdade solitária, no qual o poeta ou prosador coloca nas letras o que vem da vontade ou inspiração.Lindo poema de sentimentos rasgados!Gosto muito de poemas assim.
Bjins, Betha.

Enviado por Tópico
jaber
Publicado: 04/04/2009 01:19  Atualizado: 04/04/2009 01:19
Colaborador
Usuário desde: 24/07/2008
Localidade: Braga
Mensagens: 2757
 Re: sim, eu confesso...
e isso, eu não sou...engessado. percorro muitos estilos, nem sempre sou feliz nesses exercicios mas tento não ser banal.

Beijo Betha

Enviado por Tópico
RoqueSilveira
Publicado: 03/04/2009 19:45  Atualizado: 03/04/2009 19:45
Colaborador
Usuário desde: 31/03/2008
Localidade: Braga - Vila Verde
Mensagens: 7255
 Re: sim, eu confesso...
Concordo plenamente com a Vony e com a Betha, afinal este poema é muito bem interpretado pelas mulheres, como escrito por uma alma sensível, que entende da dor e do amor. Lamechiche, isso existe? Só se for para machões e falsos durões...Tenho visto tantos destes a chorar escondidos pelos cantos...Força Jaber.

Enviado por Tópico
jaber
Publicado: 04/04/2009 01:26  Atualizado: 04/04/2009 01:26
Colaborador
Usuário desde: 24/07/2008
Localidade: Braga
Mensagens: 2757
 Re: sim, eu confesso...
Lamechas é aquele que pisa e repisa o mesmo conceito, ainda que não necessáriamente num tema como o amor. mas quem anda sempre em volta do mesmo propósito esse é lamechas (minha opinião)

Beijo Conceição

Enviado por Tópico
LuisaMargaridaRap
Publicado: 03/04/2009 19:55  Atualizado: 03/04/2009 19:55
Colaborador
Usuário desde: 19/08/2008
Localidade: Portalegre - Alentejo
Mensagens: 1512
 Re: sim, eu confesso...
Tu és um faroleiro!!

Sabes porque digo isto, mas até gostei do poema, embora não seja esta a tua veia principal...



Bj

Luisa Raposo

Enviado por Tópico
jaber
Publicado: 04/04/2009 01:27  Atualizado: 04/04/2009 01:27
Colaborador
Usuário desde: 24/07/2008
Localidade: Braga
Mensagens: 2757
 Re: sim, eu confesso...
não é, sabemos que não...mas de vez em quando dou uma volta ao bilhar grande.

Beijo Luisa

Enviado por Tópico
flavio silver
Publicado: 03/04/2009 20:02  Atualizado: 03/04/2009 20:11
Colaborador
Usuário desde: 24/09/2007
Localidade: barcelos
Mensagens: 1001
 Re: sim, eu confesso...
um poema com a alma cheia, nota-se.
abraço

Enviado por Tópico
jaber
Publicado: 04/04/2009 01:29  Atualizado: 04/04/2009 01:29
Colaborador
Usuário desde: 24/07/2008
Localidade: Braga
Mensagens: 2757
 Re: sim, eu confesso...
alma cheia e uma mão cheia...de nada.

Abraço Flávio

Enviado por Tópico
António MR Martins
Publicado: 04/04/2009 01:15  Atualizado: 04/04/2009 01:15
Colaborador
Usuário desde: 22/09/2008
Localidade: Ansião
Mensagens: 5025
 Re: sim, eu confesso...
José,

E quem confessa não merece castigo...

Belíssimo poema.
Abraço

Enviado por Tópico
jaber
Publicado: 04/04/2009 01:29  Atualizado: 04/04/2009 01:29
Colaborador
Usuário desde: 24/07/2008
Localidade: Braga
Mensagens: 2757
 Re: sim, eu confesso...
eu também acho que não. já rezei o acto de contrição e tudo...

Abraço António

Enviado por Tópico
Vera Sousa
Publicado: 04/04/2009 01:18  Atualizado: 04/04/2009 01:18
Membro de honra
Usuário desde: 04/10/2006
Localidade: Amadora
Mensagens: 4100
 Re: sim, eu confesso...
Sim, eu confesso... Já li e reli este poema umas quantas vezes. Gosto imenso dele. Mais que isso, adoro o poema. Eu sei que sou suspeita porque gosto de poemas de amor. Mas há poemas e poemas, mesmo quando o assunto é o tão falado amor. E este está muito bom, com imagens muito belas. Como por exemplo esse rasgar e esse aproximar de alma!
Excelente Jaber! E favorito!

Beijo

Enviado por Tópico
jaber
Publicado: 04/04/2009 01:32  Atualizado: 04/04/2009 01:32
Colaborador
Usuário desde: 24/07/2008
Localidade: Braga
Mensagens: 2757
 Re: sim, eu confesso...
o amor...o tão propalado amor é sempre em si original nas várias formas e conceitos em que nos chega. quisera eu cantá-lo em todas as texturas e cheiros.

beijo Vera

Enviado por Tópico
Antónia Ruivo
Publicado: 04/04/2009 02:01  Atualizado: 04/04/2009 10:03
Colaborador
Usuário desde: 08/12/2008
Localidade: Vila Viçosa
Mensagens: 3906
 Re: sim, eu confesso...
Passei o serão a ler e reler o teu poema já estou como a Vera.... sinceramente acho que este não é o teu estilo, já li poemas de amor teus que achei divinos, mas é como tu dizes porque havemos de seguir em linha recta porque não enviesar de vez em quando,corremos por gosto afinal. deixo-te escrito de outra maneira o que sinto em relação a isto tudo, acabadinho de sair da forma, beijinhos

Palavra que chegaste vazia, em chagas
Servem-se de ti sem cuidado ou pudor
Transfigurada em versos de dor, torpor
Retalhada na lamina de uma adaga

Mãos atadas por sinuosas e geladas algemas
Presa no ódio, venerada e beijada no amor
Ai palavra, lembras-me um pobre agricultor
Tanta terra a semear, tão grande falta de enxadas

Só tu entendes os meus desabafos frios
Rebuçados sem sabor, de fel, tão amargos
Só em ti confio, és o meu negro instinto

Só eu te sinto em labaredas mornas… vivas
Cruel vaidade de medos e raivas tingidas
Dizendo-te as verdades no tanto que te minto

Enviado por Tópico
jaber
Publicado: 06/04/2009 18:25  Atualizado: 06/04/2009 18:27
Colaborador
Usuário desde: 24/07/2008
Localidade: Braga
Mensagens: 2757
 Re: sim, eu confesso...
não é o meu estilo, não é...nem sequer um estilo que me seja particularmente caro. é um estilo só, e muitas vezes faço coisas só pelo simples prazer de dizer a mim próprio que consigo. os contos adaptados que fiz fizeram parte desse percurso, as cantigas de amigo, etc...e ainda nem sequer vou a meio. Obrigado pelo lindo soneto, senti-me lisonjeado.

Beijo Antónia

Enviado por Tópico
mim
Publicado: 06/04/2009 18:18  Atualizado: 06/04/2009 18:18
Colaborador
Usuário desde: 14/08/2008
Localidade:
Mensagens: 2828
 Re: sim, eu confesso...
Gostei mesmo muito desta tua confissão!

Beijocas doces sempre

Enviado por Tópico
jaber
Publicado: 06/04/2009 18:26  Atualizado: 06/04/2009 18:26
Colaborador
Usuário desde: 24/07/2008
Localidade: Braga
Mensagens: 2757
 Re: sim, eu confesso...
as tuas beijocas são (sempre) doces.

beijo em Ti

Enviado por Tópico
zésilveiradobrasil
Publicado: 06/04/2009 19:42  Atualizado: 17/09/2012 23:45
Luso de Ouro
Usuário desde: 18/02/2008
Localidade: Niterói (em tupi-guarani = águas escondidas) RJ/Brazil
Mensagens: 13260
 Re: sim, eu confesso...
há muito queria fazer-lhe uma surpresa. valeu a pena esperar. entre os muitos belos poema seus um que eu pudesse declamá-lo. e esse tem toda a musicalidade para tal. ofereço-o a ti, mas como sei que és um grande declamador; ponho-o prova.

segue com o meu abraço fraterno xará.
Silveira


Enviado por Tópico
jaber
Publicado: 07/04/2009 10:54  Atualizado: 07/04/2009 10:54
Colaborador
Usuário desde: 24/07/2008
Localidade: Braga
Mensagens: 2757
 Re: sim, eu confesso...
Sinto-me lisongeado pela oferta que me fizeste e fiquei também emocionado pelas correntes de partilha que têm a força de estreitar margens ainda que separados por este vasto oceano. é nestas coisas que não compreendo quem tenta alimentar pretensas rivalidades brasil-portugal, mas isso não interessa agora, só o companheirismo e admiração mutua neste amor incondicional pelas letras. aproveito o ensejo para te enviar um grande abraço e dizer que adorei a batucada que partilhaste connosco.

Abraço eterno

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Frase

É incrível que, no intuito de justificar as nossas crenças, coloquemos Deus na terra e o Homem no céu

(Garrido)



A folha

A folha cai no verão.
( Era folha de papel)
Não consigo pegá-la
Porque o vento é forte
E me leva para longe.

Matheus



Insanidade perfeita

Sinto-me cansada
Já me faltam as palavras!
As que saboreio entre dissabores
Da minha própria loucura
Já não sinto o meu corpo
As vogais consomem-no
Adormece em brandas consoantes
Ficam tantas frases por dizer
Aquelas,
Que já não consigo escrever,
Falta-me a força
A caneta começa a tremer
Soluça.
O meu olhar constrói
O que meu pensamento rejeita
Esta sou eu,
A doce mulher
A insana, poeta...

(ConceiçãoB)



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Tudo em mim, são dias de tempestades...
Por isso entrego minha alma à poesia
E meus dias a escrever versos
E meto uns poemas em velhas garrafas
E as levo para as águas intermináveis dos mares
- revoltos e tristes -
E as lanço, na singela esperança
De que um dia alguém os leia
Ainda que meus pés não estejam mais sobre este chão
E meu corpo tenha sido já lançado no ventre desta terra impura
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- para a imensidão do infinito com que sonho,
ou para o abismo solitário que me amendronta...

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vaga-lume

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e desfolhar os céus

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sem tocar o chão
estirpes desaguando
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era dédalo a calar-me
se acontecia
cascata de sonhar-me
na boca que feliz
se fenecia

- e era livre
sendo chama
toda asas
vaga-lume
brilhante
como quem ama.

(RoqueSilveira)


Nós de poesia

A vida é feita de incompletudes...
Como os bares de mesas vazias
Nas calçadas
Ou as longas estradas
Repletas de nada dos dois lados

Ainda assim, escrevo
Mesmo sabendo que em mim
desatam-se nós de poesia
E atam-se outros em seguida.

O fato é que
Daquilo que me resta
Faço-me humanamente completa
meramente humana...

(Vanessa Marques)



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(Junior A.)



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Senão dizer
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(TrabisDeMentia)



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muralhas

do nosso amor,
migalhas

do nosso verbo,
mortalhas

dos nossos papos
poemas
em guardanapos

(Niké)



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Se cada coisinha que eu sei correspondesse a um rio... E se cada um deles desaguasse na mesma foz...Esta não teria senão o tamanho de uma bacia bem pequenina na qual eu refresco os meus cansados pés. Os rios seriam tão curtos quanto a minha felicidade, tão estreitos quanto a minha existência, tão secos quanto a minha solidão. Mas talvez, talvez bem no fundo da bacia, talvez para lá das lágrimas turvas, e para que eu me possa orgulhar, talvez sorriam dois peixinhos, que eu, apesar da distância possa contemplar! E quem sabe... Uma flor se incline e faça nascer, na foz uma flor que eu possa colher!

(TrabisDeMentia)
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