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Poemas, frases e mensagens sobre solidão

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares sobre solidão

TERRA QUEIMADA 🐺 🐾

 
TERRA QUEIMADA  🐺 🐾
 
 
Foge de tudo que lhe faz sofrer
Nesta terra queimada que é a sua
Solidão imposta pela crueldade humana
Escondido entre as fragas da serra

Não lhe vale o instinto animal
Quando lhe falta o sustento
E a luta é mortal e desigual
Como o fogo do firmamento

Mas sente que nada pode fazer
Não ser voltar a começar
Nesta luta imposta pelo homem
Volta a terra queimada que o viu nascer

E que foi despejado pela cobiça
Da terra que outrora era sua
Levando-o a uma vida submissa
Enquanto lamenta-se para a lua…

🐺 🍁🍂

🐾

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
José Coimbra

🐺 🍁
 
TERRA QUEIMADA  🐺 🐾

Está na hora

 
O mundo é mais belo pela madrugada
Quando os pássaros já voam e o Homem ainda sonha
Quando o Sol arrependido devolve ao mundo a sua cor
Mas é breve o instante
Ao longe o caos vai trepidando
Seus passos, lentos, se apressando
Sem pressas, louco, atropelando
Com tempo, pouco, reclamando
Às portas da demora:
Está na hora...
Está na hora...
Está na...

E eu vou, já vou, só mais um pouco

O teu cheiro travestido é travesseiro
Onde encosto o meu rosto entorpecido
Onde me entrego à lembrança por inteiro
E pelos campos da lembrança vou perdido

E perdido te acho
Toco-te ao de leve a face
Fito os lábios vincados num sorriso
E me curvo em ti
Não me soltes deste abraço
Não me deixes só
Não me deixes nesta hora
Pois eu sei que está na hora
E tu bem sabes, está na hora
Que é só esta, está na hora
A nossa hora, está na hora
Agora, está na hora
Agora, está na hora
Agora, está na hora
Ago...
 
Está na hora

NUM MAR

 
NUM MAR
 
 
Num mar de despedidas
Folhas tristes à minha porta
Nos pássaros já feridos
Eu serei mais uma mulher
Que anda sem pressa da idade
Vou deitar fora o meu mau humor
Para não me ferir mais no próximo
Amanhecer que estaremos juntos
E quando a loucura chegar, se chegar
Que não me traga mais solidão
Vou deixar voar as minhas borboletas
Sem perder uma simples lágrima
Entre as palavras vazias
Onde darei grandes gargalhadas
Nas folhas perdidas no outono
Pois estaremos juntos quando amanhecer.

🌸
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
NUM MAR

SEIXOS E PEDRAS

 
SEIXOS E PEDRAS
 
 
Sinto-me perdida nos meus lençóis de seda
Onde tudo é suave e envolvente em contrastes
Venho do ventre de minha mãe do barro escuro
Sem fazer mal a ninguém ou roubar coisa alguma
Apenas aprendi da vida o que ela não me ensinou
Aprendi a ver, a sentir, a cheirar, a tocar, a sentir
Através do desbotar das flores em cores lavadas
Pelas lágrimas da chuva, a sorrir e nas folhas a cair
Escondo o coração num abrigo da forte tempestade
Um corpo que deambulante ao acaso na sentida alegria
Que vive todos os dias num ser amado da felicidade
Por isso quando eu morrer já não me pesará a terra
De seixos, de pedras, de fragas, das flores que alguém
Terá deixado frescas ou secas, quem sabe, eu não sei
Eu sei que venho do barro escuro, da terra fértil talvez
Assombrada, esquecida do ventre da minha querida mãe.

༻❀༺༻❀༺༻❀༺
 
SEIXOS E PEDRAS

Alinhando as estrelas

 
Saiu da sala de jantar. Ninguém reparou.
Desceu alguns degraus e baixou-se para tirar os sapatos de salto alto. Então, desceu o último degrau e sentiu a areia seca tomando-lhe os pés.
Deu alguns passos seguindo o chamamento das ondas.
Sentou-se, pousou os sapatos e abraçou os joelhos.
A noite estava quente e húmida. O vestido branco agarrava-se à pele, do mesmo modo que, a espuma branca das pequenas ondas, se vinha agarrar à areia.
Ainda conseguia ouvir a música tropical vinda da sala e as vozes sem palavras definidas. Tinha sido um jantar muito agradável. Tudo era bom e bonito. Perfeito, se não fosse a sua fome de silêncio e de solidão.
Sentia-se bonita naquela noite, Sentia-se em paz. Mais ainda, ali sentada sozinha. Num ímpeto deixou-se cair para trás e ficou deitada. Olhou o céu azul escuro e viu milhões de estrelas. Definiu algumas constelações.
Tentou definir caminhos de estelas. Complexos caminhos que lhe fizeram lembrar as estradas da vida. Viu as estrelas desalinhadas e iniciou um árduo trabalho de tentar alinhá-las. Pareceu-lhe possível. Mas, nessa noite sentia-se cheia de força. Uma força interior que nem sempre conseguia ter. Com a ajuda do mar, conseguiu mesmo alinhar alguns caminhos. Caminhos seus. Caminhos irreais.
Talvez tenha adormecido. Decerto que sonhou e, só acordou, quando sentiu a presença de alguém perguntando o que fazia ali, tão só.
Não era uma voz conhecida. Não era alguém que a procurava mas sim, alguém que a encontrou. Simplesmente respondeu que estava a alinhar estrelas. Ele sorriu e sentou-se ao seu lado. E só perguntou se podia ajudar…

Por vezes, também gosto de escrever em prosa.
 
Alinhando as estrelas

PEDAÇOS DE MIM 🌼

 
PEDAÇOS DE MIM 🌼
 
 
Recolho os pedaços de mim
Que larguei ao vento
Na tempestade da minha dor
Sobressaltadas pelos sentimentos
Rasgou tudo e todos neste meu caminho
De pedras soltas em pedaços
As noites gritam comigo frenéticas e cruéis
Nas ruas desertas da minha memória
Dormem os meus pensamentos
Como sinos que tocam palavras
Perfumadas descritas modificadas
Recolho os pedaços largados ao vento
Pedaços de papel escrito em poemas.
🍂🌼

🍂
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
PEDAÇOS DE MIM 🌼

"DELÍRIOS"

 
"DELÍRIOS"
 
Estou cansada, triste
De sorrisos forçados
Conversas onde ninguém ouve
Ou quer ouvir
Onde todos queixam-se
E ninguém tem razão
De máscaras, de fingimentos
Mentiras, choros, paranóicos
De aparências ilusórias
Realidade construída
De sonhos, desilusões
Da crueldade
E da curiosidade mórbida alheia
Orgulhoso desmedido
Sem vergonha
Estou cansada de gente falsa
Sem sentimentos.

Isabel Morais Ribeiro Fonseca.
 
"DELÍRIOS"

ENTRA A LUZ 🍁

 
ENTRA A LUZ 🍁
 
 
Entra a luz pelas cortinas do quarto
Com a solidão desarruma a minha alma
Na vontade sentida, desfolha as pétalas
Das rosas na jarra, como se do meu cabelo

Se tratasse, em longos sonhos esquecidos
Pensamentos no vazio de um rochedo
No aconchego dos limos entre as algas
Para adormecer nos tentáculos tenebrosos

Na vastidão da minha mente já doente
Olho as cortinas que balançam sem parar
Tento amar para não mergulhar no vazio
Nesta transparente vidraça onde se reflete

A minha pobre mente doente recolhida
Entre a sensibilidade sem autoconhecimento
Pobre alma moribunda esta a minha
Neste lugar onde me encontro no meu quarto

Percorro as amarguras dos dias, das noites
Sem saber onde estou, só tu meu salvador
Me salvas deste meu caminho do inferno
Pesadelo esquecido nos teus fortes braços.

🍁🍂 💖

As fragas, eram estrelas
Antes de cair do céu
Antes de perder
As penas das suas asas

🍁🍂 💖

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
ENTRA A LUZ 🍁

LUTO NEGRO

 
LUTO NEGRO
 
Está consumada a morte esquecida, sentida
Sono entre as pedras frias da funda sepultura
Dorme no nosso silêncio, nossa triste solidão
Vigília do coração, calvário de fragas tão nosso

Sigo a brisa do vento procurando o sal do mar
Gaivota presa da linguagem na areia vulcânica
Que voa baixo para não perder as asas no oceano
Verbo da lua, das estrelas perdido no luto negro

Silêncio que sinto em cada folha que se move
Em cada sombra do caminho que ando piso
O alcatrão quente no toque das rosas feridas
Que sinto lá fora na fria sepultura esquecida

Espera acordar do sonho prometido imperfeito.
╭✿

╭✿
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
LUTO NEGRO

SOZINHAS ESTAMOS ESTAREMOS 💝

 
SOZINHAS ESTAMOS ESTAREMOS 💝
 
Eu sinto a minha existência
Em qualquer lugar
Mas se eu não perceber morro
A ouvir os teus passos
Um dia partirei
Para longe deste mundo sozinha
Mas pretendo deixar um pouco de mim no teu ar
Eu já sei, sei que ninguém morrerá comigo
Nas brumas, dos dias, das noites
Esta minha alma partida
Por palavras sentidas nesta noite
Sem vestígio de alegria
Pensamentos presentes
Com sentimentos de saudades tuas
Na esperança de um desabafo que continua escuro
O meu mundo é uma sintonia que procura por ti
Que me faz querer-te, que me faz dizer, o que sinto
Um dia partirei, eu já sei que ninguém morrerá comigo.

💝

💝
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
SOZINHAS ESTAMOS ESTAREMOS 💝

"MORRER DE DOR"

 
"MORRER DE DOR"
 
 
O poeta está morto de dor
A lâmina da espada caiu sobre ele.
Sonhador com uma taça de vinho.
Embriagado de dor, escuridão no peito
Poeta sem rima, atravessado por correntes do inferno.
Escreve um último verso perfeito
Pedindo a Deus que o leve para casa.
Para as terras brancas celestiais da inocência.
Foge, corre e voa para longe
De um caminho, de um esconderijo
Sonhador quer chorar nos ombros da amada
Não quer morrer num mundo frio
Tem apenas duas faces
Uma para o mundo, outra para Deus
Não quer morrer neste mundo frio
Sem ver a casa e os campos verdes ao seu redor.

💒
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
"MORRER DE DOR"

Terra queimada

 
 
Fugitivo da terra queimada
Preso no seu próprio domínio
Sozinho no meio de nada
sob o luar vermelho sombrio

Num arrepio que sente
Sobre a sombra que o assombra
Neste sentido de morte
Entre as cinzas desta terra

Luta contra os pesadelos
Com coração carregado de dor
Mas esconde-se entre os rochedos
Com sangue fervendo de rancor

Uiva da morte anunciada
Com a saudade sentida
Mas que na mente, mente tanto
Que esquece a dor que o coração sente

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
José Coimbra
 
Terra queimada

adormeço nos tentáculos de m’alma

 
adormeço nos tentáculos de m’alma
 
à beira da praia
sinto o pensamento dos rochedos
e em meus lábios arde a flor de sal
recém-chegada da noite

escorre pela garganta seca de silêncio
a inundar o meu corpo de areia
tentando cobrir esta solidão
da sua incapacidade de expressão

e nas ondas surge um vazio
de uma concha fóssil secular
a rasar a vastidão do mar
onde ferve um tempo reprimido

entrego-me ao fundo do oceano
para encontrar outra luz outra vida
suspensa na densidade das águas

aconchego-me nos limos e nas algas
e preso na rede dos meus sonhos
adormeço nos tentáculos de m’alma
 
adormeço nos tentáculos de m’alma

VIDA A SORRIR

 
VIDA A SORRIR
 
 
Redescobrir a vida a sorrir
Semente plantada e regada
Como uma flor perfumada
De amor, ternura e paixão
Palavras descritas e vivas
Sentidas ao amanhecer
Regadas de dor e saudade
Fez disparar o peito novamente
Beijos feitos em versos
Sonhos dispersos, perdidas
Em lágrimas de emoção e não
Consigo contê-las de um olhar.

💘 ♥
Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
VIDA A SORRIR

REMENDO 🌺

 
REMENDO 🌺
 
 
Remendo
O meu corpo ferido
Visto-me de poesia
Onde coso e remendo
Com as linhas da lua

Coso com amor
Coso com paciência
Coso todos os trapos
Que me cobrem o corpo

Coso, remendo, rasgo
Esta desalinhada mente
Enquanto coso
Vou-me encostando a ti

Para não coser sozinha
Neste meu remendado passo
Das insónias em ponto cruz
Coso rasgo e remendo

Enquanto me deito contigo.
💘•*¨*•❣ღ

Quando a dor é demais
Bendito o amor que nos dá asas

❀༺♥¸.•* **💕

Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
REMENDO 🌺

PÔR DO SOL

 
PÔR DO SOL
 
Estou tão cansada de sonhar
Das flores que eu amo, secaram
Morreram no jardim da saudade
De sentir na alma uma tempestade
Num abrir e piscar de olhos
De uma obscuridade palpável
Em duelos feitos de cúpulas na noite
Refeitos em pérolas, diamantes
Pôr do sol em fluxos turbulentos
Há sempre um demônio que vive entre nós
Mesmo quando o sol se põe no horizonte
Cuja alma pertence ao inferno
Estou cansada dos sonhos que desfalecem
Amar as coisas que não são eternas
De confiar e esperar por novos sonhos
Estou cansada, tão cansada
De todas as lágrimas perdidas, esquecidas.

Isabel Morais💖 Ribeiro Fonseca
 
PÔR DO SOL

o esquecimento abre passagem

 
Corre o dia,
e uma luz coada entra pelas cortinas
antigas, a solidão me faz
companhia,
adensa a noite
e desarruma a minha mente
e assim a flor desfolha até às
pétalas finais, como o sol
que se apagou, derramando
um vazio que a destrói.
Transporto sonhos ante um inverno
que me espera, a solidão dói,
o esquecimento abre passagem
e cada lembrança é já indelével
imagem,
como casa desabitada, mofenta
arrasada, onde já ninguém responde
minha alma, anda não sei por onde!
Minha vontade, ainda
inventa versos como comida suculenta
que me faz bater o peito, e a saudade
traz-me de volta a menina
dizendo-me que sou a mesma d'outro tempo.

o tempo que vai e nada o pode deter
fica a palavra feita nada,
a vida voando para o poente
como a água, que não volta à nascente

natalia nuno
rosafogo
 
o esquecimento abre passagem

Caminhos do incerto/Dueto Rosafogo e Ana Coelho

 
Caminhos do incerto/Dueto Rosafogo e Ana Coelho
 
CAMINHOS DO INCERTO

Hoje a solidão veio p'ra ficar
Esqueço tudo, nada quero saber nem ouvir
Solto-me como pássaro no meio da moita
E aguardo a tempestade prestes a surgir.
Abre as mãos eleva-as ao mais alto de ti
E a voz do silêncio cantará
Um hino de louvor à alma em clamor
A solidão cairá na intempérie de um sorriso.

Meu coração ainda se afoita!
Bailam lembranças na minha mente
Quando procuro o repouso
E surgem na minha frente
Como um Sonho prazeiroso.

Na utopia dos sentimentos
Renasce a vida em forma de herança
Nos beirais da angústia ganha forma
Um sorriso de criança que o nosso olhar alcança.

Nas lembranças me envolvo perdidamente
Elas são tudo o que é meu!
Saudade é passado e presente
E o futuro que a memória
Abriga em caminhos do incerto destino
Na estigma de ontem hoje e sempre.

Rosafogo e Ana Coelho

Neste poema o talento da ANA e o Sonho da Rosafogo
Este Sonho de poder sentir-me com emoção fazendo
um dueto com uma grande poetiza.
Para ela a minha estima e admiração e também o meu muito obrigado.
 
Caminhos do incerto/Dueto Rosafogo e Ana Coelho

Os vazios que enchem a virgindade dos lugares

 
Os vazios que enchem a virgindade dos lugares
 
A solidão se sente em casa,
no triste peito
na felicidade de um coração cheio
no aperto
mais incomum
de um abraço…

É como o negro puro
que sustenta as estrelas no espaço
desmentido céu azul que Deus vê,
depois de acender
o lume do sol
em cada raio …
 
Os vazios que enchem a virgindade dos lugares

ATIRADO AO MAR

 
ATIRADO AO MAR
 
 
Corpo despedaçado
Atirado ao mar
De um náufrago
Perdido no tempo
Tantas vezes esquecido
Como uma melodia
Cantada e entoada
De um trovador
Peregrino num deserto
De uma selva citadina
Onde ninguém se conhece
Ou tem medo de ser conhecido.


Isabel Morais Ribeiro Fonseca
 
ATIRADO AO MAR