Poemas, frases e mensagens de Bambi

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Bambi

Thoughts page.

Resgate

 
“Amo-te”.

Ainda hoje estou à procura do seu significado.
Não me recordo do seu sabor e do seu cheiro.
Será que alguma vez o senti?
Ou terá sido apenas uma ilusão?

Fui à procura dele dentro do carro, vi também no motor.
Explorei o sítio por onde costumávamos passar,
Limpei os móveis cobertos de pó,
porém, as partículas voltaram.
Voltam sempre.
Vasculhei por entre os papéis usados nas gavetas,
Mas nada encontrei.
Apenas memórias distantes que insistem em se manter longe,
Bem longe de mim.

Sabes, confesso.
Confesso que podia procurar melhor.
Não procurei debaixo da cama, muitas pessoas esquecem-se de procurar nestes recônditos sítios.
Não se dignam a este esforço, pensam que não vale a pena...
(Mas vale?)
Também não procurei por detrás da fotografia, emoldurada na parede da sala.
Nunca gostei dela, por motivos de egoísmo e de auto-estima.
Talvez seja por isso que nunca quis desvendar o que poderia encontrar por detrás dela.

Hoje ainda continuo à procura, a meio gás.
Penso que estou a perder a principal fonte.
O teu coração.
Perdi-o e não sei se consigo resgatá-lo.
Talvez a escrita me traga a epifania.
 
Resgate

Fora de Lei

 
De olhos postos na estrada da vida
Recordo-me desse encanto
Que assombra a minha mente
Saindo dos escombros, ateando fogo à minha alma
Sem misericórdia, sem dó.

Ah, mas que belo é esse fogo…
Volta o brilho dos olhos,
Queima o que resta da alma…
Projeta vidas passadas e vidas fictícias,
Esquecendo-me da minha identidade.

Fora de lei são
As influências e consequências que tens em mim.
 
Fora de Lei

Hoje, Amanhã e Depois de Amanhã.

 
Hoje, escrevo.
Escrevo para lavar as minhas mãos de uma sujidade que se agarra freneticamente e que, teimosamente, não se quer desvanecer.

Amanhã, tomarei um duche.
Na esperança de que a água possa renovar uma pele que, por um momento único, envelhecera eónes.

Depois de amanhã, o sol reaparecerá.
Tentando penetrar as densas e cinzentas nuvens que enchem toda uma alma.

E, depois disso, depois de um inverno... a primavera volta.

Porque nos construímos em todos os momentos.

Em todas as estações.

Letras soltas numa sopa de letras.
Vazia ou Cheia?
Vazia e Cheia.
 
Hoje, Amanhã e Depois de Amanhã.

O Último Copo

 
Acorda para mais um dia, mais um dia… Já é tarde. A noite aproxima-se, escura e fria, cuja tamanha neblina o enche de incertezas e de dúvidas. Desse mistério, cria o desespero que o envolve com uma fina corda à volta do seu pescoço. Vai para o banheiro, com o crepúsculo de esperança de que a água tépida possa renovar e abençoar uma pele já há muito desgastada por um tempo de pecado. Que o alivie de um sufoco de um pretérito.
Veste a sua roupa e sai para a rua. Vagueia por entre as ruas do Bairro Alto. Mais uma noite, mais um fragmento de vida desperdiçado. Bebe mais um copo, fuma mais um cigarro, alcoolizando uma ilusão, queimando uma visão. Rodeado pela multidão, por uma sociedade demente, porém, sente-se totalmente só. Conhece mais uma mulher, mais um corpo de puro e impuro prazer. Reflete, nesse corpo, toda a sua fúria, mágoa e luxuria que a vida lhe impôs. É um toque que arde. Um ósculo que não sente. Olhar que não transmite, completamente vazio. É, apenas, mais uma alma para fomentar a sua interminável insaciabilidade. A noite termina, a mulher estava só de passagem. Testemunha de uma chacina, de uma alma perdida.
Chega o primeiro dia do seu 36º inverno. Alma que não sente, perecida, com uma sensação dormente de um passado que a persegue. Calafrio que permanece e que se agarra aos seus ossos, estação após estação. O Sol nunca mais chegou nem chegará. O tempo passa, a vida passa e não fica. Hoje bebe mais um copo, o último copo. Hoje é oficializado o seu fim que já tinha perdurado durante bastante tempo enquanto sobrevivera. Finalmente.
 
O Último Copo

À minha estrela

 
Não é a primeira, nem a segunda carta que te escrevo
E, de certo, não será a última.

A insatisfação humana é tal que domina completamente a mente de uma alma humana, não é verdade?

Porque seremos nós incapazes de aceitar o inevitável? O que é real e o que não pode ser mudado? Porque é que achamos que podemos alterar o mundo à nossa volta, quando nós somos tão pequenos…

Penso que essa insatisfação humana é aceitável até certo ponto, essencialmente, a nível espiritual.

Para que se quer dinheiro para, no fim, tornar-se num objeto?
Para que se quer tudo se, no final, somos nada?

Não vale a pena tentar justificar o que já está incontrolavelmente implícito.
Não vale a pena tentar explicar algo que está entregue às mãos da realidade.

Pode-se ter controlo nos outros? Para quê tentar controlar os outros? Eles são mestres de si próprios… Só nós mesmos poderemos controlar as nossas ações (ponto e vírgula).

Assim, te dirijo esta carta para te dizer: Independentemente de tudo, a cada minuto, hora, dia, mês que passa, levo-te comigo. Aceito a realidade aos poucos e poucos. Retiro os bons momentos.
Só lamento não me ter despedido em vida.

Até logo.
 
À minha estrela

Egocentrismo Inconsciente

 
A perfeição que exiges a uma pessoa, por ti estimada, é a mesma que demandas a ti próprio?
Torna-te consciente da realidade.
Não cortes as asas a alguém só porque possuis modelos distintos.
Fantasias utópicas.

Estão apaixonados um pelo outro?
Porque terás tu de estragar tudo, impondo cada vez mais e mais e mais… coisas ridículas que nem tu poderias concretizá-las.
Adaptem-se um ao outro.
Faz valer todos aqueles posts que colocas nas redes sociais.
Todas aquelas músicas e filmes que ouves e vês.
Queres que te diga uma pequena grande verdade?
O mundo não gira à tua volta.
A tua vida não é a mais importante.

Se realmente gostam um do outro, trabalhem, efetivamente, nesse sentido, sem desejos desmesurados e exuberantes.

Estás insatisfeito?
Tens ótimo remédio.
Namora contigo mesmo.
 
Egocentrismo Inconsciente

O Mundo nas 20h

 
Apetece-me escrever.
Não sei bem o quê, mas apetece-me escrever.

Acabo de vir da janela, são 20 horas e 12 minutos, o céu... deveras fascinante.
Com uma panóplia de cores alaranjadas que se misturam com as várias cores azuladas - de uma escuridão que se aproxima, também ela fantástica, misteriosa.
Adoro quando o céu contempla algumas nuvens.
(Re)Criam-se os mais belos fins de dia.
O vento está mais do que presente.
Está uma brisa ligeiramente mais fresca, mas igualmente renovadora.
Toca-me suavemente pela face, fico mais sensível ao frio.
Passa-me pelo cabelo e este voa, acompanhando as múltiplas direções de um vento que, até ele, parece desnorteado

...

Tenho lido, mas nunca o suficiente. Procuro algo...
Não sei o que faça com o tempo.
Passa-me pelas mãos numa correria incessante e permaneço, aqui.
Sem norte.

São 20 horas e 20 minutos.
O céu continua deslumbrante.
Agora, com as cores mais quentes, mais fortes.
Um azul mais escuro que o acompanha nesta viagem.
Estas cores envolvem-me completamente – e eu, com a mente ali.
Quando voltas?

A minha alma não sossega.
Pede constantemente por uma saciabilidade que eu não sei se tenho capacidade para tal.
O meu corpo já foi, em tempos, um copo cheio de água.
E, como todo o tempo funcional,
progressivamente, tem tido algumas transformações, naturais ao homem, ao mundo e às coisas – umas lascas aqui, uns tombos, uns pedaços perdidos acolá.

Partindo-se aos poucos.

Hoje?

Tenho uma réstia de vidro que sustém uma ou duas gotas de água.
Mas a minha alma implora por mais.
Está completamente convencida de encontrar um oásis neste deserto que caminhamos há séculos.
Sinto-me tão velha, mas nada inteligente.
Muito imatura.

Quero devorar livros, conhecer pessoas, beber as suas histórias, quero viajar, quero...
Quero, acima de tudo...
Conhecer-me e encontrar-me. Acima de tudo...
Encontrar um eixo que me guie
Neste limbo onde me encontro, completamente perdida.

São 20 horas e 27 minutos.
As nuvens são agora dominadas pelas cores do céu: todas se tornam familiares ao azul.
A luz esvai-se, sem perder tempo.
É impossível ganhá-lo novamente.
Depressa, a noite chegará.

Um perfeito brain storming, com tanto ou nada por dizer.
 
O Mundo nas 20h

Até breve

 
A vida é, toda ela, uma grande viagem.
Uma viagem onde, muitas vezes, nos agarramos às coisas efêmeras.
Mas são elas, tantas vezes, que nos ajudam a encontrar o nosso eu maior.

Saímos desta pequena concha e, dia após dia, momento após momento, descobrimo-nos e reavaliamo-nos com conversas, com pessoas, com os fenómenos inerentes à vida.

Somos mais do que fomos ontem.

Apreciamos todas as alegrias e os sofrimentos para que consigamos, somente, avançar.
Juntos.

Um sentimento de gratidão silencioso apodera-se sobre mim: sobre a minha família, o tempo que despenderam para mim,
aos meus amigos, pelas conversas, gargalhadas e tristezas partilhadas,
a todas as pessoas que estiveram só de passagem, mas que me ensinaram tanto,
deixando-me com um pedaço delas.

A viagem recomeça todos os dias.
E sei que conhecerei mais pessoas, ficando umas, saindo outras, mas que sempre marcarão.

E, todas elas, são seres humanos e, se estão comigo, mesmo que não sejam de sangue, são família.
O que nos liga é bem mais forte do que isso.
É energia vital que renova e sacia a nossa alma.

Continuem com o diálogo, pois este é a melhor forma para a paz mundial.
Porque conhecer as pessoas, as suas histórias, sem as julgar com receios e escuridões fundamentais, permite-te encontrar-te com elas e ver-te nelas.

É essencial para o teu próprio crescimento.

Abre o teu coração.

Eu estou a trabalhar para o mesmo.

Viva à unidade.
Viva à humanidade.

Pensamentos daqui e dali.

Obrigada pelos encorajamentos, Presidente da SGI - Daisaku Ikeda.
 
Até breve

Destinos Diferentes

 
Furta-se do baú recôndito da alma as calamidades de um pretérito que acalentam um pequeno oásis num imensurável deserto.

Durante quatro primaveras e cinco invernos, o frio reinou, gelando o que restara.
Tempos de inocência, rasgados e queimados por uma visão que inundava e transbordava corações cândidos, transparecendo total singela fortuna de um temível e incógnito fado.

Outrora, momentos de cumplicidade extrema, partilha de uniões, manifestadas por carícias e solenidade de tamanha folia.
Cada toque era uma perpétua e deliciosa construção de um mapa detalhado do universo.
Cada olhar era espelhado em espírito, transmitindo uma fusão sublime que apenas eles pejavam.
Permuta de sentimentos unissonantes, coordenados por uma sinfonia única, dançando ao som de exótica melodia singular.

Época esta suprida por flagelos constantes, esquecendo a vera prosperidade de um amor a dois. Mais um amor cessou. No desfecho, são meramente pássaros distintos, que não pertencem a só uma gaiola, voando para bem longe, longe um do outro.
 
Destinos Diferentes

Ser ou não Ser?

 
Procura-se incessantemente por uma reformulação e reconstrução de um Ser que se padronize no sistema social.

Para quê?
...
Porque a soberania económica impera.

Tudo se transforma num campo de batalha
Para um Combatente frágil e eternamente inacabado.

Implora-se e aspira-se por uma luz regeneradora
Criativa e criadora,
Capaz de gerar e reavivar uma tímida e pequena chama que,
Rapidamente,
Parece cessar.
 
Ser ou não Ser?

Encontrar-me

 
Parou tudo. Parou tudo na mente.
Parou agora o tempo.
Preciso de pensar...

Onde estou? O que sou?
Onde estive? Onde vou?

Preciso de tempo para me encontrar,
Mas não o tenho.
Quero saber que moralidades escondem este mundo
Quero saber qual o meu desejo mais profundo.

Oh...

Como eu gostava de poder acordar de manhã e dizer:
Hoje será um bom dia.
Sei exatamente como será o meu caminho.
Mas não o sei.
Nem nunca o saberei.

Traço objetivos com esperanças, mas sem efeitos exatos.
Percorro caminhos desencontrados.
Quero estar ali, mas acabo por ficar aqui.
Quero sentir o primeiro aroma,
a primeira sensação,
o primeiro detalhe quando acordo.

Mas esqueço-me de tudo, porque a minha cabeça diz "Há coisas bem mais importantes para tu reparares".
Engano-me.
Redondamente.

E é por isso que preciso de me encontrar.
Eu tenho de me encontrar.

Voltei ao ponto de partida.
Como se a vida fosse um círculo e que, na nossa ilusão, combatessemos a sua natureza para ao início não voltar.
Estou perdida.

Tenho um mundo tão grande por descobrir, e esse está em mim.
Não quero continuar a vaguear no vácuo.
Preciso de um objetivo...
Um objetivo.

Sei que não irá levar exatamente onde pretendo, mas será um passo ilusório que alimenta a minha alma.
Que me dará asas para que possa sonhar.

E, num momento, sinto-me...

Sou como uma esponja, que absorve cada toque e cada traço à minha volta
Que, repentinamente, num aperto
Faz-me tudo perder.

Quero continuar a tentar.
Não importa se está certo ou errado, o importante é fazê-lo.

Motivação para fazê-lo...

Meu escudo, minha defesa.
Minha riqueza, meu refúgio.

Guardo e não solto.
Quero rugir, mas suspiro.

Quero tanta coisa...
 
Encontrar-me

Whirlwind (Inglês)

 
I’ve been drinking a lot of coffee, lately.
Is it regenerating my mind?
Is it keeping me awake and aware?
… I guess not.
I feel like I’m dormant in this world,
Living in a fantasy of my own design.

I’m wandering around in every corner
Trying to discover something fresh, something new.
I’m hoping the Harmony of Life to be fulfilled
When I’m the reason why it’s destroying it all.

I have a mind, but I feel empty.
I have a voice, but I’m speechless.
I’m lost and I am found
In this whirlwind,
Always spinning, destroying and reconstructing.
Getting things upside down.
Over... and over again.

The decisions I make, their purpose
Will have to pass through society first.
I dream of impossible dreams,
That slowly destroy my Being
As I’m getting older.

Freedom. I’m carving for Freedom.
The Ultimate Peace of the Spirit.

I feel restless, thinking what I can do
To please everyone, to please myself.
How can I do it?

Texto escrito em inglês.
 
Whirlwind (Inglês)

Amor Instante

 
Não te peço amor eterno,
Peço-te asilo num dia de inverno.
Não te mendigo companhia constante,
Mendigo-te a compreensão de um amante.

Que o escuro do dia nos abarque
Através de galáxias e universos,
Numa sintonia de beijos e abraços dispersos,
Com sabor e fervor do teu e do meu toque.

Não exijas amor imortal,
Sou ingénua e perpétua aprendiz.

Não me ames por completo,
Ama-me por cada pedaço que detenho para te entregar.
Abriguemos este pequeno momento secreto,
Somos como que duas crianças que aprendem a amar.

A vida, meu amor, é este momento inconstante
As minhas mãos entrelaçadas nas tuas
Despidas, nuas.
 
Amor Instante

Ser Criança

 
A criança é um ser maravilhoso. Tem a potencialidade de desenvolver tantas capacidades que lhe competem e, mesmo assim, hoje em dia, as suas asas são cortadas…
O conceito de infância é bastante recente. Ainda na idade média, a criança era vista como um homúnculo, ou seja, um Homem em ponto pequeno, apenas útil para a sociedade ao atingir a capacidade para começar a trabalhar.
A Convecção dos Direitos da Criança (1989) é um documento recente e, apesar de muitos países terem assinado a favor destes direitos, poucos são os que aplicam.
Apenas os EUA e a Somália não assinaram a favor. Mas, como todos sabemos, apesar de os outros países terem assinado este documento, verifica-se, ainda, uma grande taxa de trabalho infantil em certos países, bem como outros fatores degradantes.
Porque não serão estes países penalizados? Mais uma vez, esta sociedade global só se importa com o que lhe convém, enquanto que os valores humanos passam completamente ao lado.
As crianças são vulneráveis e frágeis e são sempre as que estão mais expostas às várias crises. Após as duas guerras mundiais, houve a necessidade de reformular a perspetiva quanto às crianças. Porquê? Porque, mais uma vez, são as que mais sofrem. Em tempos, aquando do ato da guerra, as crianças eram as primeiras a avançar. É, de facto, incrível ver como é que a criança começou a ser vista aos olhos da sociedade…
Muitas mulheres sofreram, foram torturadas, perseguidas e mortas por defenderem as crianças e os seus direitos.
Diz-se que, até ao séc. XX, a criança não era vista como um ator social, ou seja, que não tinha o direito de participar nos assuntos que dizem respeito. Porém, isto ainda hoje acontece.
Quantos pais/professores/adultos dizem: “Esta é a MINHA criança, eu é que SEI o que é MELHOR para ela, é IRRELEVANTE aquilo que ela diz ou deixa de dizer.” Caros amigos, a criança tem todo o direito de ser ouvida, tal como consta na Convecção dos Direitos da Criança. Não vale a pena ter um papel de possessão no que diz respeito às crianças, elas devem ser protegidas, como é de esperar nas sociedades atuais (embora isso não se verifique em muitos casos). São pessoas em constante formação e que devem ter a liberdade para fazê-lo, de modo saudável.
Ainda, nos dias de hoje, se verifica que chamar alguém de “criança”, “infantil” ou “imaturo” remete para a negatividade da ideia de infância. Se falarmos com crianças de 5/6 anos, até elas já começam a negar a ideia de que são crianças, o que é muito triste. Os adultos referem “Já não tens idade para fazer isso. Portas-te mal, vais para a sala dos bebés!”. Até que ponto é que isto é aceitável? Gostava que todos nós pudéssemos refletir sobre isto…
No que me diz respeito, serei feliz enquanto tiver uma criança dentro de mim! E espero, no futuro, proporcionar um clima de excelência, tanto de aprendizagem, como de valores, às crianças!

Reflexão sobre "Sociologia da Educação"
 
Ser Criança

Pensamentos sobre a Música

 
A música sempre foi uma parte muito importante da minha vida.

No passado dia 14 de Fevereiro, assisti ao concerto dos Sigur Rós, em Lisboa, no Campo Pequeno.
Esta banda é, de certo, uma das que mais consegue fluir emoções pessoais das mais varias formas, no que me diz respeito.

É engraçado como uma linguagem que nos é completamente desconhecida e toda a unificação dos instrumentos permite, no entanto, transmitir em nós algo que é tão cheio e enriquecedor à alma!

É certo, também, as diferentes interpretações que cada pessoa faz a uma dada canção ou música. Há pessoas que dizem que ouvem um estilo de música de acordo com o seu estado de humor e outras que ouvem para contrariar o seu estado de espírito.

Apesar de não escrever aqui nada do género filosófico, só queria deixar a minha marca a dizer como a música tem tido um papel tão importante na minha vida. Cresci com diferentes tipos de música, nomeadamente dos anos 80, estilo house, trance e techno, rock e heavy metal (com suas variantes) e rock dos anos 90. Ao longo da minha vida tenho tido diferentes gostos pela música, mas sinto que vou aprendendo cada vez mais e mais e a minha personalidade e o meu estado de espírito vai-se moldando aos vários estilos.
Sempre que penso que conheço bastante, sou sempre surpreendida por inúmeras bandas que são muito menosprezadas pela sua grande qualidade e conhecer o seu trabalho é uma enorme satisfação para mim.

Tenho a felicidade de ter comigo um mp3 e garanto que o tenho sempre com a bateria carregada. Oiço música sempre que tenho oportunidade. Como acordo muito cedo, e nem sempre com o melhor humor, a melhor maneira para me despertar e animar é com música. A caminho da minha faculdade, é essencial ouvir música, até porque a viagem ainda é longa. Quando estudo ou faço algum trabalho, não consigo concentrar-me se estiver silêncio absoluto ou com burburinhos de outras pessoas, ao contrário da presença da música.

Quanto aos diferentes gostos musicas das pessoas? Verdade seja dita. As músicas ditas “comerciais” podem ser viciantes temporariamente mas, passado um bocado, são logo ultrapassadas por outras do mesmo género, sendo isto um ciclo do “põe e tira e gira o disco e toca o mesmo”. Existem tantas, mas tantas bandas recentes, com grandes qualidades e tão pouco famosas, quando estas deveriam ter mais reconhecimento…

E as músicas que ficam para sempre? As grandes lendas? Aquelas que foste capaz de ouvir quando tinhas 12 anos e, passados anos, ainda sentes a mesma essência transmitida ou ainda uma maior? Ah, e que grande sensação é essa, de ouvir uma música deste tipo e de andar desesperada à procura da sua autoria… Aposto que se alguém fosse ouvir uma dessas músicas comerciais antigas só daria um estado de nostalgia e ficava por aí.
Estou a ser um pouco contraditória, é verdade, cada um tem a sua preferência de acordo com as suas vivências e gostos e isso deve-se respeitar, óbvio. Encarem isto como uma opinião minha, embora eu não vá criticar, à toa, os gostos musicais de cada um.

Bem, tanta conversa para dizer que a minha vida sem música não seria nada. Seria muito pobre de emoções. É o que me faz realmente viver e sentir ainda mais uma dada vivência com mais intensidade, seja ela de felicidade ou de mágoa. Até porque é o que nos faz de humanos, não é? Não haveria o bem se o mal não existisse.
 
Pensamentos sobre a Música

Rótulos do Mundo

 
Ele fuma cigarros, ele bebe álcool.
Ele tem tatuagens no corpo inteiro e piercings na cara.
Ele falta às aulas, falta a compromissos.

Basta estas informações que aqui vos indico para vos perguntar:
Que imagem vos veio à cabeça?
Tratar-se-á de um delinquente?
De um jovem irresponsável?
O que considera correto ou errado?

Será que refletiram sobre o seu background, sobre o seu historial pessoal, para justificar o porquê destes aspetos?

É engraçadíssimo ver como as pessoas são capazes de ser tão críticas perante os outros, achando-se juízes do mundo, mas depois, quando é para fazer uma auto crítica, ‘tá quieto.
Coloca-se um rótulo no mundo.
Vê-se seres humanos em todo o lado, mas não a humanidade.

A próxima vez que julgar alguém pela sua aparência ou pela sua atitude, não faça uma interpretação imediata e estereotipada, cheia de preconceitos. Tenha capacidade de reflexão e de atuar/falar com mais calma e segurança.

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Rótulos do Mundo

Eternity (Inglês)

 
I wish I had wings
To feel lighter,
Once in a while
'Cause this weight I bare in my shoulders
Have made me an ultimate and restless fighter.

Everyday my soul walks an inch
When my body walks miles instead.
And this weight is becoming more and more...
Unstable and dark.

I turn to everyside I can...
But all I see is pain and blood.
My final destination is...

To walk alone, still, with this weight
For the rest of my life
For all eternity.

Texto escrito há 5 anos, em inglês.
 
Eternity (Inglês)

De Filha Para Mãe

 
Excelsa figura feminina
De valores e de compreensão inigualáveis,
Ainda que incompreendida.

Mulher de corpo, essencialmente:
Alma de Verdadeira Mulher.

Mais do que Mulher
É humana, no verdadeiro sentido do seu ser.
A perfeição atinge-se pela simplicidade do seu gesto,
Pela humildade da sua personalidade,
Pela ternura, fruto de tal dom angelical que possui.

Mereces o mundo, minha mãe.
Que a vida te traga capítulos renovadores à alma
Sendo, sempre, feliz.
Que esse mundo alheio, de poucos horizontes,
Não verticalize a tua felicidade.

Sabendo, perfeitamente, que deixei muito por dizer sobre esta grande mulher, deixo aqui uma pequena grande parte de um todo que é um fascínio e exemplo ao ser humano.
 
De Filha Para Mãe

"Guia de Sobrevivência Social"

 
E, aqui, seguem-se algumas das linhas de raciocínio que dão sentido a este "Guia".

-Elogia alguém se esse alguém fizer algo de bom. Não critiques, apenas. E se o fizeres, fá-lo com fundamentos. Criticar e julgar com veneno é estúpido.
-Sê respeitador. Se não gostas de uma opinião, discute de forma construtiva. Ouve, antes de falar sem argumentos concretos. Nem todos têm que ter o mesmo ponto de vista do que tu, o que não invalida a hipótese de mútuo respeito. Isto aplica-se tanto a opiniões, como estilos, modos de estar.
-Abre a tua mente. Sai fora do quadrado. Não te deixes levar por tudo aquilo que os outros te dizem. Sê crítico. Reflete mais. Questiona mais.
-Consciencializa mais o conceito do «eu e o outro». Serás uma pessoa muito mais paciente e compreensiva se te colocares no lugar do outro. Cada um tem a sua perspetiva de vida e às vezes é preciso fazer este “exercício” para tentarmos perceber o que se passa à nossa volta.
-Não cries estereótipos. É verdade que a capa deixa muito a desejar o conteúdo, mas não é a capa que o determina fatalmente. Pensa nisso.
-O mundo não é feito à tua imagem. Tu fazes parte dele. A teoria egocêntrica não se aplica, naturalmente, ao mundo.
-Sê solidário. Acima de tudo, sê humano. O mundo está cheio de egoísmo e isso tem de acabar. Reflete mais sobre o que é ser, verdadeiramente, humano. Vê quem precisa realmente e vê como podes ajudar. Sê mais compreensivo. Sê mais flexível.
-Não julgues os outros. Primeiramente, julga-te a ti próprio. Os juízos que fazes dos outros acabam por te definir.

Não queiras ser igual a toda a gente. Faz a diferença.
Não sejas superficial.
Dá valor àquilo que tens.
Não precisas de esconder o amor e de mostrar a guerra.
Peace and Love
 
"Guia de Sobrevivência Social"

Perder o Sentir

 
Procura-se pela alma.
O vazio de um olhar remete para um passado que retorna e que suga todas as energias da mente.
Uma sombra de luz do dia leva à incerteza e à insanidade.
Um adeus já não volta e, cada vez mais, sente-se o frio, até não sentir nada.

Rigorosamente nada.

O corpo está cansado demais para sentir...

Um tecto de vidro que se quebra em milhões de pequenos pedaços.
Tão pequenos que só o pó restou, sendo arrastado pelo vento,
lenta...mente...
dispersando-se pelos confins do horizonte.
 
Perder o Sentir

~Bambi ∞

"Não é demonstração de saúde estar bem ajustado a uma sociedade profundamente doente." - Jiddu Krishnamurti