Poemas, frases e mensagens de Absalao

Seleção dos poemas, frases e mensagens mais populares de Absalao

Gosto muito de estudar,
ler, escrever e ensinar...

Identidade

 
Identidade e auto-conhecimento

Quem sou eu?
Sou o menino ignorado, por quê?
Por ser um esfarrapado?
Sou um puro inocente
Visto como culpado,
Quem sou ?
Sou a pessoa mal tratada
A tal criança violada,
Sou o homem mais útil
Considerado Inútil, por quê?

Filho dum infeliz
Quem sou?
Sou a esperança do meu país
Mas a minha já se esgotou
Sou o futuro pai
Mas nem vi o meu
Sou um doutor
Mas nem consigo curar
Nem a minha própria dor
Na verdade
Eu não sei quem sou
Mas sei que sou algo neste mundo

Talvez um atleta
Retardado a cada segundo


Fernando Absalão\'



\'\'\'\'\'\'cada um deve em primeiro lugar conhecer-se a si mesmo, para que possa ser conhecido por outros.\'\'\'\'
 
Identidade

Acções

 
Não basta ser Humano
é necessário viver e agir como Humano.

Não basta agir como Humano
é indispensável pensar
e raciocinar antes de agir,

pois, as acções definem
e caracterizam completamente
quem as pratica.

As acções são clones de cada indivíduo.
 
Acções

Raizes ocultas

 
Raizes ocultas

Brotei
do vazio soturno
brotei
do alto e robusto grito milenário
brotei
da epiderme do batuque tatuado de melodramas
…acho que sou fruto de lágrimas e bruma.

Minha essência é toda insípida
raízes minhas
estão coladas
no epicentro
das mórbidas
memórias.
Indecifrável é a minha trajectória.

Vivo
pedalando sobre os carris do tempo,
no coração do quotidiano
rego o templo
no qual semearei
os mais dolorosos momentos
vividos por mim

…claro… não me conheço por inteiro
porque alguns pedaços meus
o desespero engoliu
…meu brilho escondeu-se
nas pesadas impurezas deste mundo

Não sei donde vim
não reconheço a terra que piso
entretanto, não sei onde estou
nem se quer para onde vou…
 
Raizes ocultas

Tempo

 
Nada é mais precioso
do que o tempo
(Fernando Absalão)
 
Tempo

à paz

 
I
Procuro-te
porque és um pedaço
da minha alma.

Chamo-te
com a minha malcriada
e extenuada voz.
Soletro o teu nome
enquanto escalo as névoas
que ofuscam o meu caminho.

Suplico que o vento
me leve ao teu umbral
mas diz ele que nunca te viu.

II
Quando partiste
não me disseste adeus,
não deixaste rastos,
não libertaste nenhuma fatia odorífica tua
não me disseste se voltarias ou não,
levaste contigo a felicidade
a tolerância
a ternura
e o amor.

Apenas deixaste
um inteiro desencanto
escondido nas minhas cicatrizes que nunca secam.

Por isso
já não sou o planeta que conheceste
me tornei
tumultuoso,
triste
e sangrento.

III
Chamo-te…
será que me ouves?
será que me vês?
será que voltarás?
afinal, onde estás?
 
à paz

VIDA2

 
A vida é bela se é vivida com cautela.
 
VIDA2

Arrependimento

 
Apaixonei-me por alguém
alguém muito fascinante
alguém que me feitiçou
no primeiro instante

quando nos abraçámos pela primeira vez
quando nos beijamos pela primeira vez
haaaah...ela tomou conta de mim
haaaah...ela dominou os meus neurónios
e finalmente matrimoniei-me com ela,
mas isso foi uma mera estupidez
ela trouxe-me desgraças
trocou a minha felicidade em magna escuridão
desintegrou-me em tamanhos microscópicos

por isso:
divorcio-me severamente dela
por isso:
expulso-a severamente da minha vida
sai! Sai! Sai!sai da minha vida
vai! vai! vai! vai embora
já mais torne a cruzar a minha vida
já mais torne a cruzar a minha vida

(maldita droga)
 
Arrependimento

Meu coração, um Vulcão

 
meu coração
é um vulcão fremente
que chora e derrama
lagrimas ardentes.

dentre
a plumagem da nula paixão
a solidão queima-o
e repele-o
da gruta.

...............
..........

maldito vento
acido
raivoso
vazio
e obsceno
que acorda as chamas
escondidas nas profundezas
do meu abismo.
 
Meu coração, um Vulcão

Brado do Menino de rua

 
Brado do Menino de rua

A minha vida é uma lástima
Vivo dum modo cretino
A minha auto-estima
Degrada-se paulatinamente
Cada passo meu
Corresponde a uma lágrima
Vagueio diariamente
Sem nenhum destino,

Sinto-me submerso
No mar da desgraça
Sinto-me algemado
Nas turbulências do mundo
Há quem diga que não me difiro dum…defunto

Socorrrrróóóó...
Alguém me ajude…
Socorrrrróóóó...
Alguém me acode…

Durmo ao relento
O meu sofrimento intensifica-se
A uma velocidade do vento
É na lata de lixo onde mendigo pelo alimento,
O resplandecer do sol deixa a minha alma nas trevas
A tristeza é o meu flagelo fiel
A alegria é o enigma que ainda tenho por desvendar,

Questiono-me infinitesimamente:
Será que, digno não sou
Da felicidade da qual os outros desfrutam?
será que digno não sou
De um abrigo?
Até quando me livrarei desta melancolia?
Será que viverei assim eternamente?
Socorrrrróóóó...
Socorrrrróóóó...
Alguém me ajude…
Socorrrrróóóó...
Socorrrrróóóó...
Alguém me acode…
 
Brado do Menino de rua

MEU RECANTO

 
Tu és
o meu recanto
génese do meu encanto
tu decepas o meu pranto
no teu leito perfeito
verto o meu pasmo

Sim,
de mim
estou desterrado
e tenho as tuas palmas como aconchego
meu amor, meu antibiótico
sim,
afirmo sem medo
derreto-me no cimo lunático
do teu relevo
tal como o orvalho
uiva no caule do dia

Teu corpo é o meu leme
quando me tocas
meu cérebro treme.
ah, por favor consuma-me por inteiro
quero alojar-me no teu cancioneiro

Amo-te
amo-te docemente
amo-te LITERATURA.
 
MEU RECANTO

-< Esperando por ti >-

 
Sentado na pirâmide
Da minha imaginação
E bem agachado no relvado intimo
Da minha esperança
Espero por ti.

As sonolentas portas
Da minha alma
Estão abertas e anciosas
Para te devorarrem.

Quando chegares
não hesites!não hesites !
Nem tão pouco!
Voa directamente
Ao núcleo da minha palma

A sede de ter-te ao pé de mim
Espanca-me brutalmente as entranhas
E afoga-me nos meus próprios
Fluídos cerebrais.
De tanto pensar em ti
Perco a essência da saudade
Que me embala.
Retratos que eu guardo
Aos poucos perdem o aroma
E evaporam como pólvora acesa

Esperando por ti
A retina minha
Cega-se na esperança
De mais uma vez
Decifrar o magno reluzir teu
 
-< Esperando por ti >-

A.M.I.G.O

 
Alma meiga, conselheira e companheira
Meu amigo meu abrigo
Imprescindível personalidade
Gira como a flor do sol
Obra comparável a nada
 
A.M.I.G.O

Borboleta Verde

 
Vejo-te
levantando da cândida fresta
moves-te ao meu encontro;
páro e observo-te
vejo a aurora nascendo
da tua plácida testa.

Tuas asas verdes
beijam-se,
movem-se num timbre alégre
acordam a liberdade
que perdera fôlego.

Ah! Venha pousar
no meu coração
tira-me do maldito alcatrão
e do ventre da maldição,
pinta-me com o teu pó verde
porque só assim
ganharei mais vida.
 
Borboleta Verde

Belo Dia

 
Bordado júbilo
E dourado ensejo
Libertam-me da dor
Outrora construida.
Desejo brilhar e levitar
Incansavelmente,como gaivotas que
Acariciam o ceu azul.
 
Belo Dia

alma maldosa

 
Sou uma alma maldosa
perdida no vago tempo
discursos entorpecentes
carrego no meu peito.

Dotada de quentes artimanhas
minha boca aguçada
fulmina ácidas palavras,
gosto de ver a paz ameaçada.

Represento a força perversa,
claramente, luto contra o bem,
no meu canto pecado é virtude
humano...meu preferido refém.

Amo esta arte obscura
abraço-a temendo nada
dentro de mim ela perdura
aos poucos conquisto mais discípulos.

Tenho o dom de enganar
escondo-o nas minhas escamas
odeio tanto ver-te alegre
calúnia e terror são meus diademas.

Serei sempre espinhosa
glorifico meu mestre LEVIATÃ,
doce... é ser tortuosa
estive com Eva diante da maçã.
 
alma maldosa

Flor

 
Flagro-te beijando o orvalho
Luminosidade tua, é o oásis da vida
Orgulho-me quando te vejo erguida
Rios de euforia fluem no teu galho.
 
Flor

no tapete daquela noite

 
a noite circulava
acesa
e sorridente
e doce.
estrelas saltavam
e perdiam-se na brisa dourada
nascendo do poente.
belo silêncio trazia consigo em forma de eclipse, o perfume
que dormia nos sovacos do vento.
erva robusta recitava hinos
que consolavam paradoxos nocturnos.

na dianteira daquele instante
apareceste escoltada por estames acesos.
teu vestido beijava o tapete da noite
e roubava-me a atenção.
máximo encanto estava embrulhado
no chilrear da tua voz que me seduzia o ouvido.
teus lábios afiados reluziam
e descarilavam-me os neurónios.

agarrei-te, como o predador faz á presa
amputei-te a cortiça que te escondia o corpo
explorei os mistérios escondidos
no alicerce dos teus poros.
perdi-me nas tuas dunas e fendas oleosas
fiz-te gemer até o tapete da noite alvorecer...
 
no tapete daquela noite

entrega

 
quero ser teu...
para amar-te,
afogar-me no teu mundo exótico,
viver dentro do teu coração
e sentir nossas almas esfregarem-se.

quero construir
uma senzala no teu cérebro
para teu material craniano
girar somente em minha órbita.

quero ser teu vestuário(íntimo),
ser os acessórios
que te beijam o corpo,
ser teu batom preferido
para sempre dormir nos teus lábios doces.

quero ser todo teu...
quero ser tudo teu...
 
entrega

sorriso duma criança

 
sorriso duma criança
chave que elucida a grandiosa ingenuidade
satélite cristalino
que no sobrenatural flutua
absorvendo a consternação
desenhada nas flácidas e cordiais
ruelas dum progenitor.

oh, que sinfonia preciosa!!!
embalada nos lábios luminosos,
luminosos mais que um arco celestial.

janela de esperança
que se dilata
quando mais um segundo o tempo ameaça.

incrível é como ele brota...
brota no ruido silencioso
como agua bailando na cascata
gota-a-gota.
 
sorriso duma criança

cala-te!

 
cala-te! não mastigue nenhuma palavra
deixe o nosso amor gritar bem alto
abra a boca mas fale no silêncio...
quero levar-te ao tabernáculo mais fausto.

deixe-se levar pela magnitude deste momento
oh! cala-te! nada digas!
palavras às vezes são penumbras de distrações
que se hasteiam e nos roubam o alento.

cala-te! nossos corpos têm tanto por conversar
então...deixe-os fazê-lo;
hoje nada nos pode parar
é para ti todo meu zelo.
 
cala-te!