Poemas : 

ANAMNESIA

 
Por entre a bruma
sobrevive, renasce, emerge
um canto, um nome,
o aroma da espuma.
Apalpo a polpa
das palavras mais antigas
e nelas pulsa um fio
de prata, um frémito,
fruto do pudor
que desenha a geografia
do universo interior
e é quanto basta
Casta se mantém a poesia.

 
Autor
AMICI
Autor
 
Texto
Data
Leituras
762
Favoritos
0
Licença
Esta obra está protegida pela licença Creative Commons
4 pontos
4
0
0
Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.

Enviado por Tópico
Vania Lopez
Publicado: 03/01/2010 13:22  Atualizado: 03/01/2010 13:22
Membro de honra
Usuário desde: 25/01/2009
Localidade: Pouso Alegre - MG
Mensagens: 18292
 Re: ANAMNESIA
esse fio é um novelo sem fim, nos desenrolamos dentro deles e casta se mantém a poesia.
Linda Maria, lindo seu poema. bjs


Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 27/01/2010 23:58  Atualizado: 27/01/2010 23:58
 Re: ANAMNESIA
As nossas memorias guardam restias de luz que sobrevivem as brumas da amnésia. No fim surge a luz. essa foi a luz que iluminou esta poesia

Lindíssimo

Beijo azul