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Poemas : 

Assombro

 


Estranheza que se entranha e que não se compreende
Roupagens que nos arrepiam moldando os corpos
Reclusão de invólucros cruéis
Da sua origem bestas iludidas
Desabamento neste abismo de luz e sombra
Vegetando num mundo sensível como almas esquecidas

Ventania que revolve as entranhas
Turbilhão em devir feito louca vertigem!
Que não sacia a fome controladora de manhas
Delíquio para onde se transporta a inconsciência
Numa viagem inevitável e premente
Ser que anseia pela jornada em iminência

Estonteamento em hibernação de emoções
Isolamento de polémicas, falácias e controvérsias
Afastamento de insolentes ignorantes e de suposições
Manutenção do fulgor mesmo em estado de completa loucura
Bloquear os sentidos à deriva famintos
Num rio escarlate maligno de conjetura

Feras que se mordem em luta instintiva de sobrevivência
Incisivos cravados em sangue em uivos de amotinação
Extirpando a carne em pedaços de forma mordaz
Pedrados autómatos tendo um espelho em contemplação
Assim somos nós por debaixo da máscara da beleza subtil
Separados do arquétipo em pura deturpação!
 
Autor
AnaMariaOliveira
 
Texto
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Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 03/08/2012 18:41  Atualizado: 03/08/2012 18:41
 Re: Assombro
Um poema feito com garra a começar pelo enunciado poeta, aonde se nota uma revolta pelo homem e a sua ambição que é a desgraça do mundo:

"Pedrados autómatos tendo um espelho em contemplação
Assim somos nós por debaixo da máscara da beleza subtil
Separados do arquétipo em pura deturpação! "

Por vezes não olhando a meios para atingir certos fins.

Abraços
Luzia