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Sonetos : 

A LIRA E A FLAUTA -- versos alexandrinos

 
Tags:  SONETOS 1995  
 
A LIRA E A FLAUTA -- versos alexandrinos

Conta, musas, ainda El Libro d'Alexandre,
Sobre Alexandro Magno, El-Rey de Macedônia,
A História fabulosa, muito embora idônea,
Co'os feitos d'armas seus, que o tornaram o Grande.

O império d'Europa à Índia ele rápido expande:
Ocidente e Oriente une ao tomar Babilônia.
Dest'arte, a flauta frígia em duo co'a lira jônia
Tocam enquanto, no ar, forte o seu gládio brande!

El Libro d'Alexandre, aos afãs paladinos,
Recorda a erudição toda de Alexandria,
Mas milênios após! Embora os desatinos,

Helenisticamente, entrevê a harmonia
Da lira e a flauta onde versos alexandrinos:
Doze sílabas têm como metro à poesia.

* * *


Ubi caritas est vera
Deus ibi est.


 
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RicardoC
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Enviado por Tópico
RicardoC
Publicado: 26/09/2015 20:13  Atualizado: 26/09/2015 20:13
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 Re: A LIRA E A FLAUTA -- versos alexandrinos
Série de sonetos escrita por mim em 1995, A LIRA E A FLAUTA são os primeiros sonetos alexandrinos que publico no LUSO-POEMAS. Eu parei de escrever dodecassílabos há cerca de quinze anos, procurando me especializar no verso heroico e na redondilha maior. Via os alexandrinos como vão virtuosismo e foi com muito esforços que os revisei no afã de torná-los menos rebuscados. Espero que algum sucesso...

A história do duelo musical me interessou então como exercício de imaginação, pois, percebi que mais do que simplesmente recontar os mitos eu poderia propor discursos e poéticas para suprir as lacunas da própria história conservada a partir do originais da antiguidade. Por isso intentei em pôr no lugar de Apolo e imaginar qual foi a canção que ele cantou para virar a partida diante de Mársias e mesmo quais a razões de Mársias para a temeridade de enfrentar o Febo...

Por fim, escrevi por achar que a história tal como me foi apresentada pelos mitólogos e poetas não havia dito tudo o que eu julgava digno de interesse. É isso.

Abraços, Ricardo Cunha.