Sonetos : 

NÃO HÁ DE QUÊ

 
Tags:  SONETOS 2025  
 
NÃO HÁ DE QUÊ

Nem tanto o dia; nem tanto a hora, eu penso…
Os anos se passaram sem que a cura
À nossa insofismável amargura
Conciliasse contrários n’algo imenso.

Ainda aos pés da deusa ardia incenso,
Onde ex-votos d'amor fazem figura.
Convém fazer da perda outra procura,
Enquanto das memórias me convenço.

A dúvida permanece, todavia.
Vênus há-de sorrir, mais dia menos dia,
Em nossos corações quase outonais.

Até lá, haja luar na madrugada
A clarear o trilho incerto d'esta estrada,
Que segue em frente p'ra longe demais.

Belo Horizonte - 21 11 2025


Ubi caritas est vera
Deus ibi est.


 
Autor
RicardoC
Autor
 
Texto
Data
Leituras
24
Favoritos
0
Licença
Esta obra está protegida pela licença Creative Commons
0 pontos
0
0
0
Os comentários são de propriedade de seus respectivos autores. Não somos responsáveis pelo seu conteúdo.