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 Re: O SUICIDA
É exatamente isso, caro Jorge. Ao invés de celebrar ou condenar o suicida, a poesia se pretende testemunha reflexiva de seu desespero.
Com clareza, Borges enxerga que a morte de ser humano é, também, a morte de todo o Universo que este conhecera. Ao decidir matar-se, a visão de todas as coisas quotidianas se torna uma profunda e solitária despedida.
É a condição humana: Estamos todos condenados à vida e à morte. O que quer que façamos em nossos dias sobre a terra será destruído. Legar o nada a ninguém é a grande contribuição de quem viu ser a vida a fruição de pequenos prazeres e experiência de seguidas dores.
Dito isso, não julgo o meu personagem, i.e., O SUICIDA, apenas reconheço que do ponto de vista do maníaco-depressivo que todos temos dentro de nós, há momentos obscuros em que a contabilidade PRAZER X DOR da vida não fecha positiva.
Ou não.
Abraços, RicardoC.
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