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Sonetos : 

Refém dos Olhos

 
Afasto-me de ti sem entender o sentido
Dos olhos que vigiam ausente de razão
A caça de paixão que me torna bandido
Pelo fato que te carrego em meu coração

Experimento o mal pelo pensar indevido
Punido na vereda que lado a lado em atenção
Sou a vítima dos lábios em que o beijo é libido
Mas que também desafina no tom da canção

Escapa-me a vida em que o grito já não ecoa
Com o carimbo de proibido, refém da saudade
No amanhã com a esperança que me perdoa

Quando distante e não por falta de vontade
Minha alma que além do teu olhar então voa
Ao final deste soneto que o conteúdo é verdade


Murilo Celani Servo

 
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murilocs
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