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VENTANIAS

 
VENTANIAS

Num proceloso mar navego solitário
Não têm sabor algum e longos são meus dias
Bafejam gelidez as bravas ventanias
Rasgando o coração, esse vazio sacrário

Vultosas aflições em árduo itinerário
Entranham-se a sugar as parcas energias
Cortinas de terror me cercam quão sombrias
Funesta emanação do lacrimal sudário

Apelos de pesar desesperadamente
Ecoam, embebendo um incompleto leito
É chuva que não cessa, é servidão doente...

Veredas abismais com ilusões enfeito
Tentando aliviar o que me dói, latente
Flagelos, desamor e tudo mais aceito


Jerson Brito

 
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jersonbrito
 
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Enviado por Tópico
Gyl
Publicado: 12/09/2017 23:32  Atualizado: 12/09/2017 23:32
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 Re: VENTANIAS
Alexandrinos deliciosos, poeta. Parabens!