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Sonetos : 

EXERCÍCIOS DE PENA

 
Tags:  Sonetos 1998  
 
EXERCÍCIOS DE PENA

Ante o branco deseje a folha impura, 
Que alheia à pena a mão agora suja.
E, claro enigma, a estranha garatuja
Revele-se antes signo que figura.

Ideograma distinto da Natura
Representando, entanto, algo que fuja
D'uma leitura esdrúxula de cuja
Mimética ideia mais se lhes perdura.

A minha pena corre enquanto cismo.
Rabisca, ininteligível, o que lido
Alguém confuso chame de grafismo…

Sensação a fixar todo o inavido
Em linguagem gestual sem algarismo
O texto se converta n'um sentido.

Belo Horizonte - 19 08 1998


Ubi caritas est vera
Deus ibi est.


 
Autor
RicardoC
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