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Contos : 

A experiência terrena

 
Pequenas introduções foram feitas, em textos anteriores, que possibilitaram os conceitos que serão explorados neste. Todo peixe precisa se acostumar gradualmente na água na qual irá nadar, se esta for estranha a ele. Você sempre viveu cercado por matéria - objetos concretos e independentes de você - durante tanto tempo, foi estimulado por eles e forçado a estreitar a sua atenção sobre eles, que você precisa se acostumar, e entender, que estes objetos não existem à parte daqueles que o observam. Em outras palavras, nada é objetivo, mas subjetivo, como já descrito em prosa e em verso em textos anteriores...
Mesmo o seu planeta, o globo azul a flutuar no universo sem fim, não tem uma existência concreta, como você entende o termo. Seu amado planeta é um estado, uma condição, uma leitura que a consciência faz de seu próprio estado de ser "atual". O seu planeta é o seu espelho, o seu reflexo, o espelho mágico onde você se pergunta: - Quem sou eu? Ou melhor, o que sou eu agora?...
Então, assim, hão milhares de Terras. Você não pode vê-las porque, como dissemos, a Terra é um estado mental. Desse modo, você não muda o seu mundo, como você pensa em mudá-lo, você muda a si mesmo, e ao mudá-lo, você se "transporta" para onde sua vibração se afinar melhor.
Por isso você morre. Por isso, ninguém vivo poderá ver um mundo melhor, no sentido que dão ao termo. Porque quando você muda, você morre, em seus termos, para renascer em outros. A borboleta não rasteja mais como a lagarta. Mas, a lagarta não é pior que a borboleta por causa disso, elas ainda são, grosso modo, a mesma coisa, experimentando condições diferentes. Nenhuma das duas seria completa sem a outra.
É por isso que você nunca encontrá as respostas que procura nesta Terra, porque as respostas não estão aqui. Se é que pode nos entender. Vocês reclamam que não encontram respostas, mas as respostas não podem ser dadas, elas são criadas. Nem mesmo a sua ciência sabe o que pensa saber. A ciência é um sobre-esforço humano descomunal para dar sentido as coisas, mas basicamente, sentido, assim como fim ou meio, são apenas palavras. A existência não se contradiz, não se provoca, ela apenas é, porque brota de dentro, das ações mais espontâneas que se possa conceber. Neste universo espontâneo, não existem respostas ou explicações, pois tudo é um eterno vir a ser. Aqui, você encontra a gravidade, mas existem mundos onde ela não existe, e por isso mesmo não faz parte das preocupações mentais de seus habitantes a tentar explicá-la. Faça este exercício mental. Abra-se a alguns novos conceitos e perspectivas, só de fazer isso o mundo ao seu redor começa a mudar.


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London
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