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Poemas -> Tristeza : 

ADEUS

 

A Volena partiu aos 93 anos.
Deixou-nos uns últimos versos para partilhar com a família
e com todos os amigos e leitores do “Luso-Poemas”.
Um obrigado a todos
A família


Senhor Jesus!
Mãe Maria

Pai eterno, meu Senhor
desasai de Vossas mãos
meu corpo sem valor,
A minha alma sofre
por Vos ter ofendido
perdoai, em minha morte.
Nunca Vos quis magoar
sabeis, melhor, tudo o mais
e só Deus para julgar!
Desculpai, tanto Vos pedia.
O sofrimento era muito também,
só rezando um pouco se esvaía
olhando a ternura da Vossa Mãe.
Lego ao Vosso olhar protector
amados, filhos, netos, e bisnetos
a quem deixo Todo o meu Amor.
À família e amigos, grata amizade
a quem desejo um dia abraçar
quando juntos na Eternidade!
Vou feliz, dêem-me um sorriso!
Adeus, beijinhos para todos
E muito juízo …
Lena

 
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Volena
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Enviado por Tópico
Jorge-Santos
Publicado: 09/01/2020 15:34  Atualizado: 09/01/2020 15:34
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 Re: ADEUS !


Helena Matos (1919-2019)

Professora e Pianista de Mérito


A pianista Maria Helena Leite de Matos da Silva faleceu na noite de 23 de Julho, aos 100 anos de idade.

Homenageando a pianista, a Antena 2 transmite, no programa Memória, um concerto pela pianista Helena Matos, interpretando quatro peças do compositor Armando José Fernandes. Este concerto comemorativo do 70º aniversário do compositor, foi gravado no Conservatório Nacional de Música de Lisboa, a 18 Novembro de 1976, e tem a participação do violetista Fernando Afonso, da soprano Helena Pina Manique e da violinista Lídia de Carvalho. Do programa fazem parte a Sonatina para viola e piano, Romance a D. Fernando, Canção de Tecedeiras e a Sonata para violino e piano.

Memória
O arquivo musical e histórico da Radiodifusão Portuguesa
um programa de Alexandra Louro de Almeida


A pianista Helena Matos dedicou toda a sua vida à música, tendo entrado no Conservatório Nacional com onze anos, no início da década de '30, quando Vianna da Motta estava na direcção musical da escola. Pouco depois iniciou uma carreira de concertista que durou mais de sete décadas e se estendeu a todo o país e no estrangeiro.
Atuou com diferentes gerações de grandes intérpretes, como os violinistas Jack Glattzer, Christa Rupper, Leonor Prado, Vasco Barbosa e Lídia de Carvalho, ou com a violoncelista Madalena Sá e Costa, entre outros músicos.

Helena Matos distinguiu-se em particular na interpretação dos repertórios romântico e do século XX, incluindo obras de compositores como Chopin, Anton Webern e Sergei Profokiev nos seus recitais, e também na divulgação da música erudita portuguesa, com composições de criadores como Armando José Fernandes, Fernando Lopes-Graça e Filipe Pires, de quem estreou "Seis Epígrafes”, ciclo de canções sobre poemas de Natália Correia, que levou a várias salas do país, com a meio-soprano Dulce Cabrita.
Colaborou, entre outras, com a Orquestra do Teatro Nacional de São Carlos, com a Orquestra da Radiodifusão Portuguesa e a Orquestra Gulbenkian.

Foi galardoada com um prémio nacional de interpretação, recebeu igualmente o Prémio da Juventude Musical do Porto, em 1954, e o Prémio Luiz Costa, de homenagem ao compositor, em 1962.

Na Escola de Música do Conservatório Nacional, em Lisboa, onde lecionou durante toda a carreira, manteve-se como referência de músicos como os pianistas Jorge Moyano e Adriano Jordão, e de musicólogos como Manuela Toscano e Rui Vieira Nery, que se contam entre os seus muitos alunos.
Helena Matos foi uma das fundadoras, com outras personalidades maiores do meio musical português, da Juventude Musical Portuguesa.
Fez parte de vários júris nacionais de música.

Recentemente, em 2017, foi publicado o seu derradeiro álbum, "Entrega", com o tenor Fernando Serafim.

Também em 2017 foi distinguida pelo Governo português, com a atribuição da Medalha de Mérito Cultural, pela dedicação da sua vida às causas da cultura.