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Poemas : 

custe o que custar

 
andamos aqui como quem vê montras, olhando-nos no vidro
os amigos são cogumelos, uns para comer outros para vistoriar
poucos para amar
podemos querer privacidade, virar a cara, como que a resguardar
o mais íntimo sem saber se o queremos dar
passeamos por verdades enganadas
com áreas umas com anos, outras sem tempo
temos sede no fundo dos olhos, mas não reparamos
que o presente é uma flor com raiva nos dentes
já não sabemos chorar, esquecendo que as mãos
são armas cada uma com 5 bandidos com vício de vencer
custe o que custar, sem saber que vencer também é perder

 
Autor
RoqueSilveira
 
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Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 03/04/2020 12:54  Atualizado: 03/04/2020 12:54
 Re: custe o que custar
sem dúvida. construímos um presente com base numa identidade filosófica que sublinha a competição com o argumento da evolução: se competes não vais querer morrer e assim terás de arranjar uma forma de te desenvolveres para. bom, eu devo dizer que isto não é uma forma civilizada de evolução com vista ao aperfeiçoamento, à beleza, a maior, que é a interior e que é responsável de tudo de bom que possamos ter. para mim não vale tudo. somos tão esquisitos não somos? e maus!(entre aspas claro porque cada um é cada qual, mas todos pensamos que somos bons.) porquê? que raio de bichinhos... somos nós!

Enviado por Tópico
visitante
Publicado: 03/04/2020 13:13  Atualizado: 03/04/2020 13:13
 Re: custe o que custar
esqueci... olha, eu dou, tudo, dou a passarinha, dou a passarinha, dou... que se lixe a passarinha, dou tudo de bom para ser feliz, claro que não vale a pena dar o que não presta, e nem a quem não merece. posto isso, claro, viro-me sempre de frente, e quando me me viro ao contrário é para... ir embora.
perdoname... (de facto passo a vida a pedir perdão. pois... estou habituado a ser mal compreendido e) vamos lá dar a passarinha. quando morrermos iremos felizes eheh